Aproveitando que em 2019 teremos  Brie Larson estreando como a Capitã Marvel, vamos falar sobre o filme que deu a ela o Oscar de melhor atriz?!

O quarto de Jack baseado no livro homônimo de Emma Donoghue, é um filme tocante do inicio ao fim. Conta a história de Jack (Jacob Tremblay), que completou cinco anos logo no início do filme, e durante esse tempo viveu dentro de um quarto, acreditando que o mundo real era apenas aquilo, viver com sua mãe naquele lugar fechado, recebendo a luz do dia apenas por uma claraboia. Porém, na realidade a mãe de Jack foi sequestrada, e vive ali há 7 anos, presa naquele quarto sendo refém de um homem chamado por ele de “Velho Nick”, ele é quem leva comida, água, itens pessoais, e até mesmo presentes para o menino.

Joy (Brie Larson) a mãe de Jack, resolve que agora tendo cinco anos, já pode saber toda a verdade e então revela tudo para o garoto, desde a tática usada pelo Velho Nick para sequestra-la, até o tempo vivido ali, explicando o que há no mundo, e tudo aquilo que eles podem viver, porque para ele, o externo é algo que existe apenas na tela de sua tv. Como era de se esperar ele não acredita tão fácil, fica cheio de dúvidas e pensativo durante um tempo, até finalmente um dia começar a questionar mais sobre isso, é legal de se observar que ela teve muita paciência, deu tempo para o menino refletir sobre tudo, e com muita calma para poder contar a ele o seu plano de fuga. Agora percebendo que ele entendeu bem como tudo realmente é, chega a hora de dizer como vai ser para sair daquele quarto e conhecer o mundo real.

Enfim, o plano da certo, Jack está do lado de fora(assistindo ao filme, você entenderá como), assustado, perdido, e com medo, consegue ajuda de um estranho que rapidamente chama a polícia, agora tudo o que quer é sua “Ma” (essa é a forma que ele chama sua mãe), depois de muita tensão, finalmente eles se reencontram. É tudo muito emocionante, eles finalmente estão livres daquele pesadelo, e podem voltar a viver.

O quarto de Jack, é um filme muito tocante consegue misturar suspense e drama na medida certa, mesmo não sendo uma história real, é algo que pode sim acontecer com alguém, e até mesmo já aconteceu com algumas pessoas, o tornando ainda mais triste. A interação de Joy e Jack mostra uma parceria muito bonita de mãe e filho, mostrando o quanto o diálogo, atenção e paciência, são essenciais nesses momentos difíceis. Joy teve problemas ao voltar para a vida normal, afinal são 7 anos presa, sem nenhuma ideia do que fazer, ao sair de lá era de se esperar que ficaria do jeito que ficou, a superação e força da personagem é de se admirar muito, a forma do Jack de lidar com toda verdade, ser forte e conseguir seguir o plano de fuga, sempre confiar e ajudar a sua mãe faz com que o filme seja ainda mais lindo de se ver.

O filme está disponível na Netflix, e o livro em todas as lojas.

Trailer:

//www.youtube.com/watch?v=IeM5qJp2v8Y

Sinopse:

Jack (Jacob Tremblay), um espirituoso menino de 5 anos, é cuidado por sua amada e devota Ma (Brie Larson). Como toda boa mãe, Ma se dedica em manter Jack feliz e seguro, cuidando dele com bondade e amor, e fazendo coisas típicas como brincar e contar histórias. Sua vida, entretanto, é tudo menos normal – eles estão presos – confinados em um espaço de 10 m² sem janelas, o qual Ma chamou eufemisticamente de “O Quarto de Jack”. Ma criou todo um universo para Jack dentro de O Quarto de Jack, e ela não parará por nada para garantir que, mesmo neste ambiente traiçoeiro, Jack seja capaz de viver uma vida completa e satisfatória. Mas, enquanto a curiosidade de Jack sobre a situação em que vivem cresce, e a resiliência de Ma alcança um ponto de ruptura, eles ensaiam um arriscado plano de escape, o que os leva a ficar face-a-face com o que pode ter se tornado a coisa mais assustadora: o mundo real.

Ficha técnica:

Título: Room (Original)

Ano produção: 2015

Dirigido por: Lenny Abrahamson

Estreia: 18 de Fevereiro de 2016

Duração: 117 minutos

Classificação: 14 – Não recomendado para menores de 14 anos

Gênero : Drama

Países de Origem: Canadá Irlanda