Muitas vezes, tal qual demonstrado nesta satisfatória adaptação, um feijão com arroz bem feito alcança melhores resultados do que tentar receitas mais complexas e errar feio a mão.
| Título: Percy Jackson e os Olimpianos |
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| Ano de Produção: 2024 |
| Dirigido Por: Rick Riordan e Jonathan E. Steinberg |
| Estreia: 2025 |
| Duração: 8 episódios |
| Classificação: 12 anos |
| Gênero: Aventura, Fantasia |
| País de Origem: Estados Unidos |
| Sinopse: Depois do Acampamento Meio-Sangue ter sido atacado, Percy Jackson se joga em uma odisséia épica no Mar de Monstros à procura de seu melhor amigo, Grover, e a única coisa que pode salvar o acampamento: O Velocino de Ouro. |
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Aventuras Homéricas
Atormentado por terríveis visões sobre o melhor amigo, Grover Undewood (Aryan Simhadri), tendo sido ele levado coercitivamente ao temido Mar de Monstros, o jovem herói Percy Jackson (Walker Scobell) decide, sem demora, partir para salvá-lo.
Porém, o destino da jornada é um dos lugares mais perigosos do mundo! Lar de aterrorizantes criaturas marinhas mitológicas, uma traiçoeira feiticeira e do ardiloso ciclope Polifemo (Aleks Paunovic), o sequestrador do ingênuo sátiro.
Não bastassem tamanhos obstáculos, a missão ainda esbarra nas intromissões de outros dois destacamentos enviados ao covil do cruel gigante cego, mas visando um objetivo totalmente diferente: roubar o lendário Velocino de Ouro.
Ameaça Titânica
Uma das equipes vem do próprio Acampamento Meio-Sangue, liderada pela temperamental Clarisse La Rue (Dior Goodjohn), cujo intuito é conseguir o artefato para curar a valiosa Árvore da Thalia. Fonte da barreira responsável por proteger o lugar de invasores hostis.
Entretanto, também jaz na corrida pelo prêmio a embarcação sob as ordens do implacável Luke Castellan (Charlie Bushnell). Agora servo fiel do aprisionado soberano dos Titãs, o poderoso Kronos (Nick Boraine). Sendo a inestimável peça, com extraordinários poderes curativos, necessária para libertar o ex-soberano da Terra de seu cárcere no excruciante Tártaro.
Acham que já está bom de complicações? Nada disso! Pois além dos descomunais adversários externos, o determinado semideus ainda precisa enfrentar a desconfiança da sagaz amiga Annabeth Chase (Leah Jeffries). Tudo graças à profecia na qual, possivelmente, ele surge como causador de devastadoras tragédias vindouras.
Cooperação Fraterna
Todavia, mesmo no meio desses numerosos infortúnios, o famigerado Filho de Poseidon ainda encontra apoio irrestrito na figura do até então desconhecido irmão, Tyson (Daniel Diemer). Formando os dois, assim, uma dupla afiada perante as colossais adversidades.
Sem o orçamento dispendioso e a badalação de títulos consagrados do Disney+, podemos dizer que os produtores da série entregaram um conjunto final muito acima das expectativas. Proporcionando uma experiência agradável aos fãs, frente a fidelidade à obra original, bem como a quem nunca leu os livros.
Os quesitos técnicos, se não são de primeira linha, também não decepcionam. Ostentando uma trilha sonora magistral, figurinos primorosos, belos cenários, linda fotografia, efeitos especiais dignos e atuações bastante convincentes.
Apesar do ritmo da história ser deveras aprazível, faltam cenas capazes de provocar maiores emoções nos espectadores. Soando tudo, muitas vezes, frio e artificial. Isso atrapalha demais a imersão! Contudo, as excelentes cenas de ação acabam compensando essa falha. Em resumo: uma produção teen, com todos os clichês inerentes à categoria.
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