Teoria Geek

My Hero Academia: All’s Justice | Confira nossa review

Ficha Técnica
Desenvolvido por: Byking Inc.
Publicado por: Bandai Namco
Gênero: Luta 3D, Battle arena
Série: My Hero Academia
Lançamento: 06 de Fevereiro de 2026
Classificação indicativa: 14 anos
Modos: Single-player, Multiplayer 
Disponível para: PlayStation 5, Xbox Series S/X e PC

Após quase 6 anos após My Hero One’s Justice 2, chega sua sequência, My Hero Academia: All’s Justice. Seus antecessores eram títulos com qualidade de mediana a boa, mas será que este novo lançamento mantém o nível dos demais, se sobressai, ou fracassa? Vamos conferir!

Um pouco da trama

My Hero Academia: All’s Justice  segue o arco da Guerra Final, cobrindo o confronto climático e impactante entre One For All e All For One, tendo sido desenvolvido simultaneamente à oitava temporada do anime, com sua adaptação dos eventos diferindo da versão original, embora ainda utilize o anime para a maior parte de seus visuais.
No entanto, a partir de Toshinori Yagi vs. All For One: Rematch, ele parece mudar o foco mais para o mangá, provavelmente devido à produção da Temporada Final estar em desenvolvimento simultaneamente. O game traz um Modo História focado no arco final da série, permitindo reviver (ou experimentar pela primeira vez) confrontos cruciais como a batalha entre One For All e All For One.

Comparado aos jogos anteriores, possui mais profundidade narrativa, embora algumas partes da história podem ficar meio “apuradas” ou mal explicadas se você não conhecer o material original.

Gameplay

Assim como seus antecessores, My Hero Academia: All’s Justice é um jogo de luta e ação em 3D, mas com uma proposta mais robusta e focada em modos variados de combate e em reviver momentos chave da narrativa final do anime/mangá. 
Os controles são relativamente simples e acessíveis, facilitando a vida de quem não joga jogos de luta competitivos com frequência. Por outro lado, a profundidade competitiva chama menos atenção, com menos de diferenciação tática entre certos personagens e algumas mecânicas superficiais. Os confrontos podem ficar um pouco “sem peso” ou com sensação de personagens flutuando demais. O combate funciona bem e é divertido inicialmente, mas pode parecer repetitivo em sessões longas.

O foco principal é em batalhas 3v3 em arenas tridimensionais. Você controla um personagem por vez e pode trocar livremente entre eles durante as lutas, com cada personagem tendo seus movimentos característicos do anime.

Além dos combates 3v3, outra mudança em relação aos seus antecessores, é o sistema “Rising”, que funciona como um estado de poder temporário, aumentando atributos e abrindo acesso a ações especiais poderosas. Quando sobra apenas um personagem do seu time, ele evolui para Ultimate Rising, que é ainda mais devastador.

Trilha Sonora e aspectos visuais

O jogo usa um estilo cel-shaded parecido com anime, com modelos muito fiéis aos designs originais da série, e os efeitos visuais fazem jus às individualidades dos personagens e à estética do anime. As arenas apresentam o estilo das cidades e locais clássicos da obra, mas ambientes parecem menos detalhados ou vazios em comparação com o trabalho empenhado nos personagens.

O game inclui trilha sonora e efeitos inspirados no anime, além das vozes originais em japonês e inglês. Um ponto extremamente negativo aqui é a total ausência da localização BR, não contando nem mesmo com legendas, sendo o único idioma presente nos 2 títulos anteriores que foi excluído neste game.

Elenco de personagens

Um dos grandes destaques é o vasto elenco do game, com dezenas de personagens jogáveis de toda a franquia, incluindo versões alternativas de protagonistas como Deku e antagonistas marcantes.Porém o equilíbrio entre personagens nem sempre é perfeito, deixando algumas combinações mais fortes que outras.

Demais modos de jogo

O game ainda conta com alguns modos de jogo extras, que estendem a duração, sendo eles o Team-Up Missions e Hero’s Diary. No Team-Up Missions são oferecidos desafios cooperativos com NPCs e incentivam o uso estratégico de personagens com quirks específicos. Já o Hero’s Diary é um modo que explora aspectos da vida cotidiana dos personagens, conectando minigames, missões relacionadas e pequenas narrativas.

My Hero Academia: All’s Justice: Vale a Pena?

Esta sequência é uma evolução clara em relação aos anteriores One’s Justice, trazendo mais conteúdo, modos variados e um combate que captura bem os poderes e personagens. All’s Justice é um game com grande fidelidade ao universo My Hero Academia, combate acessível e número de personagens, porém, sofre com baixa profundidade no combate, repetitividade e cenários pouco inspirados. É um bom título para quem gosta de games do gênero ou quem gosta da franquia, mas ainda assim, inferior a títulos como Naruto Storm e Dragon Ball Sparking Zero!
Cópia de imprensa disponibilizada gratuitamente para PlayStation 5 pela Bandai Namco para a elaboração desta análise.

Depois de tudo o que passamos juntos. De tudo o que eu fiz. Não pode ser em vão. Permaneça conosco.

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