
| Desenvolvido por: Pepita Digital |
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| Publicado por: Pepita Digital |
| Gênero: Aventura, Quebra-cabeça (Puzzle), Indie |
| Série: NDA |
| Lançamento: 4 de novembro de 2025 |
| Classificação indicativa: Livre |
| Modos: Um jogador |
| Disponível para: Steam (PC), Xbox One, Xbox Series X/S, PlayStation e Nintendo Switch |
Premissa
Indie brasileiro, vencedor de 10 categorias do Nyxx Game Awards 2025 e de prêmios como “Melhor Jogo de Aventura” no Overcome Film Festival e o Games For Change América Latina Award, o jogo traz uma jornada leve, pesada e profundamente humana.
Alguns games nos ganham pela proposta, outros pela estética, e alguns pela capacidade de alcançar regiões sensíveis da memória e da existência. Master Lemon: The Quest for Iceland, sem dúvida, se encaixa nesta terceira categoria.
Criado com um afeto raro, o jogo entrega algo que vai muito além da nostalgia ou de sua homenagem pessoal: ele oferece uma viagem emocional e leve na forma como aborda um conteúdo delicado.

Jogabilidade e Progresso
Logo nos primeiros minutos, Master Lemon desperta uma sensação de familiaridade. A estrutura lembra diretamente clássicos como as séries Pokémon para Game Boy — e não apenas pela estética ou pelo mapa, mas por sua leveza de jogar, expressão que resume bem toda a experiência.
A movimentação é fluida, os comandos respondem, e o jogo te conduz de maneira natural, quase intuitiva, como se conversasse principalmente com quem cresceu nos anos 80 e 90. Os elementos colecionáveis e as missões secundárias acionam memórias específicas do público brasileiro. A nostalgia, no entanto, não é um fim em si, mas um meio de tornar o percurso mais curioso e afetivo.
O coração do jogo é a história — talvez seu maior mérito. Master Lemon apresenta uma narrativa tragicamente real, uma homenagem póstuma que carrega saudade e reflexão. Porém, tudo é conduzido com uma delicadeza ímpar, levando-nos a momentos de pausa, memórias despertas e até reflexões sobre a própria vida ao longo da jornada.
O resultado é uma experiência — que, para resumir, até exigiria uma palavra inventada pelos Bashires — pois consegue ser leve e pesada ao mesmo tempo. Se existe um termo para esse encontro entre doçura e luto, simplicidade e profundidade, talvez seja “suave”. O jogo te convida a refletir e caminhar por temas sensíveis, mas sempre com um tom de amizade e carinho contido.
Não espere grandes puzzles ou enigmas que consumam dias — e isso é uma qualidade.
Master Lemon oferece um desafio contínuo, de jogabilidade fácil e nunca punitiva. Ele instiga e cria dúvida: você segue adiante porque quer ver onde a história vai, porque quer encontrar a próxima palavra, a próxima memória, o próximo objeto. Ele sempre te convida e te ensina.
O ponto mais marcante de Master Lemon: The Quest for Iceland é seu caráter humano. Em cada diálogo, cada frase, cada pequena reflexão, existe uma filosofia simples, mas potente, sobre os caminhos da vida.
No fim, o jogo é uma carta de amor à amizade, à memória, aos vínculos que permanecem mesmo após o fim.
E, ao mesmo tempo, é um lembrete sobre a própria fragilidade da existência — um convite silencioso para olhar para dentro e para nossa própria vida.

Master Lemon: The Quest for Iceland: vale ou não a pena jogar?
Master Lemon: The Quest for Iceland é mais do que um RPG retrô ou um tributo pessoal. É um jogo que emociona sem forçar e que diverte enquanto faz pensar.
Um projeto feito com carinho verdadeiro — e isso transparece em cada pixel — um exemplo de como os jogos também podem ser um espaço de cura, afeto e reflexão.







