Entre perdas e afetos, o florescer da esperança
No romance “Esperança“, André Portella explora o impacto do câncer e de diferentes preconceitos na vida de dois jovens.
Na nova escola, a adolescente se sente deslocada até cruzar o caminho de Lucca, um garoto sensível e introspectivo que carrega o peso da exclusão e de feridas internas. Tocada pela história dele e pelas vivências dos estudantes, ela transforma a empatia em ação ao recriar o Clube Educação, projeto que mobiliza alunos para enfrentar preconceitos e cultivar a solidariedade.
Entre trocas e descobertas, nasce um amor puro, atravessado por perdas e cicatrizes: enquanto ela enfrenta a leucemia, ele sofre ataques de colegas por ser filho da cozinheira. Juntos, aprendem que o amor, quando verdadeiro, é também uma forma de resistência e que a esperança pode florescer mesmo em meio a momentos angustiantes.
— Este é o mundo em que vivemos, mas… É este o mundo em que queremos viver? Nós, jovens, sempre queremos mudanças, somos mais rebeldes e questionadores. Eu tenho a certeza de que vocês concordam comigo e querem um mundo melhor para a nossa geração e as que vierem depois. Nós queremos muito mais, mas a minha pergunta para vocês é: o que vocês estão fazendo para mudar isto? (Esperança, p. 77-78)
Ao lado de Lucca — garoto sensível que sofre ataques por sua origem social —, a protagonista mostra como empatia, afeto e pequenas ações coletivas podem transformar ambientes inteiros.
Com linguagem envolvente e temas contemporâneos, o livro provoca uma reflexão urgente sobre humanidade, diversidade e apoio emocional entre jovens.
O autor está disponível para entrevistas
sobre como a literatura pode ajudar adolescentes a enfrentar preconceitos, perdas e questões emocionais.
Com uma linguagem simples, fluida e emocional, André Portella constrói diálogos íntimos, revelando medos, afetos e transformações. A escrita, leve e envolvente, conduz a narrativa com naturalidade, tornando cada cena uma experiência sensível, capaz de despertar empatia e reflexão sobre a força das conexões humanas.
O autor apresenta ainda temas como o preconceito de gênero, as desigualdades, as diferenças religiosas e os desafios das relações familiares. Ao transformar o cotidiano em um espelho da sociedade, ele revela que cada gesto de compaixão pode se tornar um poderoso ato de transformação. No fim, Esperança recorda que o verdadeiro milagre está em manter a humanidade viva, mesmo quando tudo parece desabar.
Sobre o autor:
André Portella sempre gostou de contar histórias e começou a escrever aos 13 anos. Após concluir a faculdade de engenharia, iniciou a carreira de consultoria, o que limitou seu tempo para colocar as ideias no papel. No entanto, com a pandemia, ele retomou o prazer pela escrita e voltou a se dedicar a uma de suas paixões. Em 2023, publicou seu primeiro livro, O despertar de um músico. Agora lança Esperança, com o objetivo de inspirar os leitores.
Instagram do autor: @andreportellacunha
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