RESENHA | Dorama: I’m not a Robot

Olá, dorameiros de plantão, sedentos por mais uma indicação! Quem teve sua iniciação no mundo doramático no final de 2017, talvez já tenha se aventurado em I’m not a Robot porque essa história foi muitomas, muito mesmo! Ao ponto de eu esperar todo mundo ver, para então eu iniciá-lo, para fugir e esquecer dos spoilers que rolavam!comentada durante sua exibição, durante quase todo o começo de 2018!
E, contudo, preciso dizer que quando o pessoal quer contar spoiler sobre um dorama empolgante, não está nem aí para fotos, vídeos, memes de conversas reveladoras ou conteúdo do clímax e desfecho, nem mesmo às regras do grupo que participam cujos quais exigem sinalização. O pessoal sai distribuindo spoiler como quem entrega panfleto na rua, sem quaisquer preocupações, e às vezes, dois por vez.Alô, EU DORAMAStamo junto! – Felizmente, meu grupo nem existia na época, então não posso culpá-lo. Hoje, embora existam (com bem menos frequência que nos outros) spoilers diversos, pelo menos lá, meu grupo de moderação é bem ativo e trava muitos spoilers nos comentários e tópicos… Orgulhinho, aqui! Pra vocês, oh: S2 coreano !!!
O fato é que, como conheço algumas pessoas que jogaram essa história lá pro fim da lista gigantesca – que eu ajudei a criar, é verdade – vim aqui – de cara lavada, mas com medo de apanhar – tentar fazer com que a joguem, não necessariamente para o topo, mas o mais perto possível dos “talvez eu comece esse, quando eu acabar este aqui”. Já seria mais justo com o drama! Então, sem mais delongas, vamos ao que interessa!

Gênero: Romance / Fantasia / Suspense
Episódios: 32
Exibição: 2017 / 2018

  • Sinopse: Kim Min-Kyu (Yoo Seung-ho) é herdeiro de uma empresa de sucesso ligada a investimentos tecnológicos, mas vive uma vida isolada devido a uma alergia severa a outras pessoas e a perda de seus pais em um acidente de carro. Ele desenvolve erupções extremas que se espalham rapidamente por todo o seu corpo, uma vez que ele faz qualquer tipo de contato com a pele de outra pessoa. Jo Ji-ah (Chae Soo-bin) é uma mulher que tenta fazer com que suas invenções sejam reconhecidas, pois quer seguir os passos de seu pai. A vida dos dois se cruzam quando Ji Ah é convencida pela equipe do seu ex-namorado, inventor da robótica de Aji-3, a se fingir de robô para ser treinada pelo Min-Kyu. 
Confesso que, quando comecei o dorama, não achei que seria tão bom. Falo isso porque a temática “robótica” não me atrai muito, mas a forma como foi trabalhada me encantou, foi bem satisfatória, então, cá estou eu, recomendando I’m Not a Robot para quem não viu, pra quem já viu e para quem quer ver de novo depois de ler minha resenha. – Falou a pretensiosa! rsrs – Mas, vamos ao que interessa!
A facilidade com que consegui ler o Kim Min-Kyu, mais do que qualquer outro personagem, é o que mais me impressionou. A atuação do Yoo Seung-ho está simplesmente fantástica! – O que colaborou muito com a minha empatia, é verdade. – Mas, a do Min-Kyu pequeno, também. – Meu Deus do Céu, o que essas crianças coreanas comem para serem tão bons atores, desde cedo?
A história começa com o Min-Kyu mostrando sua alergia aos oficiais militares, provando que ele não poderia servir no Exército devido suas reações por contato físico com outras pessoas. Já assim, de cara, vemos as erupções tomando parte do corpo dele numa rapidez impressionante e agonizante. Tudo, aparentemente, começou após o Min-Kyu perder os seus pais num acidente de carro e se sentir traído por seu melhor amigo, no dia da cerimônia funerária deles. A partir daqui, ele passa a viver sozinho e isolado do mundo. E extremamente carente, o que traz à série aquela pitada essencial de comédia – e vontade de ser uma almofada – ao dorama.
Quinze anos se passam e ele assiste um vídeo da empresa de tecnologia liderada pelo doutor Hong Baek Gyun (Uhm Ki Joon), que lhe oferece seu novo projeto: um androide que pode se comunicar perfeitamente, tem habilidades excelentes e, ainda, aprende conforme vai sendo treinado e alimentado pelo seu ‘mestre’. O robô se chama Aji 3 e tem o rosto de sua ex-namorada: Ji-Ah.
Este projeto chama bastante atenção do Min Kyu, tanto pelo desconfiômetro ligado, afinal ele é muito inteligente, quanto pela primeira experiência com a Aji-3. Na visita à empresa do doutor Hong Baek Gyun, conheceu a Aji-3 e se impressionou com suas habilidades tecnológicas, mas uma coisa lhe chamou mais atenção. – Sabe aquela cena do filme ET: ” ET, telefone, minha casa…”? Então… – No toque dos indicadores entre ele e a Aji-3, ele sentiu que com a robô, talvez, não fosse se sentir mais tão sozinho, então propõe treiná-la em sua própria casa, para se decidir sobre o investimento no projeto.
Como consta na descrição do drama no Viki, “inevitavelmente, todo mundo se magoa em algum momento de sua vida. Há diferentes remédios para diferentes tipos de machucado, e conforme o tempo passa, esses remédios começam a perder o efeito. Esta é uma história sobre um homem que criou um escudo para seu coração partido. Desde o dia que seu coração se partiu, ele tem vivido em isolamento. Um dia, ele encontra um ser como nenhum outro, e ao interagir com ele, ele lentamente descobre como sair do isolamento”. E este ser, como já disse, nada mais é do que a Ji Ah, a ex-namorada do professor (doutor Hong Beak Gyun).
Usando como justificativa para entender porquê o namoro entre os dois acabou – e, aqui, confesso que tiveram momentos em que eu só olhava para a tela e dizia: “Cara chato da porra, supera, meu filho!”, antes de aprender a gostar do personagem. – ele decide usar o seu rosto como modelo para a Aji-3, sem avisá-la. Precisando enviar o robô para a casa de Min-Kyu, mas sendo impedido por um contratempo, Beak Gyun entra em contato com Ji Ah, pedindo que, temporariamente, ela se passe pela Aji-3. Como suas invenções não estão recebendo a devida atenção e, precisando de dinheiro, ela aceita o trabalho e é levada para a casa de Min-Kyu.

Muitas cenas de treinamento e interação entre o Min Kyu e a Ji Ah são hilárias! – Porque você sabe e eu sei que ela não é uma robô, mas ele não se deu conta disso. – E é com Ji Ah se passando pela robô que Min Kyu, aos poucos, enxerga nela uma amiga e alguém em quem ele pode confiar e abrir seu coração. O relacionamento deles vai evoluindo e eles se apaixonam, e eis que a história dá lugar ao romance entre um humano desesperado por ter se apaixonado por uma robô e uma mulher que não pode contar a verdade para o homem que ama, por medo dele ter um choque anafilático, capaz de matá-lo. As cenas que se seguem são as mais lindas, fofas e angustiantes que você pode pensar.

“Há uma coisa que o meu pai sempre costumava dizer: “Uma pessoa é o suficiente. Alguém consegue sobreviver a qualquer coisa contanto que tenha uma pessoa”. Todos lutamos para encontrar essa pessoa. Esperamos que sejam únicas em nossas vidas… esperamos ser alguém importante para ela, também, e que sejam as estrelas a iluminar o nosso caminho. É possível… que já seja essa pessoa para alguém”.

Aí você me pergunta: Como que ele não reparou que ela era um robô se era tão inteligente? Vamos lembrar, primeiro, que o dorama é de fantasia. Não concordo com quem diz que ele era bobinho, até porque, me colocando no lugar dele, alguém que não viveu 15 anos próximo a outros humanos, aparecendo na empresa esporadicamente e exigindo que ninguém o visse ou se aproximasse, abraçando almofadas no ápice da carência, desconfiando de pessoas que lhe foram próximas, um dia, e com medo de um toque humano, vive uma vida de merda, certo? Quando ele toca uma robô e depois uma humana, acreditando que ela é a mesma robô, acho natural, por conta de sua alergia não ter reação ao toque, que ele pensasse ser verdade. Não é difícil perceber que, enquanto ele acredita que ela é uma robô, ele se sente curado. – E, antes de soltar algum spoiler, as cenas seguintes me provam que sua alergia era psicológica.
O dorama trabalha mais do que o bom e velho romance, trabalha a amizade e as emoções mais sinceras, puras e doces que alguém pode ter, principalmente alguém que, por muito tempo, involuntariamente, teve de se isolar do mundo. Além de tudo isso, temos um enredo com um pouco de suspense referente ao Min Kyu e sua empresa.
Desde pequeno, Min Kyu desconfia de que os sócios de seu pai são seus inimigos. Ele recebe ajuda de uma pessoa desconhecida que se denomina “Madame X” que lhe dá dicas e informações, não só do seu passado, mas como de sua empresa. E deste momento em diante, todas as suas ações se baseiam naquilo que descobre através da Madame X. Quem é ela? Eis uma boa pergunta.
O que se pode esperar de I’m not a Robot, ainda? A quantidade de objetos relacionados ao casal de protagonistas que, comparados a outros doramas que geralmente trazem um objeto “de recordação”, nos traz quatro: o guarda-chuva, o urso de pelúcia, o colar e uma luminária de coração. – Não vou mentir, quero todos. – … altos beijos, (sim, sim e sim. Beijos que nem parecem ser de doramas) – Ouvi um amém? – um protagonista de QI 157 reiniciando uma falsa robô de QI 94 – Uma das poucas cenas mais lindas que vi e que me arranca mais suspiros e choros – e uma atuação fodástica do Yoo Seong Ho e da Chae Soo Bin, porque francamente mostrar os sentimentos e o desespero em cada gesto e olhar como ele faz, não é para qualquer ator. E, também, fazer uma robô ‘dura’, uma mulher fingindo ser robô (mais solta), e ela sendo ela mesma, (3 em 1) também não é para qualquer atriz. Juntos, têm uma PUTA QUÍMICA! Só vendo para entender o capslock, aqui.
Finalizo dizendo que os sorrisos do Yoo Seong Ho são simplesmente perfeitos e que enquanto eu via I’m not a Robot, tive vários momentos em que quis entrar na história para abraçá-lo, beijá-lo, dar carinho e fazer dele o meu Oppa Supremo. – Só porque sim.
Não é a primeira vez que eu assisto I’m not a Robot e digo mais: Assistiria muitas vezes mais… Super recomendo! ^^
 
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~ RackysEU ♥ DORAMAS