Parece que a maldição da supremacia nas bilheterias mudou de hospedeiro: Jujutsu Kaisen: Execution chegou aos cinemas dos Estados Unidos, flexionou a energia amaldiçoada e fez um Kokusen econômico que deixou Demon Slayer: To the Swordsmith Village para trás por alguns milhares de dólares — mas o suficiente para a internet pegar fogo.
No seu fim de semana de estreia, Execution arrecadou US$ 10,2 milhões, superando os US$ 10,1 milhões do filme de Demon Slayer em março de 2023. Sim: um filme de compilação conseguiu esse feito. O Sukuna deve estar gargalhando em 4K.
Compilação? Sim. Sucesso? Também. Exorcismo de expectativas
Antes que alguém levante as mãos e faça um Domain Expansion de ranço, vale lembrar: Jujutsu Kaisen: Execution não é um filme original.
Ele recompila os eventos da 2ª temporada, em especial o arco do Incidente de Shibuya, e ainda traz um mimo para os fãs — os dois primeiros episódios inéditos do arco “Culling Game”, que abrirá a aguardada 3ª temporada.
Ou seja: é recapitulação, é prévia, é marketing, é fanservice cinematográfico. E adivinha? Funciona.
Funcionou tão bem que lotou salas e manteve uma média de US$ 5,5 mil por cinema, mesmo estreando em “apenas” 1.833 salas.
Jujutsu Kaisen, meu amor, você venceu.
Por que uma compilação gerou tanto hype?
A resposta é simples: fandom é emoção, não lógica.
Se fosse lógica, ninguém estaria discutindo qual maldição venceria numa briga “séria” entre Mahito e Gojo.
Mas falando sério:
- JJK tem uma das fanbases mais engajadas do planeta — e o “luto coletivo” após o arco de Shibuya ainda está fresquíssimo.
- Ver tudo aquilo na tela grande dá aquele impacto emocional que a TV simplesmente não entrega.
- A prévia da 3ª temporada deixou muita gente ansiosa para ver onde o Culling Game vai jogar os personagens — e, claro, nossos sentimentos.
Além disso, o filme chega como um aquecimento oficial para o lançamento da nova temporada em 8 de janeiro de 2026, no Crunchyroll, fora da Ásia.
Ou seja: é aquele “vamos revisar para não tomar spoiler e fingir que lembramos de todos os detalhes” premium.
Demons Slayer perdeu o trono – mas só um pouquinho
É importante dizer: Demon Slayer não “fracassou”, não “desmoronou”, não “foi exorcizado pelo Itadori”.
Mas o fato de um filme de compilação — repito: compilação — ter ultrapassado sua bilheteria de estreia nos EUA mostra duas coisas:
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O poder de JJK como franquia de impacto global.
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Que o público está pagando para reviver arcos icônicos no cinema como se fosse grande final de campeonato.
E sejamos sinceros: só o arco de Shibuya já vale ingresso. Reassistir aquilo numa telona é a experiência mais próxima de um Domain Expansion permitido pela lei.
O que esperar da 3ª temporada?
Com o filme servindo de “trailer vitaminado”, o hype para o Culling Game está lá no alto.
A nova temporada deve expandir as regras, elevar as apostas e colocar nossos personagens favoritos em situações que fariam até o Nanami pedir férias antecipadas.
Especialistas (e por especialistas eu quero dizer: nós, fãs emocionados) já estão chamando janeiro de 2026 de “o maior mês de animes da década”, já que chegam também novas temporadas de:
- Frieren: Beyond Journey’s End (S2)
- My Hero Academia: Vigilantes (S2)
- Fire Force (S3, Parte 2)
- Oshi no Ko (S3)
- Trigun Stargaze
Pois é… A agenda otaku de 2026 já está mais cheia que a agenda de maldições do Sukuna.
JJK executou, impactou e fez história
Se o título é Execution, o filme realmente executou: expectativas, concorrência e nosso autocontrole emocional.
Com bilheteria forte, fandom fervendo e a 3ª temporada batendo na porta, Jujutsu Kaisen segue provando que maldição boa é só a que rende conteúdo de qualidade.
E Demon Slayer? Descansa, Tanjiro… mas fica esperto, porque o Itadori está distribuindo Kokusen até nas bilheterias.
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