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Na Literatura| Fique Comigo

Na literatura dessa semana trago o livro:Fique Comigo, romance de estreia da autora Ayòbámi Adébáyò.

Ambientado na Nigéria dá voz a marido e esposa enquanto eles contam a história de seu casamento e as forças que ameaçam destruí-lo.

Yejide e Akin se apaixonaram na faculdade e logo se casaram. Apesar de muitos terem esperado que Akin tivesse várias esposas, ele e Yejide sempre concordaram que o marido não seria poligâmico. Porém, após quatro anos de casamento ― e de se consultar com médicos especialistas em fertilidade e curandeiros, tomar chás estranhos e buscar outras curas improváveis ―, Yejide não consegue engravidar.

Ela está certa de que ainda há tempo, mas então a família do marido aparece na sua casa com uma jovem moça que eles apresentam como a segunda esposa de Akin. Furiosa, chocada e lívida de ciúmes, Yejide sabe que o único modo de salvar seu casamento é engravidar. O que, enfim, ela consegue ― mas a um custo muito maior do que poderia ter imaginado.

Um romance eletrizante e de enorme poder emocional, Fique comigo não apenas debate as questões familiares e tradicionais da sociedade nigeriana, como também demostra com realismo as mazelas e as dificuldades políticas enfrentadas pela população desse país nos anos 1980. No entanto, acima de tudo, o livro faz a pergunta: o quanto estamos dispostos a sacrificar em nome da nossa família?

Fique Comigo publicado em 1 outubro 2018

Esteja preparado para o choque cultura

Por vezes, parei e fechei o livro para refletir sobre o cenário político, cultural e as tradições, os ritos aos quais homens e mulheres devem se submeter para manter a linhagem da família.

Se um filho morre ainda na infância, ele é considerado um espírito mau, que já nasceu disposto a morrer. Os pais são proibidos de ir ao seu velório, nem mesmo podem saber onde foi enterrado.

“…eu realmente acreditava que o amor tinha o imenso poder de trazer à luz tudo o que havia de bom em nós…”

Esteja pronto para uma experiência marcante. Eu ainda estou digerindo: foram muitas emoções e questionamentos — e isso é real. Um povo que vive suas tradições ao pé da letra.

Ayòbámi Adébáyò: sua escrita impressiona, prende, emociona. Já estou pronta para ler qualquer coisa que ela publicar.

 

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