RESENHA | Filme: Meu Eterno Talvez

Meu eterno talvez

Meu Eterno Talvez veio para mostrar que comédia romântica é boa a qualquer hora!

Ficha técnica:

Titulo original: Always Be My Maybe
Ano produção: 2019
Direção: Nahnatchka Khan
Data de estreia no Brasil: 31 de maio de 2019
Duração: 102 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero: Comédia, Romance

Sinopse:

Sasha Tran e Marcus Kim são amigos desde a infância que se reencontram dezesseis anos depois. Ela, uma renomada chef de cozinha abrindo uma nova filial de sua rede de restaurantes em sua cidade natal, São Francisco. E ele, um músico popular de seu bairro que trabalha com seu pai, reparando e instalando ar condicionados. Agora, que retomaram a amizade, ambos percebem que talvez sintam mais do que imaginam um pelo outro, e provam que pode ser muito difícil apenas serem amigos.

A Netflix não cansa nunca e o que parece é que ela tem a meta de nos apaixonar por comédias românticas, meta que está sendo alcançadas a cada filme lançado. Meu eterno talvez não deixa de ser um clichê bem feito, porém como momentos bons de risada e de deixar muitos com cara de bobinhos apaixonados.

A primeira coisa que chama atenção no filme é a representatividade. O elenco quase inteiro asiático, pegando a alta do filme ‘Podre de Ricos‘, com direção de Jon M. Chu.  Os atores são sensacionais, não perdendo o ritmo ao longo das cenas. Alguns nomes que passaram pelo filme foram: Daniel Dae Kim interpretando Brandon Choi, Ali Wong como Sasha Tran, Randall Park como Marcus Kim, Charlyne Yi interpretando Ginger, James Saito atuando como Harry Kim, Karan Soni comoTony, Michelle Buteau como Verônica, entre outros.

Ahhh você deve estar pensando, ESQUECERAM DO KEANU REEVES!!! Não, não, não… Ele fez uma participação incrível no filme, interpretando nada mais e nada menos que ELE MESMO. Porém, de uma forma um pouco diferente, com hábitos extravagantes e excêntricos, deixando tudo mais engraçado.

Mesmo com a aparição de Keanu Reeves, que trouxe mais humor, a história ficou repetitiva, dá para entender porque os roteiristas trouxeram essa reviravolta bem na hora que Marcus vai se declarar para Sasha, mas ficou um pouco cansativo (e, também,importante), pois no enredo os protagonistas já possuíam várias diferenças que os afastavam.

Essa repetição atribuo ao roteiro, feito pelos protagonistas, Ali Wong (que também participou da produção) e Randall Park, e Michael Golamco. A história está boa, mas a inclusão de um novo relacionamento de Sasha apenas reforça a necessidade dela precisar de um companheiro ao seu lado, deixando de lado algumas características que ela demonstra ter no início do filme, a mulher que é auto suficiente, moderna e inteligente.

Além de ressaltar o medo e ao comodismo de Marcus Kim,que não permitiu seu próprio crescimento pessoal como cantor de RAP, após a morte da sua mãe. Como estamos falando do perfil dos protagonistas é bom lembrar de Brandon Choi,o noivo de Sasha,que consegue demonstrar uma enorme insensibilidade dentro de um relacionamento, não sendo sincero com Sasha e não pensando em nenhum momento nela.

O filme possui detalhes muito significantes como o hábito de tirar os sapatos quando entram em casa e as comidas típicas, sem deixar de inserir, ás vezes, a cultura americana com o fast food e a vida em um tapete vermelho.

A trama consegue ser envolvente e se diferencia exatamente pelo modo que tem a representatividade e um enquadramento aberto, com alguns cortes de cena entrega uma estética interessante.

 

Trailer Legendado:

//www.youtube.com/watch?v=Vl6wm4Byw0Q

~Camila Couto