“Gojira” está de volta! E não está sozinho.

Ficha Técnica:

Título original: Godzilla: King of the Monsters
Nacionalidade: EUA
Gêneros: Ação, Ficção científica
Ano de produção: 2018/2019
Estréia: 30 de maio de 2019 (Brasil)
Duração: 2h 11min
Classificação: 12 anos
Direção: Michael Dougherty

Sinopse: “A nova história segue os esforços dos membros da Monarch, que enfrentam vários monstros gigantescos, incluindo o poderoso Godzilla, que confronta Mothra, Rodan e seu inimigo final, o rei de três cabeças Ghidorah. E todos esses seres antigos, onde se pensou que seriam meros mitos, eles ressurgem. Assim, todos os monstros disputam a supremacia deixando a humanidade pendurada em um equilíbrio.”

Nesta continuação do filme de 2014, parece que os produtores ouviram o público que havia reclamado muito da participação excessiva dos humanos mais do que dos “monstros” que deveriam ser os verdadeiros protagonistas do filme anterior. E é justamente essa overdose de lutas de criaturas no filme atual que salva o longa. As lutas são épicas os monstros assustadores, e os efeitos especiais muito bem feitos. King Ghidorah é sinistro e extremamente poderoso, Rodan, Mothra e os demais “kaijus” que aparecem no longa, cumprem bem seus papeis (Sim, Tem mais “Monstros” no filme).

Já o roteiro…. o diretor Michael Dougherty que além de dirigir também é co-roterista, errou a mão! Os humanos só servem mesmo para narrar o que estava acontecendo e dar nome as criaturas, o roteiro é fraco, cheio de furos e clichês, que poderiam ser substituídos por soluções mais inteligentes, usaram pela milionésima vez o argumento de falha em equipamentos para sacrificar um personagem carismático tentando criar uma conexão sentimental entre espectadores e o personagem -Não precisava! Já temos esta conexão com o Godzilla- Usaram também o velho argumento do “vilão” arrependido, aquele que faz coisas horríveis e depois vem com aquele papo: “Não era isso que eu queria, minha intenção era outra…”.

Apesar desses clichês e falhas no roteiro, as atuações individuais do elenco são até aceitáveis, Millie Bobby Brown (Maddie), em seu primeiro grande papel no cinema após estourar na série Stranger Things, é capaz de trazer alguma presença à sua personagem; filha da cientista Emma Russell (Vera Farmiga – estrela de diversos filmes, entre eles a franquia “A Invocação do mal”) esta que entrega o que se espera da grande atriz que é.
Ken Watanabe tem mais destaque neste filme merecidamente do que no longa de 2014 e não decepciona.
Kyle Chandler (Mark – Pai e marido das protagonistas do filme) mesmo com pouco carisma, e com um personagem extremamente confuso e sem rumo, consegue se superar e entregar uma boa atuação. Já o vilão Jonah Alan (Charles Dance – Game of Thrones), tem papel inteiramente irrelevante em toda trama (só aparece para matar), ao ponto de cair no esquecimento do público, até ser reintroduzido em uma gratuita cena pós-créditos.

Minha Opinião: Godzilla é um filme sob medida para os fãs dos “kaijus” de origem Japonesa. Nesse quesito o filme vai bem, mas quando se aborda o roteiro, aí a coisa complica, por se tratar de um drama familiar mal escrito, sem sentido e forçado

Ninguém vai ao cinema assistir Godzilla para acompanhar um drama familiar, é na hora de que mostra as lutas entre os Kaijus que o longa brilha”.

Obrigado pela atenção, e até a próxima.