“Eu realmente não sabia o que pensar sobre o véu. […] O problema é que lhe dizem o que vestir. Marjane não gosta de receber ordens”.
Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita – apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa.
A leitura de Persépolis me pegou de jeito e eu amei ler esse quadrinho, pois me levou para um Irã antes da guerra e durante essa guerra.
Conhecer esse momento tão triste pelos olhos de uma criança, depois uma adolescente e por fim uma adulta que mostrou todas as dores e dificuldades que um pais enfrentou e ainda enfrenta.
“Vais conhecer muitos idiotas na vida. Se te magoarem, lembra-te que é porque são estúpidos. Assim, não vais reagir à sua crueldade, porque não há nada pior do que ser amargo e vingativo. Mantém sempre a tua dignidade e sê verdadeira contigo mesma”.
Me coloquei no lugar da Persépolis como seria se perdesse minha liberdade da noite para o dia.
E que deixar uma simples mecha do cabelo aparecendo fora do véu era sinal de rebeldia. Esse livro é forte e impactante.
Um convite a ir para outro pais sem sair de casa, conhecer a cultura e saber mais sobre o poder do Islamismo no Irã.
Sobre a Autora:
Marjane Ebrahimi (em persa: مرجان ابراهیمی); Rasht, Irã, 22 de novembro de 1969) conhecida profissionalmente como Marjane Satrapi (em persa: مرجان ساتراپی), é uma romancista gráfica, ilustradora, diretora e escritora franco-iraniana.
Ficou conhecida como a primeira iraniana a escrever história em quadrinhos. A adaptação animada de sua série de quadrinhos Persépolis, que ela co-dirigiu junto a Vincent Paronnaud, foi indicada para o Oscar.
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