Se alguém ainda achava que o cinema brasileiro estava só “observando de longe” a maior premiação do planeta, Hollywood acaba de levar um susto.
O Agente Secreto, novo filme de Kleber Mendonça Filho, chegou de mansinho, mas já está operando em alto nível no Oscar 2026 com direito a indicações de peso e um feito histórico para Wagner Moura.
Nada de explosão gratuita ou discurso fácil: aqui o impacto vem no silêncio, no olhar e na tensão. E a Academia percebeu.
Missão: infiltrar a ditadura (e o Oscar)
Ambientado em 1977, em pleno regime militar, O Agente Secreto acompanha um homem que retorna ao Recife tentando proteger a família e sobreviver a um passado que não ficou para trás.
Dessa forma, é um thriller político com a marca registrada de Kleber Mendonça Filho: atmosfera opressiva, memória coletiva e aquela sensação constante de que algo está prestes a dar errado.
Sendo assim, não é um filme que grita; ele sussurra… e assombra.
Wagner Moura: licença para atuar (e fazer história)
Aqui não tem Capitão Nascimento nem frases de efeito. Wagner Moura entrega uma atuação contida, pesada e profundamente humana e foi exatamente isso que chamou a atenção da Academia.
Resultado? Indicação ao Oscar de Melhor Ator, fazendo dele o primeiro brasileiro indicado nessa categoria.
Sim, pode anotar: isso já é história do cinema nacional.
As indicações de “O Agente Secreto” no Oscar 2026
O filme brasileiro entrou forte na disputa, garantindo quatro indicações oficiais:
- Melhor Filme
- Melhor Filme Internacional
- Melhor Ator: Wagner Moura
- Melhor Direção de Elenco (categoria estreante no Oscar)
Ou seja: não é só prestígio “exótico”. É respeito real.
Kleber Mendonça Filho: o diretor que não pede permissão
Depois de O Som ao Redor, Aquarius e Bacurau, Kleber volta a provar que cinema político não precisa ser panfletário para incomodar.
Sendo assim, em O Agente Secreto, ele constrói tensão com enquadramento, som e ausência e entrega um filme que conversa com o passado brasileiro sem deixar de ser universal.
Pois é… Hollywood entendeu o recado.
Do Recife para o mundo
Enfim, a força do filme está justamente nisso: não explica demais, não mastiga trauma, não subestima o público.
Talvez seja por isso que tenha atravessado festivais internacionais, vencido prêmios importantes e agora esteja lado a lado com gigantes do cinema mundial no Oscar.
Missão quase impossível? Nem tanto.
Independente do resultado final, O Agente Secreto já fez o que parecia improvável: colocou o Brasil na principal categoria do Oscar, quebrou uma barreira histórica para atores nacionais e mostrou que cinema brasileiro também sabe jogar o jogo global.
Agora é esperar. E, se vier estatueta… bom, aí o agente vira lenda.
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