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MY HERO ACADEMIA: All’s Justice (Nintendo Switch 2) | Confira nossa review

my hero academia
Ficha Técnica
Desenvolvido por: Byking Inc.
Publicado por: Bandai Namco Entertainment Inc.
Gênero::Luta
Série: MY HERO ACADEMIA
Lançamento: 4 de setembro de 2026
Classificação indicativa: 14 anos
Modos: um jogador ou multijogador online/local
Disponível para: PC, PS5, XBOX SERIES S|X e NINTENDO SWITCH 2

 

Depois de chegar ao PlayStation 5, Xbox Series e PC, MY HERO ACADEMIA: All’s Justice finalmente desembarca no Nintendo Switch 2 trazendo uma adaptação bastante completa do universo criado por Kōhei Horikoshi.

A proposta é simples: reunir um enorme elenco de heróis e vilões e transformar seus poderes em batalhas 3 contra 3 completamente exageradas. O resultado é um arena fighter que funciona principalmente como uma grande celebração de My Hero Academia, especialmente para quem acompanhou a história até seus acontecimentos finais.

História

O modo história coloca grande parte de sua atenção na Guerra Final, permitindo reviver alguns dos confrontos mais importantes dessa fase através das perspectivas dos heróis e vilões.

Naturalmente, estamos falando de um jogo desenvolvido principalmente para quem já conhece My Hero Academia. All’s Justice não tenta substituir o anime ou apresentar detalhadamente cada acontecimento da obra, utilizando sua narrativa principalmente como uma maneira de conectar as diferentes batalhas.

Ainda assim, existe um bom esforço na apresentação. Algumas sequências recebem cenas produzidas especificamente para o jogo e ajudam a transmitir a escala dos acontecimentos, principalmente nos momentos envolvendo personagens como Deku, Shigaraki e All For One.

Além da campanha principal, existem modos como Archives Battle, que permite revisitar confrontos importantes de outros momentos da série, e Hero’s Diary, trazendo pequenas histórias envolvendo os estudantes da Turma 1-A.

Jogabilidade

All’s Justice segue aquela estrutura bastante conhecida dos jogos de luta em arena inspirados por animes. Os personagens possuem grande liberdade de movimentação pelos cenários enquanto utilizam ataques físicos e suas Individualidades para construir combos.

As batalhas acontecem em equipes de três personagens e podemos alternar entre os integrantes durante o confronto. Essa troca adiciona uma camada interessante ao combate porque permite combinar habilidades e continuar determinados ataques utilizando outro personagem.

A variedade do elenco é provavelmente sua maior qualidade. Estudantes da U.A., heróis profissionais e vilões aparecem em diferentes versões, incluindo algumas de suas formas mais poderosas da reta final da história. Isso naturalmente cria estilos bastante diferentes de combate.

Outro elemento importante é o Rising, uma mecânica capaz de aumentar temporariamente atributos como velocidade e poder dos ataques e Individualidades. Utilizado no momento correto, ele consegue mudar completamente uma batalha.

O combate continua relativamente acessível e não possui a mesma profundidade de um jogo de luta competitivo tradicional. Por outro lado, consegue representar muito bem o espetáculo de My Hero Academia, com golpes enormes, personagens atravessando a arena e habilidades tomando praticamente toda a tela.

Modos e conteúdo

Existe uma quantidade interessante de conteúdo além da campanha. Team Up Mission coloca os estudantes da Turma 1-A dentro de um espaço virtual onde podemos explorar uma área, completar objetivos e enfrentar inimigos.

Temos também batalhas locais e online, além de uma coleção de minigames que aproveita diferentes personagens da série. Eles são atividades bem mais simples, mas funcionam como uma distração divertida entre as batalhas tradicionais.

O grande elenco também incentiva bastante a experimentação. Encontrar três personagens que funcionem bem juntos e descobrir maneiras de combinar suas habilidades acaba sendo uma das principais motivações para continuar jogando depois da campanha.

Nintendo Switch 2

A versão de Nintendo Switch 2 entrega essencialmente a mesma experiência disponível nas outras plataformas, mas existe uma diferença técnica importante.

O jogo funciona em 1080p tanto no modo portátil quanto conectado à televisão, porém sua taxa de quadros chega a até 30 FPS. As outras versões podem alcançar 60 FPS, então existe uma diferença perceptível principalmente em um jogo baseado em combates rápidos.

Ainda assim, ter All’s Justice funcionando de maneira portátil combina bastante com sua proposta mais casual. O Switch 2 também recebe suporte ao GameShare através do GameChat para determinadas batalhas online, embora existam limitações no elenco disponível utilizando essa funcionalidade.

Visualmente, a direção de arte consegue representar muito bem o anime. Os personagens possuem modelos detalhados, golpes são acompanhados por muitos efeitos e as animações mais importantes conseguem transmitir aquela sensação exagerada característica da obra.

MY HERO ACADEMIA: All’s Justice vale a pena?

MY HERO ACADEMIA: All’s Justice funciona melhor quando encarado como uma grande celebração da série.

Seu sistema de combate é divertido e acessível, o elenco é enorme e existe uma quantidade considerável de conteúdo para quem pretende continuar jogando depois da história. A possibilidade de montar equipes com três personagens também oferece espaço suficiente para experimentar diferentes combinações.

No Nintendo Switch 2, a limitação aos 30 FPS é provavelmente o principal ponto negativo, especialmente considerando que outras plataformas conseguem entregar uma experiência mais fluida. Em compensação, a possibilidade de jogar de maneira portátil torna esta versão bastante conveniente.

All’s Justice talvez não seja o jogo de luta mais profundo disponível atualmente, mas entende muito bem seu verdadeiro público. Para quem acompanhou Deku e seus amigos durante todos esses anos e quer reviver alguns dos maiores confrontos de My Hero Academia controlando seus personagens favoritos, existe bastante coisa para aproveitar aqui.


 

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