Li em algum lugar, que a 6ª temporada de Orange Is The New Black tinha voltado a estabilidade de gêneros as suas raízes, comédia e drama no mesmo patamar. Todavia, terminando seus episódios, definindo as novidades e reviravoltas, particularmente falando, o resultado passou bem longe disso.

A trama que girava em torno da Piper, passou a se desprender a cada renovação de temporada, que por sinal talvez tenha chegado ao ápice. A série reproduzida pela Netflix, baseada inicialmente no livro da personagem principal, começou a mostrar outras vertentes, trazendo a tona também o passado de outras detentas e o que as fizeram chegar ali. Ao passar dos episódios, desde a segunda temporada, isso começou a aumentar.

Nessa última temporada, disponível na plataforma desde o final de julho, abordou de forma mais forte o poder das gangues dentro da prisão e a postura dos guardas. Coisas que os fazem para se manterem seguros quanto a isso, que por sinal me irrita bastante quando pensado na realidade. Querendo ou não, sabemos que “o buraco é mais embaixo”, que não existe tantas parcelas de honestidades assim, falando de todos os polos.

Talvez o ponto mais abordado, que no fim podemos ver que estão ainda mais nítidos agora do que anteriormente, foi o preconceito. Até que ponto tão extremo ele pode tragar a vida de alguém inocente, pra terminar de afundar quem está no fundo do poço por causa de uma imagem empresarial já destruída.

Em resumo, “Orange” não é mais a única cor, a família por quem passamos a torcer se esvaiu e a comédia que deveria ser mais presente, está se dissipando cada vez mais na máxima.