Ficha técnica

Título Black Mirror (Season 5) (Original)
Ano produção 2019
Dirigido por Anne Sewitsky James Hawes Owen Harris
Estreia 5 de Junho de 2019 ( Brasil )
Duração 198 minutos
Classificação  16 – Não recomendado para menores de 16 anos
Gênero Ficção Científica, Drama
Países de Origem EUA

Resenha

A 5ª temporada da polêmica série Black Mirror estreou recentemente na Netflix com apenas 3 episódios bem diferentes um do outro, mas com temas já conhecidos pelos fãs da série.

O primeiro episódio é o “Striking Vipers”, que conta a história de dois amigos que se reencontram após anos separados. Karl (Yahya Abdul-Mateen II) presenteia Danny (Anthony Mackie) com o jogo Striking Vipers,da  franquia de jogos de luta que imita Street Fighter – só que completamente em realidade virtual. Quando os dois jogam pela primeira vez, eles – assumindo o corpo de seus avatares – se beijam, desencadeando uma série de complicações na relação entre eles e levantando suspeitas em Theo (Nicole Beharie), esposa de Danny, que procura entender o que anda acontecendo com o marido, enquanto tenta engravidar novamente.

A realidade virtual deste episódio lembra diretamente ao que acontece em “San Junipero”, mas desta vez como algo positivo, o entretenimento. A trama aborda a diferença do mundo virtual com o mundo real de uma forma sutil e até um pouco cômica. Melhores amigos desde a faculdade, Danny e Karl não sentem nenhuma atração pessoalmente, mas as coisas mudam quando eles assumem o corpo dos personagens do jogo.

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Embora isso afete a vida de ambos, o vício não os deixa parar com os “encontros” e eles tem que encerrar o que acontece ou achar uma solução para o que os dois desejam. O mais interessante na história, é como a Theo lida com as descobertas e fala dos próprios desejos – algo que é deixado de lado após o casamento. “Striking Vipers” até mostra como viciante pode ser um videogame, mas diferente da maioria dos episódios de Black Mirror, tem um final positivo para todos os personagens.

Vale lembrar que o episódio foi todo gravado em São Paulo! E inclusive vários pontos famosos da cidade são vistos durante a trama como: Avenida Paulista, Viaduto Santa Ifigênica, Edifício Copan, entre outros.

No episódio “Smithereens”,conhecemos a história de um motorista de aplicativo chamado Chris (Andrew Scott), que sequestra um executivo da empresa responsável por uma rede social (quase um Twitter), com o objetivo de atrair a atenção do CEO Billy Bauer (Topher Grace).

Com uma trama mais tensa, acompanhamos Chris perceber que raptou apenas um estagiário recém-contratado e que não tem contato nenhum com o presidente da “Smithereens”. A partir daí acompanhamos os dois dentro do carro em um campo isolado, em negociações com a polícia e com a equipe da empresa, que muitas vezes conseguem informações sobre Chris bem antes da própria força policial.

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Outro destaque vai para Billy Bauer, que está em um retiro longe de tudo e todos, e mesmo assim tenta ajudar o desconhecido que está desesperado para falar com ele. Considerado por muitos o melhor episódio da temporada, “Smithereens” tem a história mais possível de acontecer em comparação com outros episódios, e que mostra a realidade da conexão viciante entre o ser humano e a tecnologia e o que isso pode causar na vida das pessoas.

Já no “Rachel, Jack and Ashley Too” entramos no mundo de Rachel (Angourie Rice), que sofre após a morte de sua mãe, e também não tem uma boa relação com Jack (Madison Davenport), sua irmã mais velha. Para lidar com tudo isso, ela busca inspiração na diva pop Ashley O (Miley Cyrus), cujas letras de músicas falam sobre autoconfiança. Após a cantora entrar em coma, Rachel descobre que sua boneca robótica Ashley Too, com a mente da artista dentro dela, sabe mais da vida de sua ídola que ela pode imaginar.

No episódio final da temporada vimos uma tecnologia ao “White Christmas”, com uma abordagem totalmente diferente. Embora aborde temas importantes como a falsa indústria da música e como um artista pode ser manipulado e “fabricado” para ter sucesso, a trama se assemelha a uma aventura da “Sessão da Tarde”.

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Rachel e Jack saem em busca de Ashley com a ajuda da boneca Ashley Too e tentam salvá-la de sua tia má, após a boneca lembrar de tudo e “bolar” um plano para o resgate “dela mesma”. Embora divirta o espectador, o episódio é o mais fraco da série, com um grande potencial desperdiçado em um final com poucas explicações.

Ainda assim vale ressaltar a presença de Miley Cyrus no elenco, que além de interpretar canta as músicas de Ashley e interpreta a popstar com maestria, já que ela mesma entende do assunto, quando interpretou “Hannah Montana” na série homônima.

O 5º ano de “Black Mirror” se encerra um gosto agridoce, mas ainda com uma legião de fãs que já estão esperando as próximas temporadas. Todas as temporadas da série estão disponíveis na Netflix.

Assista ao trailer:

//www.youtube.com/watch?v=iB-xHv3jtxQ