“Eli” é uma proposta de terror que tinha grande potencial, mas Netflix entrega um filme apenas aceitável e mediano que mistura vários subgêneros do terror.

Recente película adicionada ao catálogo do site de streaming leva o espectador a pensar uma coisa, dá uma ‘enrolada’ no seu meio e no final tem uma virada até interessante quando finaliza seu 3º ato, deixando até “pontas soltas” na história.

 

Ficha técnica

Título Original: Eli
Duração: 100 minutos
Ano produção: 2019
Estreia: 18 de outubro de 2019
Distribuidora: Netflix
Dirigido por: Ciarán Foy
Orçamento: Não divulgado
Classificação: 16 anos
Gênero: Terror
Países de Origem: EUA

 

            • Sinopse: Eli está sendo submetido a um tratamento para sua doença que é rara e auto-  imune   e acaba descobrindo que a clínica em que está internado não é tão    segura como pensava.

 

Se desse pra resumir esse novo filme da Netflix a receita seria: uma mistura filmes como Brightburn, filho das trevas (2019), Invocação do mal, Carry, a estranha, elementos de Novos Mutantes/X-men e um pouco de O exorcista, clássico de 77.  Eli, indo na esteira de filmes de terror com crianças, é uma farofa de subgêneros do terror: “tudo junto e misturado”.

Os jumpscares são bem bobos e previsíveis, mas o clima do filme é muito bom: aquela tensão e apreensão legal que todo filme de terror tem que ter. O filme parece que peca pela falta de orçamento pra umas partes mais bem digitalizadas e de um roteiro melhor para aprofundar mais na história dos personagens. Todas as pessoas são muito unilaterais, com exceção do protagonista Eli.

Eli, por várias vezes, evoca elementos do sobrenatural (aqueles sustos clichês quando o personagem olha no espelho ou na janela, assim como vultos e sussuros), trash (efeitos pra lá de duvidosos, cenário quase sempre o mesmo), um pouco de thriller psicológico porque você acaba desconfiando de todos os personagens e, ao mesmo tempo, um pouco do terror que contém monstro/demônio/entidade/fantasma: a gente nunca sabe qual/quem é o verdadeiro mal até os 10 minutos finais do filme.

O filme também parece que carece de atores melhores: o pai (Max Martini), por exemplo, parece aqueles atores de filmes B ou novelas mexicanas: é só caras e bocas sem nenhum carisma. A mãe (Kelly Reilly) tá sempre com uma cara de coitada chorona e a vilã, Doutora Horn (Lili Taylor), dá tão na cara que é a vilã que durante o filme todo o mistério perde um pouco da graça em relação aos argumentos que ela usa pra dar as desculpas aos pais sobre o tratamento bizarro que está dando ao filho. Em uma cena, o filho diz que está sendo perseguido por fantasmas ou algo do tipo: os pais, meio que sem dar bola, não fazem nada mesmo vendo o menino tendo surtos esquizofrênicos passivo-agressivos quase o tempo todo quando toda a família está junta em cena.

O único que se salva é o protagonista Eli, vivido pelo ator Charlie Shotwell. Gostaria de ter visto mais da personagem ruivinha Haley (Sadie Sink) que faz meio que a “amiga” do protagonista que narra pra ele alguns detalhes sobre o mistério da casa, além de parecer ser inteligente e sarcástica. A que menos aparece tendia a ser a mais legal.

Em suma, o famoso “É legal, mas poderia ser melhor”. Eli é uma mistureba meio sem gosto que a gente engole por estar com fome: o filme é cansativo e meio clichê, mas o final é justo e razoável por ter um plot twist até que interessante, mesmo que não seja nada inovador. Faltou ao filme escolher melhor em qual prateleira do terror ele deveria se encaixar: ele vai e vem em meio à várias cenas que lembram filmes com exorcismo, ocultismo, crianças prodígio-bizarras e fantasmas clássicos em casas mal-assombradas.

//www.youtube.com/watch?v=qfSTiAw1rkM

 

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