A Marvel Studios resolveu começar 2026 saindo do óbvio. Em vez de explosões cósmicas e ameaças multiversais, Magnum mira o próprio espelho e faz uma sátira carinhosa da indústria que transformou super-heróis em blockbusters.
Dessa forma, a série do Disney+ não acompanha exatamente um herói salvando o mundo, mas sim a produção de um filme de super-herói: um mergulho metalinguístico e bem-humorado vindo justamente do estúdio que abriga Vingadores, Quarteto Fantástico e cia.
O que esperar: Um ator, um herói… e um segredo bem inconveniente
A trama acompanha Simon Williams (Yahya Abdul-Mateen II), um aspirante a ator que vê sua grande chance surgir quando descobre que o remake do clássico filme do super-herói Magnum está em produção.
Assim, no meio da disputa pelo papel principal, ele cruza o caminho de Trevor Slattery (Ben Kingsley), um ator em busca de redenção depois de ter fingido ser o Mandarim em Homem de Ferro 3 (2013).
O detalhe que complica tudo: Simon tem superpoderes e vive em um mundo onde atores não podem ter dons especiais. Hollywood, afinal, aceita de tudo… menos vantagem competitiva sobrenatural.
| Título: Magnum |
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| Ano de Produção: 2023 / 2024 |
| Dirigido Por: Destin Daniel Cretton (episódios iniciais), Stella Meghie e James Ponsoldt. |
| Estreia: 27 de janeiro de 2026 |
| Duração: 8 episódios de aproximadamente 30 minutos |
| Classificação: 14 anos |
| Gênero: Comédia dramática, sátira, ação e super-herói |
| País de Origem: Estados Unidos |
| Sinopse: A trama acompanha Simon Williams, um ator em dificuldades que tenta conseguir o papel principal em um remake de um filme de super-herói chamado Wonder Man. Ao contrário de outras produções da Marvel, a série foca mais no cotidiano da indústria cinematográfica e na relação de amizade entre Simon e o veterano Trevor Slattery, com pouca ênfase em cenas de ação tradicionais |
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Se liga! 5 curiosidades sobre a série
1 – Magnum sempre foi um astro… pelo menos nas HQs
Dentro do Universo Marvel, poucos personagens fazem tanto sentido numa história sobre cinema quanto Magnum. Afinal, Simon Williams é ator nos quadrinhos.
Criado em 1964 por Stan Lee e Don Heck, ele não nasceu com vocação artística. Isso só mudou em The Avengers #181 (1978), quando decidiu virar astro de cinema, conciliando a vida heroica com trabalhos como ator e dublê.
Dessa forma, essa virada virou a grande faísca criativa da série. Segundo o cocriador e roteirista Andrew Guest, a série inverte a lógica dos quadrinhos: “As principais questões para mim eram: como Simon se sente em relação a ter superpoderes? Esses poderes ajudam ou atrapalham seu desejo de ser bem-sucedido como ator?”
2. A série nasceu… de outro filme da Marvel
Apesar de Magnum ser um personagem inédito no MCU, a ideia da série surgiu graças a outro projeto do estúdio.
Um dos criadores é Destin Daniel Cretton, diretor de Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (2021), filme que marcou o retorno de Trevor Slattery após Homem de Ferro 3 e o curta Todos Saúdem o Rei (2014).
Cretton ficou tão encantado com Ben Kingsley interpretando “um ator decadente perdido no mundo dos super-heróis” que sugeriu à Marvel uma série focada nele.
Coincidentemente, o estúdio já desenvolvia um projeto sobre um ator-herói chamado Magnum.
Resultado? Ideias alinhadas, universos colidindo e uma dupla improvável dividindo os holofotes.
3. Quando Ben Kingsley vira inspiração dentro e fora da tela
Pois é… Sir Ben Kingsley não apenas interpreta Trevor Slattery; ele ajudou a moldar o personagem.
Andrew Guest contou que o ator foi essencial para reconstruir o passado de Trevor no MCU e expandir suas motivações. Mais do que isso: a própria relação de Kingsley com a arte de atuar influenciou diretamente a narrativa.
Um exemplo marcante aparece logo no episódio piloto, quando Trevor menciona Rei Lear e cita Hamlet ao lembrar que o propósito do teatro é: “Colocar um espelho frente à natureza.”
Essa reflexão nasceu de conversas reais com Kingsley e foi incorporada ao personagem com elegância e humor.
4. Não é só comédia, é um gênero próprio
A ideia inicial era simples: uma comédia sobre os perrengues de atores em Hollywood. Para isso, a série reuniu roteiristas com passagens por Brooklyn Nine-Nine, 30 Rock e Miracle Workers.
No entanto, Magnum foi além. Segundo Destin Daniel Cretton, o resultado é algo difícil de rotular: “Magnum é uma comédia dramática de ação, fantasia e camaradagem que vai te fazer rir, chorar, se encolher de vergonha alheia e sentir que pode voar.”
Ou seja: é Marvel, é meta, é emocional… e às vezes dá até aquela vergonha alheia que a gente finge que não gosta, mas adora.
5. Sátira com afeto (e respeito pela classe artística)
Apesar de zoar Hollywood, Magnum faz isso com carinho. Nada de cinismo gratuito.
Yahya Abdul-Mateen II contou que aceitou o papel imediatamente por se identificar com a jornada de Simon: “Há muita gente por aí se esforçando para entrar nesse ramo agora. Ben e eu sentíamos uma certa proteção em relação aos Simons e Trevors da comunidade.”
Ben Kingsley reforçou a ideia ao celebrar a chance de contar histórias que curam e elevam, sem perder o senso de humor.
E sim, os atores também se permitem rir de si mesmos: “Há duas camadas: eu me divirto interpretando a jornada sincera de Simon, mas também me divirto dando um passo para trás e rindo de tudo isso”, explicou Abdul-Mateen II.
Quando e onde assistir?
A minissérie Magnum conta com oito episódios, todos já disponíveis no Disney+, desde 27 de janeiro.
Por isso, se você gosta de super-heróis, bastidores de Hollywood, metalinguagem e aquela zoeira inteligente com coração no lugar certo, Magnum pode ser exatamente o tipo de série que você não sabia que precisava.
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