RESENHA | Filme: Sonic – O Filme (Com Spoilers)

Quando o primeiro trailer de Sonic – O Filme foi lançado em 2019, os fãs ficaram horrorizados com os pequenos olhos e dentes humanos do CGI. Então a Paramount sabiamente adiou a data de lançamento do filme e trouxe o animador Tyson Hesse, diretor de arte da Sonic Mania Adventures, para liderar o redesenho. Não só os animadores foram além em consertar Sonic para se parecer mais com suas origens de videogame, mas   com certeza salvaram o filme. O novo Sonic é tão adorável que, nos faz esquecer totalmente o “susto” que nos deu no seu primeiro trailer.

Titulo Original: Sonic the Hedgehog 
Origem:
Estados Unidos
Direção:
Jeff Fowler
Roteiro: Josh Miller, Oren Uziel, Patrick Casey
Distribuidor:
Paramount Pictures
Exibição:
13 de Fevereiro de 2020

  • Sinopse: O filme segue as aventuras de Sonic enquanto ele tenta se adaptar à sua nova vida na Terra com seu recém-descoberto melhor amigo humano Tom Wachowski (James Marsden). Sonic e Tom unem forças para tentar impedir que o vilão Dr. Robotnik (Jim Carrey) capture Sonic e use seus poderes para dominar o mundo. 

ATENÇÃO: A partir daqui o texto possui Spoiler! Conforme avisado no titulo da resenha.

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Para fugir dos vilões após ter sido descoberto seu poder de supervelocidade, Sonic (dublado por Ben Schwartz) deixa seu planeta natal através de anéis que abrem portais interdimensionais e vai parar na Terra na pequena cidade de Green Hills. Descobrimos que sua personalidade acelerada e com fala rápida é basicamente resultado de 10 anos de intenso isolamento, tendo que se esconder dos habitantes da cidade e manter-se entretido falando consigo mesmo, fantasiando amizades com vários moradores da cidade.


Até que um dia após causar uma onda de energia que provoca um black-out em toda cidade, o governo envia o Dr. Robotnik (Jim Carrey) para investigar o fenômeno. É ai que Sonic faz parceria com o xerife de bom coração Tom Wachowski (James Marsden), e os dois desenvolvem um “bromance” através de uma viagem com uma perseguição implacável do vilão e até uma briga de bar, fazendo referência a filmes muito comuns nas produções americanas de parceiros que viajam cortando o país.

Alias referências a cultura pop não faltam no filme, que vão de “The Flash” a revista favorita de Sonic, passando por Velocidade máxima, Corra que a policia vem aí, Velozes e furiosos, Fortnite, X-men e até mesmo ao Mario! Sim, ele mesmo o “Super-Mário” da antiga rival da SEGA (criadora do Sonic) a Nintendo dos anos 80/90, quando os dois personagens disputavam pau a pau o coração dos gamers da época.


Algumas vezes o filme peca por um roteiro meio infantil e previsível com alguns clichês de filmes do gênero. Porém brilha quando se lembra que é baseado em um jogo de videogame, e há algumas coisas genuinamente divertidas – como quando Sonic usa seus poderes de parada de tempo ou a elaborada montagem “evil-plotting” de Robotnik que faz você se perguntar por que mais filmes não apresentam bandidos com sequências coreografadas de dança A dancinha de Jim Carrey é hilária-.

Atuações

Jim Carrey interpreta Robotnik como o vilão de desenho animado que ele é, e é uma verdadeira delícia vê-lo em seu principal atributo, a Comédia rasgada sem pudores, lembrando muitas vezes os bons tempos de seus personagens mais queridos como o Maskara e Ace Ventura.

James Mardsen, Faz aquele bom moço tradicional do interior americano que sonha em ir para a “cidade grande” para fugir do marasmo de ser policial de cidade pequena, e entrega muito bem o personagem que é um cara muito gente boa porem com um certo exagero na ingenuidade.

Tika Sumpler, A bela e talentosa atriz faz Maddie (Esposa de Tom), ela é Veterinária, e é aquela tipica esposa dedicada, super gente boa, que torce e apoia o marido a realizar seu sonho, mas sem deixar ser independente, descolada.

Há de se destacar também, a sobrinha de Maddie, que mesmo com pouco tempo de tela, tem um papel simbólico na estória, pois é ela que dá de  presente ao Sonic seu icônico Sapato vermelho. Outro destaque é a hilária irmã de Maddie vivida Natasha Rothwell que não se sabe porque, implica com o Tom (James Marsden) o tempo todo! mesmo ele sendo um cara bem legal.

A direção

O diretor indicado ao Oscar Jeff Fowler conseguiu mostrar as habilidades do Sonic em tela com uma proeza impar, sabendo mesclar os momentos frenéticos das perseguições, com momentos leves de humor e ternura, além de encontrar um meio-termo produtivo com efeitos digitais bem realistas criando assim uma boa mescla com as imagens live-action.

Spoilers de cenas pós crédito à seguirnas cenas pós Créditos sugerem uma sequência com Tails e um Robotnik ainda mais desequilibrado se transformando definitivamente em Eggman.

É difícil não pensar no exuberante planeta Emerald Hill Zone que aparece apenas no inicio do filme por talvez 1 minuto e meio por ai. Onde vemos o pequeno Sonic (Sim! Temos um “Baby Sonic“), correndo pela pela ilha fazendo aqueles os “loopings” como estamos acostumados a ver nos games, seria bom que pelo menos parte da ação tivesse acontecido lá.

Minhas Considerações

O filme tem ação, humor, e até um pouco de drama, o Sonic “redesenhado” é muito fácil de amar.
Claramente o filme foi feito pra você se divertir voltando ao passado sem medo de ser feliz.
Em alguns momentos dá vontade ter um joystick do saudoso Mega Drive em mãos, para controlar o Sonic , e derrotar o malvado Dr. Robotnik.

 

Obrigado e até a próxima.

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