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Lupin: 4ª Temporada | Confira nossa crítica

O ladrão mais famoso do mundo está de volta e dessa vez traz consigo uma companhia inusitada para colocar em prática, mesmo a contragosto, um plano deveras audacioso.

Ficha Técnica
Título: Lupin
Ano de Produção: 2025
Dirigido Por: George Kay
Estreia: 2026
Duração: 8 episódios
Classificação: 16 anos
Gênero: Drama
País de Origem: França
Sinopse: Inspirado pelas aventuras de Arsène Lupin, o ladrão de casaca Assane Diop usa seu charme e inteligência para enganar os inimigos e proteger as pessoas que ama.

 

Prodígio do Crime

Aposentado da vida de pilhagens magistrais, o encarcerado Assane Diop (Omar Sy) logo se vê no meio do estratagema traiçoeiro de alguém tentando incrimina-lo, valendo-se da sua aparência e das técnicas ilusórias pelas quais se tornou popular.

Entretanto, ligeiro como sempre, o gatuno não tarda a descobrir o verdadeiro rosto por trás dessa pérfida ação, a demasiadamente talentosa Adèle Kapoor (Laika Blanc Francard). Tendo ela enorme fixação pelo protagonista.

O real motivo de tal interesse, contudo, muda completamente a conjuntura da trama. Fazendo o emérito larápio retornar à ativa, na intenção de salvar a pele daqueles que lhe são especiais.

Relíquias Lendárias

Porém, diante do mestre dos disfarces jaz a busca por um dos maiores mitos da história: o inestimável Tesouro dos Reis da França. O qual, segundo boatos, é protegido por quatro famílias abastadas há séculos.

Tão distintas figuras possuem imensa influência dentre os meandros políticos e, obviamente, também junto às forças policiais. Transformando a já complicada missão do agora paladino, numa legítima odisseia.

No entanto, a ajuda de velhos conhecidos, como o fiel amigo Benjamin Ferel (Antoine Gouy) e o íntegro detetive Youssef Guédira (Soufiane Guerrab), facilita bastante a árdua jornada rumo ao descomunal objetivo.

Elo Fraco

Além de lidar com todos esses problemas, o atarefado personagem principal ainda precisa encarar as atitudes rebeldes do filho adolescente, Raoul Diop (Théo Christine), cuja postura inconsequente coloca a si mesmo e à mãe, Claire Diop (Ludivine Sagnier), perante terríveis ameaças.

Conceber um enredo digno de aplausos, lotado das maiores reviravoltas, capaz de prender a atenção do público de maneira arrebatadora, é algo a ser exaltado. Principalmente quando isso já acontece desde o começo da produção, sem permitir a queda na qualidade.

Os quesitos técnicos merecem, igualmente, reverência. Pois entregam aos espectadores cenários extraordinários, estonteante fotografia, trilha sonora notável, efeitos especiais caprichados, excelentes figurinos, maquiagem impecável e atuações primorosas do carismático elenco.

Todavia, o fato da pessoa dotada de tamanha esperteza não perceber os sinais claros dados pelo rebento, prenúncios da tragédia familiar no horizonte, incomoda um pouco quem assiste. Apesar desse detalhe inconveniente, o ritmo alucinante dos episódios torna a temporada atual extremamente deliciosa de acompanhar. Deixando, inclusive, um gostinho de quero mais na sua cena derradeira.

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