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Escrevo essa resenha minutos depois de terminar de assistir esse dorama louvável chamado My Ahjussi, também conhecido como My Mister. Fiquei realmente comovida e não poderia deixar de exaltá-lo aqui e convencer vocês a dar uma chance a esse hino. Não foi sem razão que esse dorama foi indicado a 21 premiações e ganhou 8 delas, incluindo a de melhor atriz e melhor roteiro.

Minha motivação para ver esse dorama foi, principalmente, meu amor pelo trabalho da IU. Sou apaixonada por ela desde Dream High e mais ainda depois de Moon Lovers: Scarlet Heart Ryeo. Só de ver ela no cast de My Ahjussi já despertou minha curiosidade. Também amei a maturidade dela em Persona e estou acompanhando ela em Hotel del Luna.

Ficha Técnica de “My Ahjussi”

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Gênero: Drama
Episódios: 16
Exibição: 2018

  • Sinopse: Park Dong Hoon é um engenheiro em uma grande empresa de arquitetura, onde o CEO é seu calouro. Ele é casado, mas passa mais tempo com sua mãe e seus irmãos do que com a esposa. Em razão disso, seu casamento passa por uma crise. Na mesma empresa, trabalha uma funcionária temporária, Lee Ji An. Ela tem temperamento frio e é muito introspectiva, por isso não se dá bem com ninguém e nem faz questão. Ela esconde um passado que a assombra e cuida sozinha de sua avó que não fala e nem anda. Certo dia, ela flagra Park Dong Hoon recebendo um suborno e encontra nele a sua chance de pagar suas dívidas com agiotas.

Impressões

Minha primeira impressão sobre o dorama é que ele tem um enredo extremamente maduro. Apesar da roteirista Park Hae-young ter revelado desde o princípio que não se tratava de um drama de romance, ouso em contrariá-la e dizer que é sim um romance, e dos bons, mas de maneira alguma é um romance água com açúcar. É um dorama sobre vida real, sobre sobrevivência, sobre a complexidade das relações.

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O que mais me encantou no dorama foi a presença de um papel feminino forte. Lee Ji An não é só mais uma mocinha coitada. Ela é um mulherão da porra, extremamente ágil, esperta, coerente, inteligente e resiliente. É capaz de fazer tudo para proteger a avó (tudo mesmo) e toda a sua frieza é resultado de um passado bastante conturbado, em que ela teve que aprender a sobreviver na marra. Mas o que ela tem de aparente insensibilidade, ela tem de humana e te conquista aos poucos.

No começo, até mesmo lendo as sinopses e vendo os teasers, você é levado a pensar que o dorama é sobre um Ahjussi que vai cuidar da pobrezinha Lee Ji An, mas o que eu reparei é o oposto: o Ahjussi é tão miserável quanto a Ji An, e ela, com toda sua inteligência e esperteza, vai passar mais tempo cuidando dele e ajudando ele a melhorar de vida do que o contrário. Achei muito novo e lindo isso.

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Polêmicas envolvendo “My Ahjussi”

O dorama já começou debaixo de várias polêmicas. Em primeiro lugar, porque os protagonistas têm uma diferença de idade gritante. A IU interpreta uma jovem de 21 anos, enquanto o Lee Sun-kyun interpreta um senhor que já passou dos 40. Em segundo lugar, porque, em um país tão conservador como a Coréia do Sul, a possibilidade de romantizar uma relação extraconjugal já causa um incômodo logo de cara.

Mas, já no primeiro episódio de My Ahjussi, seus preconceitos caem por terra e você vê que não é bem assim. No decorrer do dorama, nos deparamos com protagonistas extremamente respeitosos e éticos talvez até mais do que você gostaria. Mesmo na decisão de Lee Ji An de chantagear por dinheiro, assim como várias decisões ilícitas que ela toma, você percebe que não há uma arbitrariedade, pois ela mira apenas em pessoas de caráter duvidoso, em favor de pessoas honestas.

Pontos negativos

O maior ponto negativo da série, na minha opinião, é que os enredos dos personagens secundários são fracos. Foi o casal principal que me moveu a terminar o dorama, já que as histórias paralelas são bem medianas. Todos têm sua importância no dorama e até mesmo um carisma, mas não foram tão bem explorados. Também não gostei da forma como algumas dessas histórias ficaram sem resolução.

Devo confessar, ainda, que o dorama criou algumas expectativas que me deixaram com uma sensação de incompletude no final. Por isso, apesar de ter amado o dorama e defender ele até o fim da minha vida, acho que não merece uma nota dez.

Pontos Positivos

Por outro lado, como ponto positivo, destaco o próprio elenco. A união da IU rainha, o resto nadinha, que já mencionei o quanto sou fã, com o Lee Sun-kyun, que conheci e amei em Coffee Prince, foi uma parceria que deu muito certo. Os dois arrasaram na atuação e parecia que tinham nascido pra seu respectivo papel.

Também amei a atriz que fez o papel de esposa do Ahjussi (Lee Ji-ah), pois amo-na desde The Legend e era minha preferida em Athena: Goddess of War, e até diria que amei ela em Beethoven Virus se não achasse que fizeram uma palhaçada com a personagem dela, então tenho uma relação afetiva com ela tanto que, por pouco, não consegui odiar ela kkk.

Também amei a trilha sonora (chorava toda vez que começava a tocar “There’s a rainbow“, do Vincent Blue, mais até do que com a música principal, “Adult“, da Sondia, que chegou a ser nomeada em uma das premiações que mencionei). Até vou deixar um videoclipe do dorama My Ahjussi com essa música de fundo pra deixar vocês morrendo de vontade de assistir.

Por fim, é um dorama para chorar, para se identificar, para criar laços afetivos com os personagens e até mesmo rir algumas vezes, mas jamais é um dorama apenas para se entreter e sair dele do mesmo jeito que entrou. Esse certamente vai mudar a maneira como você enxerga a vida e as relações entre família, amizade e casamento.

~Noona

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