Lançado no ano de 1992, Aladdin foi o 31º longa animado da Disney. O filme vinha na trilha de sucessos dos 2 filmes animados da empresa lançados nos anos anteriores: “A Bela e a Fera” (1991) e “A Pequena Sereia” (1989) – este que também foi dirigido pela dupla de diretores Ron Clements e John Musker, e que motivou na escolha dos diretores para contar a história de Aladdin, já que foi com o filme deles de 1989 que a Disney “renasceu” e entrou na que seria conhecida posteriormente como “Segunda era de Ouro”. Cabia agora a eles segurar a “peteca” dos anos anteriores e manter o sucesso e a qualidade de uma Disney agora renovada. Mas será que eles conseguiram?

Ficha Técnica
Lançamento: 25 de novembro de 1992 (EUA), 25 de junho de 1993 (Brasil)
Dirigido por: Ron Clements, John Musker
Vozes: Scott Weinger, Jonathan Freeman, Robin Williams, Linda Larkin, Frank Welker, Gilbert Gottfried
Gênero: Animação
Duração: 90 min

Sinopse

Aladdin, um jovem pobre e sonhador que vive entrando em confusões acaba se envolvendo com uma misteriosa garota e acaba entrando na maior aventura da sua vida quando Jafar, o conselheiro do sultão, tenta conseguir uma lampada mágica que concede a seu portador 3 desejos.

 

O filme conta a história de um jovem, de origem humilde chamado Aladdin que com seu macaquinho de estimação Abul que vive se metendo em enrascadas na cidade de Agrabah até se ver envolvido com a princesa local que está com casamento arranjado mas quer fugir da vida que leva e explorar o mundo com liberdade sem sofrer as pressões impostas na pelos costumes locais. Durante a história que teve como inspiração o famoso conto árabe “Alladin e a Lâmpada Maravilhosa” o protagonista encontra uma lâmpada mágica que aprisiona um gênio que ao ser despertado da mesma, concede 3 desejos ao seu “mestre”. Então o jovem vê nisso uma oportunidade de ajudar a princesa e enfrentar o vilão Jaffar que é o Grão-Vizir do Sultão e tem planos obscuros para tomar o poder.

O longa como os anteriores, vem aprimorar mais a animação da época usando alguns efeitos já em computação gráfica em algumas cenas específicas para impressionar, causar impacto e mostrar que os esforços não foram poupados para trazer algo inédito na época. Com um começo já cheio de ação mostrando o jovem Aladdin sendo perseguido pelas ruas de Agrabah, o filme mantém uma constância e nunca perde o ritmo, sabendo dosar momentos de ação, comédia e romance, agradando todo tipo de público.

Um dos destaques do filme é a trilha sonora escrita por Alan Menken e músicas compostas por Howard Ashman e Tim Rice. O filme ganhou o Oscar de melhor Trilha Sonora e Oscar de Melhor Canção Original (A Whole New World). Além desses prêmios também foi indicado a mais 3 Oscar: canção “Friend Like Me”, Mixagem de Som e Edição de Som.

Porém o ponto forte da animação e que acaba por se destacar até mais que o próprio protagonista da história é o Gênio da lâmpada, dublado no original pelo talentoso e saudoso Robin Willians. A partir do momento que ele é visto saindo da lâmpada mágica pela primeira vez, o filme ganha uma nova dinâmica e mesmo que a intenção de que o Gênio fosse apenas um personagem secundário, ele acaba roubando a cena cada vez que aparece. Com piadas visuais ácidas, rápidas, e bem escritas, o personagem conquista o público como poucos personagens secundários conseguiram na história da empresa. A dinâmica do poderoso ser que pode realizar praticamente qualquer desejo (salvo algumas “condições e limitações”), mas não consegue ser livre e do jovem ladrão de espírito livre que não possui maldade no coração, é bem construída e passa credibilidade fazendo com que a audiência se importe de verdade com esses personagens.

applause

O vilão da história Jaffar em comparação aos outros vilões dos filmes da Disney é de certa forma contido. Sua motivação principal é tomar o lugar do Sultão (pai de Jasmine) o qual ele serve como sendo um conselheiro. Seu pássaro falante Iago é quem acaba se destacando nas cenas onde ambos interagem, quando o animal mostra toda a frustração de ter que fingir ser um animal bonitinho e bobinho aos olhares de todos.

Aladdin foi o filme de maior bilheteria nos EUA no ano do seu lançamento fazendo mais de $200 milhões de dólares e consolidando o retorno de vez da Disney como a líder em animações. No fim deste mês a empresa irá lançar a versão em live-action de Aladdin. Muita expectativa paira sobre esse lançamento, sendo então, o momento perfeito para revisitar o clássico animado de 92.

Tratando temas como desigualdade social, discriminação, obrigações impostas pela cultura e tradição, amizade, lealdade e liberdade de escolha, o filme é um clássico já eternizado e que merece ser apresentado para quem não era nascido na época, sendo ele a certeza de uma ótima sessão regrada de boa música, personagens carismáticos e muita diversão.

~Marcos Viana


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