A adaptação do game homônimo causou opiniões mistas no público

Ficha Técnica

Roteiro: Adam Sztykiel, Carlton Cuse, Ryan Engle, Ryan J. Condal

Produção: Beau Flynn, Brad Peyton, Hiram Garcia, John Rickard, Wendy Jacobson

Fotografia: Jaron Presant

Trilha Sonora: Andrew Lockington

Estúdio: Flynn Picture Company, New Line Cinema, Twisted Media, Wrigley Pictures

Montador: Bob Ducsay, Jim May

Distribuidora: Warner Bros.

Elenco: Breanne Hill, Brian Kayode-Patrick Johnson, David Dunston, Destiny Lopez, Dwayne Johnson, Eric Ian, Gary Weeks, Giota Trakas, Jack Quaid, Jake Lacy, Jeffrey Dean Morgan, Joe Manganiello, Laura Distin, Lexston Bearss, Malin Akerman, Marley Shelton, Matt Gerald, Michael David Yuhl, Naomie Harris, P.J. Byrne, Valentina Latyna Plascencia, Will Yun Lee

O filme conta a história de Davis Okoye (Dwayne Johnson), um primatologista recluso que compartilha um vínculo inabalável com George, um gorila muito inteligente que está sob seus cuidados desde o nascimento. Quando um experimento genético desonesto é feito em um grupo de predadores que inclui o primata, os animais se transformam em monstros que destroem tudo em seu caminho. Agora, Okoye precisa conseguir um antídoto e impedir que seu amigo provoque uma catástrofe global.

Dirigida por Brad Peyton (Viagem 2, San Andreas), que já trabalhou com Johnson anteriormente, a adaptação do game se mantém fiel ao jogo, porém com uma trama rasa. Pouco se sabe sobre o passado dos protagonistas, e a motivação dos vilões Claire Wyden (Malin Akermand) e Brett Wyden (Jake Lacy), é fútil, e pouco explorada. Entretanto, a motivação do Agente Russel (Jeffrey Dean Morgan), que rouba cena sempre que aparece, é mais bem trabalhada durante o filme.

Com uma atuação de Morgan bem parecida do que estamos acostumados a ver na série “The Walking Dead”, o ator consegue arrancar algumas risadas do público e tem uma boa química em tela com Johnson. Vale destacar também a rápida aparição de Joe Manganiello, que estava ótimo em suas cenas de ação na caçada ao logo gigante, apelidado de Ralph.

Se o roteiro não foi muito bem trabalhado, não podemos falar o mesmo sobre os efeitos especiais. O maior destaque da história, com certeza vai para o CGI, tão bem executado que chegamos a questionar se os animais e a cidade realmente não são reais. A captura de movimento do gorila George, principalmente, foi uma das bem feitas no cinema, chegando bem parte do trabalho que é feito na franquia “Planeta dos Macacos”, embora nota-se a evidente influência do filme “Kong – A Ilha da Caveira” no último ato, principalmente nas cenas de luta entre George e o jacaré gigante.

Hollywood ainda está aprendendo a adaptar jogos para as telonas, e “Rampage” pode ser um bom começo quanto à fidelidade do game original. Então se você gosta de filmes de ação e com muitas explosões, não perca mais uma aparição do “The Rock” em um filme de ação!

 

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