O ator Morgan Freeman peregrina o mundo por diferentes visões de quem e o que é Deus. O documentário aborda as distintas opiniões da humanidade a respeito dos mistérios que a fé humana provoca. O que se sente ou se vê quando se está na presença de Deus? Existe vida após a morte? Deus realmente existe? Qual a verdade sobre a reencarnação? Todas essas perguntas tentam ser respondidas na forma de entrevistas e demonstrações de atos de fé.

Ficha técnica

Título: The Story of God (Original)
Ano produção 2016
Dirigido por: Não informado
Produtor Executivo: Morgan Freeman
Apresentação/Narração: Morgan Freeman
Estreia: 2016 ( Mundial )
Duração: Cada episódio tem média de 50′
Classificação: Livre
Gênero : Documentário, História
Países de Origem: Estados Unidos da América

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Sinopse

A crença em algo divino é algo que tanto une como separa os homens, e Morgan Freeman deseja responder as suas questões pessoais, em A História de Deus, numa viagem à volta do mundo para conhecer, através da história e da ciência, o que é que nos une às nossas crenças.

Morgan Freeman

Pelo menos uma vez na vida, você não adoraria que alguém simplesmente lhe mostrasse a prova da existência de Deus? Sem quebra-de-braço, sem afirmações como: “Você tem que acreditar”. Mas, considere que, se alguém se opõe radicalmente à possibilidade de Deus existir, então qualquer prova ou explicação apresentada aqui poderá ser imediatamente refutada. Ou seja, isso seria como se uma pessoa se recusasse a acreditar que o homem andou na lua. Nenhuma informação, por melhor que fosse, iria mudar o seu modo de pensar. Imagens via satélite de homens andando na lua, entrevistas com os astronautas, pedras lunares… todas as provas seriam sem valor porque a pessoa já concluiu que o homem não pode ir à lua. Assim funciona, de certo modo, a ideia da fé e das crenças, algumas delas mais comuns umas às outras, outras bem diferentes e variantes, mas todas com algo em comum: a crença em Deus.

Apresentado por Morgan Freeman, o documentário busca respostas sobre os temas mais questionados pela humanidade.

A primeira temporada contém 6 episódios com 50 minutos cada, os temas de cada capítulo são:

1. A criação;
2. Quem é Deus?
3. Porque o mal existe;
4. Milagres acontecem?
5. O apocalipse;
6. Além da morte.

Já a segunda temporada é composta por três episódios intitulados:

1. “O escolhido”: Este episódio trata sobre os profetas, médiuns, padres, sacerdotes, santos e diversos outros ícones de diferentes religiões. Morgan Freeman mostra como os escolhidos de várias religiões guiam seus fiéis.

2. “Céu e Inferno”: Neste episódio Morgan Freeman entrevista padres nos EUA e no Camoboja e mostra como a noção de céu e inferno pode ser bem diferente para as religiões.

3. “Deus existe”: Fechando a 2ª temporada, vários rituais e procissões são abordadas discutindo-se como a crença na existência de Deus movimenta as religiões e guia a fé dos seres humanos.

É interessante perceber que independente de culturas ou crenças, o ser humano busca pelas mesmas respostas e as religiões trazem essas respostas de formas bem parecidas umas com as outras.

Existe diferença, sim é claro, mas na maioria das vezes é bem pouca, em detalhes da história de cada povo e de como tudo isso passou a diante.

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De acordo com o documentário, a ideia que fica é a  de que não há possibilidade de diálogo inter-religioso, se não se acolhe com ternura e com alegria o pluralismo religioso. Um pluralismo de princípio, ou de direito, não um simples pluralismo de fato. Isto é, não a simples constatação da pluralidade das religiões como uma realidade que é preciso aceitar, mas que não é desejada por Deus, mas sim o reconhecimento de que a diversidade é acolhida com alegria, que a diversidade é um valor, insubstituível, irrevogável.

Talvez um dos desafios mais significativos para o século XXI seja o do diálogo entre as religiões. Não é possível evitar se defrontar com aquilo que se apresenta como um verdadeiro imperativo do nosso tempo. Estamos todos imersos em um mundo cada vez mais habitado pelos outros, por identidades religiosas diferentes que se encontram ou se chocam. É difícil conciliar o diálogo com as outras religiões com a insistência sobre a absoluta unicidade salvífica de Jesus. E Roger Haight teve a coragem de dizer isso. Dupuis escreveu que Jesus não é absoluto, absoluto é Deus.

É importante lembrar que em alguns momentos Morgan busca explicações além dos estudiosos das religiões, como arqueólogos e historiadores.

E a questão que fica: Deus Existe? A noção de certo e errado inerente à espécie humana não pode ser explicada APENAS de modo biológico para o documentário. É aí que entra Morgan Freeman e seus interlocutadores entrevistados com o papel da religiosidade.

Sempre emerge de dentro de todos nós, vindos de qualquer cultura, o sentimento de certo e errado. Até mesmo um ladrão se sente frustrado e mal tratado quando alguém o rouba. Se alguém rapta uma criança da família e a violenta sexualmente, há uma revolta e raiva que confrontam aquele ato como maléfico, independente da cultura. De onde vem essa noção de errado? Como explicamos uma lei universal na consciência de todas as pessoas, que diz que assassinato por diversão é errado?

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Em áreas como coragem, morrer por uma causa, amor, dignidade, dever e compaixão; de onde vem isso tudo? Se as pessoas são meros produtos da evolução física, “sobrevivência do mais forte”, por que nos sacrificamos uns pelos outros? De onde herdamos essa noção interior de certo e errado? A nossa consciência pode ser mais bem explicada por um criador amoroso que se importa com nossas decisões e a harmonia da humanidade. Assunto complexo, né? Por isso o documentário A história de Deus faz-se tão válido.

Não sendo mais completo em suas teorizações ou mais extenso em suas dimensões filosóficas abordadas, o que eu acho que deixa essa obra um tanto quanto superficial, o documentário A história de Deus se sobressai mais por ter um grande talento em sua apresentação: Morgan Freeman, ator com enorme carisma na tela, do que propriamente pela discussão de seu tema: Deus existe? Mais do que responder, o documentário, na verdade, busca mostrar as diferentes faces da religiosidade no mundo atual em que vivemos. Portanto, se não tão profundo, pelo menos não tenta ser parcial ou converter seu expectador. Em suma, uma ótima opção para quem crê em Deus e possui qualquer tipo de religiosidade ou adora discutir questões mais profundas a respeito de si e dos rumos da humanidade.
Faz-se a menção honrosa, é claro, que em tempos tão polarizados na política e em suas ideologias, programas como esse são essenciais para abrirem a mente da galera e mostrar que a pluralidade de opiniões deve sempre prevalecer.

 

 

Confira abaixo o trailer:

 

 

//www.youtube.com/watch?v=rQssDxQlD-k