RESENHA | Filme: Seberg – Contra Todos

O filme “Seberg – Contra Todos” não foi feito apenas para os fãs de cinebiografias, ou para os fãs da atriz Jean Seberg, mas para todos que gostam de uma história bem contada, e que querem saber mais da relação de Seberg com os Panteras Negras, assim como seus trágicos últimos meses de vida, causados pela pressão do governo americano e do FBI.

Ficha técnica

Título OriginalSeberg
Duração: 102 minutos
Ano produção2019
Estreia5 de março de 2020
DireçãoBenedict Andrews
Classificação14 anos
GêneroDrama, Biografia
Países de OrigemEstados Unidos, Inglaterra

  • Sinopse: Paris, 1968. A atriz Jean Seberg (Kristen Stewart) está no auge de sua popularidade, graças ao sucesso de vários filmes rodados na França. Ao chegar aos Estados Unidos ela logo se envolve com o ativista de direitos civis Hakim Jamal (Anthony Mackie), que conheceu ainda durante o voo. Jean logo se posiciona a favor dos Panteras Negras e passa a ser uma das financiadoras do movimento, ao mesmo tempo em que mantém um caso com Hakim. Tal situação é acompanhada de perto pelo FBI, que mantinha um programa de vigilância para romper e expor os Panteras Negras. Dentre os agentes designados para espioná-la está Jack Solomon (Jack O’Connell), que começa a se rebelar quando o FBI inicia um plano de difamação contra a atriz.

Entre inúmeros longas sobre a vida de atrizes famosas de Hollywood temos “Seberg – Contra Todos”, do diretor Benedict Andrews e protagonizado pela talentosa Kristen Stewart, que vive Jean Seberg (1938-1979), e chama atenção do grande público para assistir ao filme.

Apesar da caracterização de Stewart ser muito fiel a Seberg, não é só isso que faz com que ela entregue uma performance impecável durante os 102 minutos do filme. Kristen incorporou Jean a cada minúcia de suas cenas, seja na maneira de falar ou mesmo de se mover tornam simplesmente impossível desviar ao olhar cada vez que ela aparece na tela.

Outro destaque vai para o Anthony Mackie, que interpreta Hakim Jamal, mais conhecido por seu papel nos filmes da Marvel, mostra outra faceta nesse filme, dando vida a um dos Panteras Negras. O personagem não apenas serve de ponte para atriz se juntar ao movimento, mas também se envolve amorosamente com a atriz, gerando conflito entre sua família e os motivos pelo qual Seberg está ajudando os Panteras Negras.

O roteiro, de Joe Shrapnel e Anna Waterhouse, nos aproxima da vida pessoal e profissional de Jean na época em que conheceu os Panteras Negras, mostrando seus conflitos entre a sua família e o certo a ser feito, mas também acrescenta um personagem ficcional, o agente Solomon do FBI, que acaba se envolvendo demais na investigação. Também conhecemos um pouco de sua vida e como seu trabalho, que embora seja o oposto do trabalho de Jean, gera conflitos com sua própria família.

É agoniante assistir como aos poucos a pressão externa e interna foram destruindo uma atriz tão talentosa e corajosa, que apenas queria lutar pela própria liberdade e a dos Panteras Negras, e que por conta disso passou seus últimos anos de vida com medo e desespero, até sua vida chegar precocemente ao fim, com apenas 40 anos de idade.

Apesar do final ser um pouco apressado, vale a pena assistir o filme não apenas para saber mais sobre a vida de Jean Seberg, mas também para ver a incrível atuação de Kristen Stewart. Desde ter sido a primeira atriz americana a ganhar o César Awards, considerado o Oscar francês, em 2015, mostrou que pode ir cada vez mais longe em sua carreira, seja em grandes blockbusters ou filmes independentes.

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