Segura o lencinho e prepare seu psicológico. Não para essa resenha, mas para assistir a “1 Litro de Lágrimas”. Hoje é aniversário de 14 anos desse clássico, queridinho dos dorameiros e vou te mostrar por que esse não é um dorama qualquer. Acompanhe para matar a curiosidade.

No dia 11 de outubro de 2005, ia ao ar na Fuji Television o dorama que mais arrancou lágrimas que qualquer um que tenha ousado acompanhar, fazendo jus ao seu nome. “Ichi rittoru no namida” ou “Um Litro de Lágrimas”, seria um marco na história das novelas japonesas e não precisaria de mais de 11 episódios para tal.

Pra começar, preciso dizer que considero esse um dorama 10/10 e quem me conhece sabe que essa nota não vai pra qualquer drama. 1 Litro de Lágrimas trata-se de um dorama baseado em fatos reais, cujo roteiro foi tirado do diário de Aya Kitô, personagem central dessa novela. A história causa uma reação catártica, difícil de não se envolver. Vejamos os detalhes.

Gênero: Drama / Escolar
Episódios: 11
Exibição: 2005

  • Sinopse: Aos 15 anos e de família simples, Aya descobre uma doença incurável que causa a degeneração cerebral e faz com que ela vá perdendo o controle sobre os movimentos do corpo aos poucos. Além de ter que lidar com as dificuldades na escola, ela também passa a ter problemas nos seus relacionamentos. Com o tempo, ela encontra, na escrita, a terapia para passar pelos momentos de dor, enquanto sua família luta para que ela continue tendo qualidade de vida.

 

Justificando minha nota máxima, confesso que ser um dorama baseado em uma história e uma pessoa que realmente existiram foi o agente catalizador que fez essa química acontecer. Primeiramente porque é difícil falar em “erro de roteiro” quando esse foi construído com base em algo que já estava escrito, mas eu nem mesmo sei mencionar uma cena sequer que poderia ter sido, em outro caso, um erro.

As pessoas não deveriam viver o passado. É suficiente fazer todo o possível no presente.” Aya

Como se já não bastasse, a trilha sonora desse dorama é arrebatadora. Duas músicas que nunca saíram da minha playlist desde que eu assisti foram “Konayuki” e “Sangatsu no Kokonoka”, ambas do Remioromen, isso sem falar na música de abertura que faz a gente chorar antes mesmo de começar o episódio, “Only Human”, do K, que é um compositor incrível, zero defeitos e essa opinião não tem nada a ver com a minha memória afetiva já que meu primeiro dorama da vida, que foi meu preferido por anos, contou com uma abertura maravilhosa dele também. Já falei da Palavra do “H2 kimi to ita hibi” pra você hoje? Segue uma palinha.

Os atores também merecem a nota máxima, porque conseguiram interpretar com muita sinceridade seus papéis. Passaram as emoções certas e fizeram a gente sentir todas as sensações: alegria, tristeza, curiosidade, medo, piedade, entre outras tantas que não dá pra nomear e estão me fazendo querer parar tudo e assistir novamente. A atriz Sawajiri Erika, que interpretou Aya, fez sua rotina com a degeneração espinocerebelar ser muito real e fiel.

Se olhar o céu depois de cair, o céu azul, hoje também, se estende infinitamente e sorri. Eu estou viva.” Aya

Esse é um dorama que engloba vários tipos de relações, mas o mais complexo deles, e que creio que merece atenção especial, é o da família. – A impressão que tive é de que o romance e as amizades são relacionamentos secundários nessa história. – Tudo culmina na relação de Aya com a sua família e, principalmente, com a sua mãe ô mulherão porreta. Você fica impressionado com a garra que ela parece tirar do nada para dar a Aya uma vida digna e algumas vezes me pareceu que o dorama não era sobre Aya, mas sobre sua mãe.

 

Encontro-separação-encontro. Todas as pessoas são seres que não conseguem viver sozinhos.” Aya

Os escritos de Aya foram publicados em um livro, que também recebeu o nome de “Um litro de lágrimas”. Esse livro foi organizado pela própria mãe da Aya e vendeu mais de 1,8 milhão de cópias no Japão. Há também uma adaptação em mangá e, inclusive, um filme baseado na história dela, que foi considerado o “Episódio 12” da série.

Sério. Dê uma pausa naquele romance sem sal que você está assistindo e vá assistir a essa obra de arte AGORA. Não tenho dúvida de que vai valer a pena e você vai voltar aqui depois pra agradecer por essa indicação.

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~Noona
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