Kyoto possui templos, séculos de história e, aparentemente, um departamento de controle paranormal trabalhando muito abaixo da capacidade. A segunda temporada de Dark Gathering levará seus protagonistas à antiga capital japonesa em 2027, onde o turismo inclui espíritos vingativos e uma chance considerável de não voltar para o hotel.
A continuação estava em produção desde outubro de 2025. A verdadeira novidade é que agora existe uma janela de estreia e um ponto exato de partida: o capítulo 34, publicado no volume 9 do mangá.
A Represa A já está olhando

A primeira “horror visual” da temporada mostra Keitaro, Yayoi e Eiko caminhando por um corredor subterrâneo, enquanto o espírito da Represa A observa o grupo na escuridão.
A imagem não tenta vender a continuação com poses heroicas ou explosões coloridas. Em vez disso, trabalha com iluminação sufocante, espaço vazio e aquela sensação agradável de que existe alguma coisa atrás dos personagens. Provavelmente existe.
Segundo o site oficial, a nova fase começará com “Jōraku”, capítulo que marca a viagem para Kyoto. A informação também foi confirmada pela Oricon e pela Comic Natalie.
Quatro anos esperando no escuro
A primeira temporada foi exibida entre julho e dezembro de 2023, com 25 episódios. Portanto, caso a nova fase estreie somente no fim de 2027, a distância entre as duas poderá se aproximar de quatro anos completos.
O intervalo é considerável para uma produção que terminou justamente quando sua história começava a ampliar o tamanho das ameaças. Por outro lado, a confirmação do capítulo inicial mostra que o anime não pretende realizar uma recapitulação extensa ou inventar um passeio turístico antes de voltar ao trabalho.
A OLM permanece responsável pela animação, enquanto Hiroshi Ikehata retorna à direção. Shigeru Murakoshi segue na composição da série e Yuri Ichinose no design dos personagens. Também estão relacionados ao retorno os dubladores Yū Sasahara, Nobunaga Shimazaki e Kana Hanazawa.
Caça-fantasmas sem mochila de prótons

Dark Gathering acompanha Keitaro Gentoga, universitário com sensibilidade espiritual e uma capacidade impressionante de atrair entidades que deveriam manter distância regulamentar dos vivos.
Sua rotina muda ao conhecer Yayoi Hozuki, uma garota prodígio que captura espíritos perigosos enquanto procura a entidade responsável por levar a alma de sua mãe. Ao lado de Eiko, o grupo percorre lugares assombrados e transforma fantasmas poderosos em armas contra ameaças ainda piores.
Em vez de tratar os espíritos como monstros descartáveis da semana, a série constrói uma espécie de cadeia alimentar sobrenatural. Cada vitória pode colocar algo ainda mais terrível nas mãos de Yayoi, que possui aparência de criança adorável e energia de gerente do inferno em período de experiência.
Kyoto trocou turismo por exorcismo
O arco de Kyoto amplia o campo de batalha e coloca o grupo diante de adversários mais organizados e ameaças de outra escala. A mudança também permite explorar uma cidade marcada por templos, lendas e lugares históricos, praticamente um condomínio fechado para histórias sobrenaturais.
Enquanto grande parte dos animes atuais disputa quem inventa o título de isekai mais longo, Dark Gathering ocupa um espaço menos congestionado: o terror televisionado que realmente tenta provocar desconforto.
A fórmula encontrou público. O mangá de Kenichi Kondo, publicado desde 2019 na revista Jump Square, já ultrapassou 3 milhões de exemplares em circulação.
O calendário ainda está assombrado
A produção confirmou apenas o ano de estreia. Mês, quantidade de episódios e plataformas internacionais continuam sem anúncio.
Também não existe confirmação sobre transmissão simultânea ou distribuição oficial no Brasil. Portanto, os fãs brasileiros sabem quando a assombração acordará, mas ainda não descobriram se ela encontrará o caminho até nossas telas.
Depois de quatro anos, Dark Gathering finalmente prepara o retorno ao lugar onde seus personagens funcionam melhor: um corredor escuro no qual nenhuma pessoa sensata pisaria.
A boa notícia é que Kyoto ganhou seus caça-fantasmas. A ruim é que, olhando para a primeira imagem, talvez os fantasmas já tenham chegado antes.
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