Para quem está esperando o mesmo estilo da saga Jogos Mortais, vai com calma. Espiral – O legado de Jogos Mortais, apesar de fazer parte desse universo, apresenta uma proposta um pouco diferente.

Vem conferir o que rolou.

Espiral
Ficha Técnica
Título: Espiral – O legado de Jogos Mortais
Ano de Produção: 2021
Dirigido Por: Darren Lynn Bousman
Estreia: 17 de Junho de 2021
Duração: 95 minutos
Classificação: 18 anos
Gênero: Suspense, Terror 
País de Origem: Estados Unidos
Sinopse: Um sádico mentor desencadeia uma forma distorcida de justiça em “Espiral”, o novo e aterrorizante capítulo do universo dos Jogos Mortais. Trabalhando à sombra de um respeitado veterano da polícia (Samuel L. Jackson), o impetuoso detetive Ezekiel “Zeke” Banks (Chris Rock) e seu parceiro novato (Max Minghella) se encarregam de uma terrível investigação sobre assassinatos que assombram a cidade. Involuntariamente envolvido em um profundo mistério, Zeke se encontra no centro de um mórbido jogo do assassino.

 

Quero adiantar que sou uma pessoa muito medrosa. Não curto assistir filmes de terror, principalmente aqueles recheados de morte. Certo, Nathália, e o que isso acrescenta na minha vida e na crítica ao filme? Prometo que essa informação será relevante mais adiante.

Então, vamos ao que interessa, o novo filme da saga Jogos Mortais.

Será que esta produção era mesmo necessária?

Eu sou bastante contra a sequências que se estendem demais. Acho que é importante ter continuações quando necessário, mas saber a hora de parar é tão valioso quanto.

Na minha opinião, não adianta trazer grandes peças para um elenco, ou investir em um longa que não vai acrescentar em nada para o universo já existente.

Temos a presença de Samuel L. Jackson e Chris Rock (que inclusive é produtor e roteirista) no filme, isso por si só já tem um peso gigantesco. Pelo menos para mim, que sou fã de ambos. Mesmo assim, assistindo a película é fácil notar que nada que nos foi apresentado é relevante para a franquia.

Nossa, mas então nem vale a pena assistir? Calma, tem também os seus pontos positivos, apesar das falhas.

Samuel L. Jackson e chris Rock em Espiral
Créditos Paris Filmes – Divulgação

Nem só de mortes vive o longa

Apesar de acreditar que a sequência não agregou nada para o universo de Jogos Mortais, eu achei bem legal a forte crítica a corrupção policial. Claro que não justifica a visão distorcida de justiça do vilão, mas nos faz refletir sobre.

O roteiro não é lá essas coisas, e a motivação principal pode ser questionável, mas como um todo a história me agradou. Consegui me sentir bastante estimulada a juntar as peças e tentar desvendar o mistério. As reviravoltas também não deixam a desejar. Confesso que o desfecho me surpreendeu bastante.

Fora da zona de conforto

Chris Rock está totalmente fora da sua zona de conforto. E eu gostaria muito de dizer que sua interpretação foi ótima, eu sou muito fã dele. Entretanto, eu achei a atuação exagerada e forçada em muitas cenas. Por ser o protagonista e estar presente em quase todas as cenas, isso acaba atrapalhando um pouco a experiência.

Além disso, Max Minghella como seu parceiro, interpretando o novato detetive William Schenk também deixa bastante a desejar. Não vi muita química entre os dois, e nem grandes conexões. Com um roteiro não muito elaborado, as atuações deveriam ser melhores para ajudar a esconder os pontos falhos.

E nem o Samuel L. Jackson adiantou. O ator quase não tem tempo de tela, e quando aparece também fica claro a falta de ligação entre ele e os demais atores. Neste caso não dá nem para julgar, já que realmente são poucas as cenas em que ele tem interação com seus colegas de elenco.

Chris Rock - Espiral
Créditos Paris Filmes – Divulgação

Espirais

O filme funcionaria bem se não fizesse parte da saga, e apenas buscasse referências. Para quem é fã da franquia, ele acaba sendo chato e cansativo. Apesar de ter o mesmo diretor do de Jogos Mortais 3 e 4, o longa não se parece com os anteriores.

Lembra que falei que sou muito medrosa, e que seria relevante? Pois bem, eu consegui assistir o filme normalmente, apenas me sentindo incomodada em poucas cenas sangrentas. Sendo assim, para quem está habituado com as mortes e jogos dos anteriores, este não agrada.

Satisfaz quem, assim como eu, prefere mais um suspense investigativo que o terror propriamente dito. É um filme mais policial que assustador. Portanto reforço meu ponto de vista que a sequência não deveria existir, e que a história da película apenas fazendo referência a Jigsaw, já que o vilão não chega nem aos pés, seria uma melhor aposta e não frustraria os fãs de Jogos Mortais.

Contudo a trilha sonora contribui muito para o clima de tensão que paira durante todo o filme, e a fotografia é bem legal. Como eu disse lá no início, o longa tem seus pontos fortes.

Se você for fã da franquia e tem a intenção de ir ao cinema prestigiar, vá com a mente aberta e não espere algo similar aos anteriores. Entretanto se você, assim como eu, não curte muito o gênero, pode ir tranquilo que dá para assistir sim, e talvez até te agrade. Apesar das falhas eu gostei, me senti A corajosa.

 

Alerta de Spoiler!

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Claro que eu não poderia deixar de citar que desta vez, as vítimas não tem nem chance de escapar das armadilhas e ter a redenção. Outro ponto que deixou a desejar.

Max Minghella e Chris Rock - Espiral
Créditos Paris Filmes – Divulgação

E para quem assiste The Handmaid’s Tale, o Nick continua sendo duas caras em outras produções. Nem no filme ele deixou de ser “traíra”. Essa informação não acrescenta e nada, foi apenas para descontrair.

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