
| Desenvolvido por: Digital Eclipse, Ubisoft |
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| Publicado por: Ubisoft |
| Gênero: Ação, Aventura, Plataforma |
| Série: Rayman |
| Lançamento: 13 de Fevereiro de 2026 |
| Classificação indicativa: Livre |
| Modos: Single-player |
| Disponível para: PlayStation 5, Xbox Series S/X, Nintendo Switch e PC |
Como forma de celebrar os 30 anos de lançamento do primeiro Rayman, a Ubisoft, com desenvolvimento pela Digital Eclipse, lança Rayman 30th Anniversary Edition, celebrando três décadas de um dos mascotes mais icônicos dos jogos de plataforma. Mas será que essa edição faz jus ao legado? Vamos conferir!
Visão Geral
Este la nçamento trata-se de uma espécie de “edição museu” do primeiro Rayman (1995), reunindo várias versões históricas do mesmo jogo com extras modernos. O pacote inclui:
- Versões de PS1, Atari Jaguar, MS-DOS, Game Boy Color e GBA
- Protótipo inédito do SNES CD
- Mais de 120 fases extras de expansões antigas
- Documentário e conteúdos de bastidores
- Recursos modernos de qualidade de vida (rewind, save states, vidas infinitas)
Trama
Rayman vive em um vale onde, graças a um orbe mágico conhecido como o Grande Protoon, as pessoas e a natureza vivem em harmonia. Um dia, o Mr. Dark rouba o Grande Protoon e derrota sua guardiã, Betilla, a Fada. Como resultado, os Electoons que orbitavam o Grande Protoon se dispersam e muitos são aprisionados por vilões que surgem na ausência do orbe. A pedido de Betilla, Rayman parte em uma jornada para recuperar o Grande Protoon e libertar os Electoons capturados.
Quem é Rayman?
Rayman é um ser mágico sem membros e de cabelo espetado. Embora na maior parte do tempo ele seja um personagem alegre, um pouco infantil e com bom senso de humor, ele também é muito corajoso, determinado e prestativo, muito ligado à natureza, estando disposto a enfrentar qualquer desafio, e com a ajuda de seus amigos, salvar seu mundo de vários vilões, em busca da segurança e harmonia deste.
Gameplay
Rayman é um jogo de plataforma 2D side scrolling em que o jogador controla Rayman, viajando por seis mundos temáticos. Cada nível esconde seis gaiolas dos Electoons capturados que Rayman pode libertar. Além disso, ele pode coletar cristais azuis (Tings), e ganhar uma vida extra sempre que tiver obtido 100 deles. Rayman ao longo da jornada ganha novos poderes, incluindo a habilidade de voar, correr e se pendurar em plataformas, além de agarrar e socar inimigos distantes, por meio do “punho telescópico”. No fim de cada mundo, há um chefe para ser derrotado, exigindo o uso das habilidades adquiridas anteriormente. Quando Rayman interage com o Mágico, que está escondido em vários níveis, ele pode acessar salas secretas que lhe concedem Tings ou vidas extras.
Nesta edição, a base continua sendo o Rayman clássico, com sua clássica essência de game de plataforma de dificuldade brutal, com level design em 2D criativo, com progressão com habilidades desbloqueáveis. Este primeiro game de Rayman sempre foi conhecido por sua dificuldade quase punitiva, e isso foi mantido. Felizmente, para os novatos ou menos pacientes, os novos recursos ajudam a contornar essa barreira, tais como: Retroceder (voltar no tempo), Continues infinitos e Salvar o game a qualquer momento. Isso torna o jogo mais acessível para novos jogadores, sem alterar sua essência, mantendo a gameplay sólida e atemporal.
Conteúdo
Sobre o conteúdo, há um volume considerável aqui, porém, com pouca variedade, podendo possivelmente ser o maior problema da coletânea. Embora existam várias versões do jogo, a maioria é quase idêntica. Após jogar uma, as outras perdem a graça. Duas que podem chamar a atenção são as versões de Game Boy Color, que realmente muda a experiência, e a versão protótipo de CD-ROM para o SNES. Você tem muito conteúdo no papel, mas pouco incentivo real para explorá-lo profundamente.
Aspectos visuais e sonoros
Os visuais são, ao mesmo tempo, o maior charme e uma das maiores limitações dessa edição. Isso acontece porque o jogo segue a filosofia de preservar o original e não modernizar. Mesmo sem grandes melhorias técnicas, o estilo artístico original continua impressionante. Cenários com aparência de pintura a óleo, com mundos extremamente criativos (floresta, mundo musical, doces, etc.) e personagens bem animados e expressivos, mesmo com designs simples. Na época de seu lançamento original, o game já era conhecido por seu visual único, com animações desenhadas à mão e um estilo surreal, algo que ainda hoje se destaca. Mesmo sendo um jogo dos anos 90, ele ainda parece artisticamente rico e cheio de identidade.
Diferente da parte visual, porém, a parte sonora é um dos pontos mais controversos do pacote, sendo que a trilha original de Rémi Gazel (que infelizmente faleceu em 2019) foi substituída por uma nova nova trilha por Christophe Héral, que talvez para muitos não combina com o ritmo do jogo. Em alguns momentos parece deslocada ou até ausente, afetando diretamente a nostalgia, um dos pilares dessa edição.
Rayman: 30th Anniversary Edition: Vale a Pena?
Rayman: 30th Anniversary Edition funciona mais como um arquivo histórico jogável do que como uma celebração grandiosa, com pouca inovação e criatividade. Talvez funcionasse melhor se tivessem mais games no pacote e se tivessem um pouco mais de carinho com a trilha sonora original. Ainda assim, vale a pena a conferida se você é fã da franquia, nunca tiver jogado o game original ou quiser revisitá-lo com conveniências modernas. Mesmo com os problemas citados, Rayman não perde seu charme, e mesmo que chegue a 36 anos, ainda continuará eternamente jovem, com no máximo uma cara de 17.
Depois de tudo o que passamos juntos. De tudo o que eu fiz. Não pode ser em vão. Permaneça conosco.
