
| Desenvolvido por: Tribute Games |
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| Publicado por: Dotemu, Gamirror Games |
| Gênero: Beat ‘em up/briga de rua, ação, aventura |
| Série: Marvel |
| Lançamento: 1º de Dezembro de 2025 |
| Classificação indicativa: Livre |
| Modos: Single-player, multiplayer (local e online) |
| Disponível para: PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One, Xbox Series X/S, Nintendo Switch, Nintendo Switch 2 e PC (Steam) |
Após o sucesso absoluto de Teenage Mutant Ninja Turtles: Shredder’s Revenge, a Tribute Games e a Dotemu se juntam novamente, desta vez, para trabalharem juntas em uma IP diferente, mas de igual importância: A Marvel. Mas será que o resultado é tão bom quanto o que foi em Tartarugas Ninjas? Confira!
História
A ameaça central é o vilão Aniquilador, que ameaça destruir toda a galáxia com sua “Onda de Aniquilação”. Assim, heróis terrestres e cósmicos unem forças em uma aventura intergaláctica de combate contra a mortal Onda de Aniquilação. De Nova York às profundezas da Zona Negativa, o futuro do Universo será disputado entre as estrelas.

Gameplay
São 15 heróis jogáveis disponíveis no game (ao menos até que surja uma DLC para o game), com 4 deles bloqueados no início, sendo desbloqueados conforme ocorre a progressão da campanha. Não faltarão os personagens mais icônicos da Marvel aqui: Capitão América, Homem-Aranha, Wolverine, Homem de Ferro (pesar de ter sentido a falta de Hulk e Thor, mas aqui tem 2 substitutos para eles à altura), mas também conta com personagens bem variados, como Phyla-Vell, Rocket Rackoon e Pantera Negra (que diga-se de passagem, achei muito parecido com Chadwick Boseman sem máscara), tentando agradar todo tipo de jogador.
Cada personagem tem seu próprio estilo de luta, habilidades e peculiaridades. O que acaba contribuindo para o fator replay, sendo que toda fase também tem missões secundárias próprias que dificilmente você fará 100% delas sem repetir uma única vez. Você pode jogar as fases com quaisquer heróis desbloqueados, podendo repetir fases com heróis diferentes e aproveitar a experiência de formas distintas, desbloqueando itens na galeria conforme realiza as missões secundárias.

Durante a gameplay é possível realizar ataques comuns; ataques especiais; pular; defender/esquivar; realizar saltos duplos ou voar com o apertar duplo do botão de pulo e cancelar o voo apertando o botão novamente. Um dos grandes diferenciais do game em relação a demais games do gênero é o sistema de tag, que faz referência aos games da série Marvel/X-Men vs Street Fighter/Capcom: em que você escolhe dois heróis por partida e pode alternar entre eles instantaneamente em combate, criando combos variados e estratégias interessantes. Cada personagem também conta com seu ataque Super, que pode ser executado ao preencher a barra de Super, que ocorre conforme você realiza ataques nos inimigos ou coleta algum item que a recupere. Literalmente parece que os personagens saíram diretamente de um game da série vs. da Capcom, inclusive, com muitos de seus movimentos e poses, sendo bastante parecidos com tais games. É impossível não achar uma certa familiaridade também com o game de SNES, War of The Gems, que era uma espécie de briga de rua com os heróis da Marvel, com progressão em plataforma.

O modo cooperativo, com até 4 jogadores, local ou online, acrscenta uma camada extra de diversão, em que se multiplicarmos cada jogador por 2 personagens, teremos 8 personagens participando da ação, o que enriquece muito a experiência, dando a sensação de estar de fato em alguma muvuca das HQs de super heróis da Marvel.
O jogo balanceia bem a nostalgia dos beat ’em ups clássicos com mecânicas modernas, o que dá ao game apelo tanto para quem viveu os arcades quanto para novas gerações, que conhecem os personagens principalmente pelo MCU.
As fases se passam desde ambientes mais pé no chão como as ruas de New York e Wakanda, mas também passando por outros planetas e dimensões, como Asgard e Klyntar, garantindo bastante variedade em termos de cenário, dando uma sensação de aventura épica e de escala intergaláctica. O game também faz uso de uma galeria bastante rica de vilões, em que o jogador enfrentará desde vilões do Homem-Aranha de categoria C, com tamanho padrão, até chefes de proporções maiores, como a Sentinela.

Aspectos visuais e sonoros
O jogo adota pixel art colorido, fluido e muito bem trabalhado. Apesar da linguagem visual “à moda antiga”, as animações são detalhadas e modernas, o que ajuda a dar vida aos personagens e cenários sem deixar tudo poluído na tela. Assim como no game das Tartarugas Ninjas, os personagens são modelados no estilo SD. O game também oferece uma opção de filtro que emula as antigas TVs/monitores de tubo/CRT e um filtro com tela curva, simulando a tela das máquinas arcades. A trilha sonora e os sons de impacto emulam bem o sentimento dos games de briga de rua clássicos dos anos 90, ajudando a transportar o jogador para a nostalgia dos arcades.

Pontos negativos
A progressão de fases é bastante linear: os níveis seguem um fluxo “andar, socar, seguir adiante”, sem muitos segredos, ramificações ou exploração. Jogar sozinho pode ser uma experiência enfadonha, mesmo que se sinta menos sozinho controlando 2 personagens. Por vezes, a ação pode parecer repetitiva — especialmente em momentos mais “calmos”, com lutas comuns que não se diferenciam demais umas das outras. Confesso que enquanto jogava sozinho, já estava meio entediado por volta da metade do game, o que não me aconteceu quando joguei o game das Tartarugas em dupla.
Como o jogo aposta pesado na nostalgia e nas mecânicas tradicionais, quem espera algo mais inovador ou “moderno” demais pode acabar frustrado. Durante toda minha jogatina com o game, a sensação que perdurava era de que este era apenas uma romhack de Shredder’s Revenge, em que foram mudados apenas os sprites dos elementos em tela. Até mesmo alguns sons parecem bem semelhantes.
MARVEL Cosmic Invasion: Vale a Pena?
Se você curte o universo Marvel, seja das HQs, do cinema, ou ambos, e gosta de co-op com amigos, sofrendo de nostalgia dos beat ’em ups de fliperama/arcade, Marvel Cosmic Invasion tem tudo para ser um prato cheio: traz heróis clássicos e cósmicos, visuais que equilibram nostalgia e modernidade, mecânicas inventivas que incentivam experimentação e replay. A troca de personagens certamente é um grande diferencial em relação a outros games do gênero, e dá um frescor interessante às lutas. Infelizmente, o game deixa a desejar com uma narrativa simplória, exploração linear demais e variedade escassa em gameplay e conteúdo. É um ótimo game para um fim de semana ou jogar com uma visita, mas, não oferece algo que prenda sua atenção muito além disso.

Depois de tudo o que passamos juntos. De tudo o que eu fiz. Não pode ser em vão. Permaneça conosco.






