O Exorcista – O Devoto | Confira nossa crítica

O exorcista - o devoto

A franquia de “O Exorcista” teve seus altos e baixos, e ganha um novo respiro, de leve, com “O Exorcista – O Devoto” .

O exorcista - o devoto
Ficha Técnica
Título: O Exorcista – O Devoto
Ano de Produção: 2023
Dirigido Por: David Gordon Green
Estreia: 12 de outubro de 2023
Duração: 1h e 52 min
Classificação: 16 anos
Gênero: Terror
País de Origem: EUA
Sinopse: O Exorcista – O Devoto é a sequência do clássico de 1973 sobre uma menina de 12 anos que é possuída por uma misteriosa entidade demoníaca, forçando sua mãe a buscar a ajuda de dois padres para salvá-la. Nesta versão de 2023, desde a morte de sua esposa grávida em um terremoto no Haiti, há 12 anos, Victor Fielding tem criado sua filha Angela sozinho. Mas quando Angela e sua amiga Katherine desaparecem na floresta e retornam três dias depois sem memória do que aconteceu com elas, isso desencadeia uma série de eventos que obrigará Victor a confrontar o mal e, em seu terror e desespero, buscar a única pessoa viva que testemunhou algo parecido antes: Chris MacNeil. Baseado no best-seller de William Peter Blatty.

Méritos e Necessidades

O filme traz o sentimento de que algo está errado (e de fato, está). Se tirar a parte ecumênica, religiosa, possessão e exorcismo, o filme passa como um mediano filme de desaparecimento de crianças que fugiram de casa e retornaram com traumas e apagões na mente.

O filme já desagrada ao encaixar elementos da franquia de filmes e série derivada, mesmo sendo proclamada como continuação direta do primeiro filme (com intuito de apagar todo o resto de filmes e série).

Drama Emocional

Recheado de referências, com o uso da trilha sonora clássica, e até participação de parte do elenco original, a direção de Willian Friedkin no original se mantém insuperável, enquanto que David Gordon Green não conseguiu passar os sentimentos certos, ao utilizar de uma “receita” retirada de uma paródia (no caso, “A Repossuída”, do início dos anos 90) para tentar fazer um filme sério em pleno 2023.

A idéia de levar duas amigas crianças a fazer algo impertinente, fugindo dos pais e indo em plena floresta, para usar um pêndulo para obter respostas sobre (o que se torna genérico), e no final, fica uma certa indecisão de qual seria o propósito do filme. Muita coisa dita “impossível” pode mudar o resultado, já que há

O exorcista - o devoto

A parte boa

O filme tem ainda seus belos pontos, como por exemplo, sua trilha sonora, algumas das atuações (apesar do roteiro fraco), maquiagem e efeitos especiais (que davam um mix da nostalgia clássica com novidade).

Há muitas tentativas de jumpscare, mas, apenas duas conseguem dar algum efeito. As transições entre as situações, e até mesmo alguns diálogos, servem mais para justificar do que para entreter ou explicar.

Tiro Saindo Pela Culatra

Uma das coisas mais curiosas é que o filme se estraga mais ao colocar, não apenas uma, mas duas crianças principais, acabando com o argumento do primeiro filme clássico que se o demônio aparecesse, e a pessoa/receptáculo nada de ser prejudicada.

Os pot twists são bem manjados, e graças à isso, são desnecessários a maior parte das vezes. O diretor tentou agradar agenda política, fazendo um exorcismo ecumênico (e um tanto caricato), e empurrando um pouco de discursos de militância em momentos bem específicos, mas, acabou sendo bem estranho, perdendo o sentido de algumas explicações dadas no primeiro filme.

Assista o trailer:

Veredicto

O filme deixa muito a desejar, tem seus pontos positivos, mas, não se salva, devido ào excesso de tentativas frustradas de se justificar com o que é pedido na agenda política atual. Poderia ter sido bem melhor, sem forçada de barra, mas perde as chances devido à pressa em entregar um roteiro com os moldes pedidos pela militância.


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