Annyeonghaseyo, dorameiros natos, novatos, indecisos e resistentes!

A Lei de Murphy do Amor, ou Murphy’s Law of Love, é um dos doramas taiwaneses mais fofíssimos  que eu já assisti. A resenha de hoje, vai para essa história que me deixou absurdamente encantada e com aquela sensação de “Okay, terminou. E, agora, o que eu faço da vida?”

Não são todos os doramas que me deixam com aquele aperto no coração quando leio “The end” ou vejo as letrinhas subirem lentamente, mas esse… esse estraçalhou, abalou as estruturas do meu coraçãozinho! – E, desta vez, a culpa não é nem do Oppa…

Gênero: Romance
Episódios: 19
Exibição: 2015
    • Sinopse: 
      >A lei de Murphy afirma que “Quando algo pode dar errado, irá dar errado.” Guan Xiao Tong (Ivelyn Lee) é uma psicóloga, especialista em namoros que possui o destino da felicidade de outras pessoas em suas próprias mãos, conhecida como “Doutora do Amor” da agência de namoros, capaz de entender como ninguém os problemas de relacionamento de qualquer pessoa e ajudá-los a superá-los. Isso, porque ela tem um passado marcado, há um ano, por uma decepção amorosa. Ao mesmo tempo, depois que He Zhi Yu (Wang Ping Si), uma bela modelo, deixa Ji Jia Wei (Danson Tang), ele está inconsolável e se torna arrogante – e descrente – sobre o amor, então, abre uma agência de divórcio que promove cerimônias de desquite. Num dado momento, com a criação de um evento de articulação de casamentos, Jia Wei e Xiao Tong reúnem-se, e os dois começam com o pé esquerdo, mas logo se deliciam em atormentar um ao outro. Enquanto isso, o filho de Mei Zhen, Xiang Zi Yan (Jolin Chien), conhece a Xiao Tong e começa a desenvolver sentimentos por ela. Xiao Tong atribui à Murphy a culpa por todas as coisas ruins que acontecem em sua vida, mas será ela capaz de amar incondicionalmente uma nova pessoa, vencendo as leis de Murphy?

 Como já deu para ter uma ideia, a história de Murphy’s Law of Love parece mais um clichê de “sessão da tarde” – coisa que, sinceramente, eu não me importo – mas, garanto que se assim fosse, seria o melhor do gênero. Não porque é dorama – embora, o fato de ser e se estender por 19 episódios faz com que a história seja melhor contada – mas porque traz consigo diversas lições de moral que podemos internalizar, refletir e que até podem, se for o caso, ajudar a seguir em frente, porque fazem sentido. E, por se tratar da Lei de Murphy, podemos esperar todas as coisas impossíveis acontecerem, porque ela estará lá, pronta para explicar o fenômeno – e, particularmente, é o que mais gosto nos clichês – Mas, então, como seria a Lei de Murphy, aplicada em um relacionamento amoroso? Acho que o ponto alto neste dorama é exatamente este.
Guan Xiao Tong é a representação perfeita da mulher que depois de sofrer uma grande decepção amorosa, se bloqueia, embora tenha esperanças de um dia encontrar “o cara ideal”. Para superar o rompimento, ela se enfia numa busca pelo auto-conhecimento e se aprofunda em estudos e livros de auto-ajuda para se fortalecer como psicóloga, fazendo com que sua profissão seja como um refúgio para ela. A partir daí, ela passa a se preocupar mais com os outros do que consigo mesma – alguém mais se identificou com a fuga, aqui? – Por trabalhar na agência de namoro “Encontrei você”, ela desenvolve um método que garante à pessoa encontrar o seu “par ideal”, mas quando conhece Jia Wei, percebe que é possível se apaixonar, mesmo sem as 4 qualidades que sempre destacava ser essencial no outro.

“- Isso é porque nós dois experimentamos a dor de sermos abandonados.”

Ji Jia Wei, encenado pelo Danson Tang – que além do Aaron Yan, Marcus Chang e George Hu, é o meu mais novo Oppa taiwanês, mesmo com sua carinha carrancuda que me faz lembrar muito do Mike D’Angelo – é aquele mocinho rico e bonito que se tornou orgulhoso, frio, direto – etc, etc, e todos os etc clichês que já estamos acostumadas, por que, né? – e que não crê mais no amor, desde a sua decepção com Zhi Yu, uma modelo que o abandona no dia em que ele a pediria em casamento.

“- Eu não desejo machucar outras pessoas com o nosso passado!”

Como qualquer Lei de Murphy que se prese, há um ano, já havia sido cruzado o destino de Jia Wei e Xiao Tong, sem que ele dessem conta disso. – Aqui, a gente percebe que, pessoas diferentes, superam perdas de maneiras diferentes e, se isso não é uma maneira de entender as atitudes e falas das pessoas ao nosso redor, o que mais seria, então? – Um ano depois, o destino mexe seus pauzinhos e os colocam trabalhando na mesma rua em agências opostas entre si: a dela que promove encontros e eventos visando relacionamentos, namoros e casamentos e a dele que celebram o fim de um casamento de maneira amigável e harmoniosa. Esclarecidos os opostos, os dois começam a se alfinetar.

“- Eu sou uma psicóloga, não médium. Não sei ler mentes!”

E, como “toda brincadeira tem um fundo de verdade, aproveito para parafrasear a Lei de Coulomb “os opostos se atraem”. Neste clichê, o romance não foi diferente, afinal, “se algo pode dar errado, logo, ele dará”. – Ou seja, não demora muito e os dois se apaixonam. – E aí a gente se depara com mais um clichê: O homem rico, bonito, descrente no amor, seco, orgulhoso, frio e direto, que de repente, não mais que de repente, se apaixona e se torna o serzinho mais adorável, amável, manhoso, delícia, fofènho da face da Terra! Aos poucos, Xiao Tong o conhece melhor e descobre que ele é repleto de fraquezas…

E, como não poderia deixar passar, porque a Lei de Murphy é aquela lei chata que também afirma que “se algo pode dar errado, vai dar e da pior maneira possível”, eis que a ex de Jia Wei, Zhi Yu, volta, achando que ele a esperava por todo esse tempo e querendo reatar o namoro. – Claro! Por que, não?! – Mas, aqui, a história foge um pouco dos clichês que estamos acostumados e nos preparam para algumas surpresas… boas e ruins. – Você decide!

“- Minha vida será melhor se tiver menos notícias suas!”

Também, como todo clichê, não poderia deixar de falar do Xiang Zi Yan, – que vai compor o nosso, praticamente, quarteto amoroso – um cozinheiro com um hobbie por fotos que se encanta por Guan Xiao Tong na faculdade e a reencontra anos depois quando, enfim, ela está bem. Ele – para variar – se apaixona à segunda vista pela Xiao Tong, deixando Jia Wei inseguro e com ciúmes. Além dele ser aquele friendzone que, em dado momento, decide que é hora de morphar, é praticamente um conselheiro amoroso para ela e um ótimo amigo. – Admito! 

“- Não há nada certo neste mundo. Algumas vezes, a honestidade pode ser um obstáculo. Eu acho que o princípio da honestidade é que quando você diz algo em voz alta, as coisas irão mudar. Este é o valor da honestidade. Porém, se eu disse algo em voz alta e nada mudar, então por que eu deveria dizer?”

E por que não falar do personagem mais gostosinho, amável e que corre atrás do que quer, sem quaisquer mimimis, ouve a todos e ainda por cima é carinhoso – e peludo? Polo, o cachorro de Jia Wei, amigo e companheiro para toda hora! Sério, as cenas com o Polo são lindas e ele até tem uma participação especial para a trama, vejam só que coisa mais fofa! =P
O que mais gostei em Murphy’s Law of Love é que por mais que o romance esteja sempre em evidências, as histórias paralelas o completam. Me vi morrendo de amores por cada um dos personagens e torcendo pelo bem de todos eles, até dos “ditos vilões”, com os quais levei aquele tapa de luva na cara em alguns momentos – tanto que até estranhei a saída do amigo de Xiao Tong, Ai Lun (encenado por Steven Sun) da trama e a entrada do Ke Rui (Johnny Yang) o substituindo na agência de encontros. Gostava dele! Bem como gostava dos amigos e familiares do Jia Wei e dos de Xiao Tong.
A história, em si, me fez refletir bastante. Li, certo dia, em algum lugar: “Eu acreditava nas leis de murphy, automaticamente, era muito pessimista comigo mesmo, mas agora meus olhos foram abertos, aquilo que eu menos esperava aconteceu, o tempo perdido finalmente foi encontrado, e eu me pergunto: Porque essas regras murphyanas deixaram minha vida? Simples, porque eu quis deixar de acreditar nelas.” Acho que esse é o maior ensinamento que podemos tirar, além do fato, é claro, do tanto que temos de amadurecer como pessoas e como sentimentos se quisermos estar dispostos a recomeçar… ^^
Só ainda não entendi por que raios o Jia Wei tinha um manequim feminino com vestido de noiva preto em sua cozinha como decoração. (???) Pensei em várias possibilidades, mas até na de representar a decepção que ele teve ou a agência de divórcio Renove são sombrias demais para o personagem como foi moldado. – Por favor, quem tiver alguma luz, me ilumine!
É, isso, gente… espero que tenham gostado da resenha de ‘Murphy’s law of love’ e torço, com esse coraçãozinho que vomitou arco-íris durante todo o dorama, que quem não viu, queira ver depois dela, porque eu super recomendo!!! ^^
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