Teoria Geek

Final Fantasy VII REMAKE INTERGRADE (Nintendo Switch 2) | Confira nossa review

Final Fantasy
Ficha Técnica
Desenvolvido por: Square enix
Publicado por: Square Enix
Gênero::RPG de ação
Série: Final Fantasy
Lançamento: 23 de Janeiro de 2025
Classificação indicativa: 14 anos
Modos: um jogador
Disponível para: PS5, Xbox Series S|X, PC e Nintendo Switch 2

 

FINAL FANTASY VII REMAKE INTERGRADE é aquele tipo de jogo que carrega um peso histórico enorme nas costas, mas que, surpreendentemente, não vive apenas de nostalgia. Ele respeita o legado do clássico de 1997, ao mesmo tempo em que tem coragem de reinterpretar, expandir e até provocar o jogador que acha que já sabe tudo sobre Midgar, Cloud e companhia.

Jogar essa versão hoje, especialmente pensando em sua chegada ao Switch 2, deixa ainda mais claro o cuidado técnico e artístico por trás do projeto. Mas é importante destacar que essa review só é possível graças ao apoio da Square Enix LATAM que nos enviou uma cópia para review.

Aspectos técnicos no Switch 2

Acho que esse é o primeiro tópico que estão todos curiosos né? como rodar um jogo do porte de Final Fantasy VII Remake Intergrade em um console híbrido sempre levanta dúvidas, mas o Switch 2 dá conta do recado de forma mais competente do que muita gente esperava. O uso de DLSS faz toda a diferença aqui. A imagem é limpa, estável e com resolução que se mantém consistente tanto no modo portátil quanto no dock. Não é a versão mais impressionante do jogo em termos absolutos, mas está longe de ser um downgrade traumático.

Créditos da imagem: Digital Foundry

Os 30 quadros por segundo são bem estáveis, especialmente em combates, onde a fluidez é essencial. Em áreas mais abertas ou com muitos NPCs, há pequenas quedas, mas nada que comprometa a experiência. Os tempos de carregamento são rápidos, o que ajuda a manter o ritmo da narrativa e da exploração. No portátil, o jogo surpreende ainda mais, mostrando como a Square Enix conseguiu otimizar bem a Unreal Engine para o hardware.

História: um clássico revitalizado

A história é onde Final Fantasy VII Remake mais divide opiniões, e também onde ele mais se destaca. A narrativa acompanha apenas o arco de Midgar, mas o faz com um nível de aprofundamento que o jogo original jamais teve espaço para explorar. Personagens como Jessie, Biggs e Wedge deixam de ser figurantes e ganham camadas, motivações e momentos genuinamente emocionais.

Cloud continua sendo um protagonista frio e distante, mas o roteiro trabalha melhor suas contradições e fragilidades. Tifa e Aerith roubam a cena em vários momentos, com diálogos bem escritos e uma química que sustenta o jogo inteiro. A Shinra deixa de ser apenas uma corporação maligna genérica e passa a ser retratada como um sistema opressor cheio de engrenagens, interesses e conflitos internos.

Ao mesmo tempo, o jogo brinca com expectativas. Ele não é apenas um remake, mas uma releitura consciente do próprio legado. Algumas decisões narrativas podem incomodar fãs mais puristas, especialmente no terceiro ato, mas é difícil negar que há ousadia e identidade nas escolhas feitas aqui. A história é fácil de acompanhar principalmente porque o jogo está com legendas em português Brasil.

Jogabilidade: ação refinada

O sistema de combate é um dos grandes acertos do Remake. Ele mistura ação em tempo real com elementos clássicos de RPG de turno, criando algo dinâmico, estratégico e satisfatório. Você pode atacar livremente, esquivar, defender e trocar de personagem a qualquer momento, mas as habilidades mais importantes exigem o uso da barra de ATB, o que força o jogador a pensar antes de agir.

Cada personagem tem um estilo bem definido. Cloud é versátil, Tifa é rápida e focada em combos, Barret funciona como suporte e dano à distância, enquanto Aerith domina a magia. Essa variedade torna os combates mais interessantes e incentiva o uso de todo o grupo, ao invés de depender sempre do mesmo personagem.

Fora das batalhas, a exploração é mais linear do que muitos gostariam. Midgar é detalhada e cheia de personalidade, mas o jogo claramente guia o jogador por corredores narrativos. Missões secundárias ajudam a expandir o mundo, mas nem todas são memoráveis, e algumas acabam quebrando um pouco o ritmo da história.

DLC Intergrade

O episódio INTERmission, focado na Yuffie, é mais do que um simples conteúdo extra. Ele funciona quase como um aperitivo do que a série pode se tornar no futuro. Yuffie é extremamente carismática, e seu estilo de combate é ágil, divertido e diferente do restante do elenco principal.

A narrativa do DLC é mais leve, com um tom quase irreverente em alguns momentos, mas ainda assim conecta bem com o universo maior do jogo. Ele também introduz novas mecânicas, mini games e desafios que mostram uma Square Enix mais confiante em experimentar. Mas o meu ponto favorito definitivamente é a jogabilidade refinada com a Yuffie, que é super divertida e dinâmica.

Em termos técnicos, o DLC mantém o mesmo nível de qualidade do jogo base no Switch 2, com desempenho sólido e ótimo uso dos recursos do console. É um conteúdo relativamente curto, mas bem aproveitado e que justifica totalmente sua inclusão na versão Intergrade.

Direção de arte e trilha sonora

A direção de arte é simplesmente impecável. Midgar é suja, opressora, industrial e viva. Cada setor tem identidade própria, desde os bairros mais pobres até as áreas corporativas da Shinra. Os personagens são expressivos, bem animados e cheios de personalidade, mesmo em pequenos gestos ou expressões faciais.

A trilha sonora merece um parágrafo à parte. As músicas clássicas foram reorquestradas com extremo cuidado, respeitando os temas originais, mas trazendo peso, emoção e grandiosidade.

Algumas faixas mudam dinamicamente durante o combate, aumentando a tensão e reforçando o impacto das batalhas. É um trabalho musical que não apenas acompanha o jogo, mas eleva cada cena.

Final Fantasy VII REMAKE INTERGRADE: Vale ou não a pena jogar?

Final Fantasy VII Remake Intergrade vale muito a pena, seja você um veterano que viveu o jogo original ou alguém que está entrando nesse universo agora. Ele não é perfeito. A linearidade excessiva em alguns momentos, certas decisões narrativas e missões secundárias pouco inspiradas podem incomodar. Ainda assim, o conjunto é forte, ambicioso e feito com evidente carinho.

No Switch 2, o jogo ganha um charme especial pela possibilidade de ser jogado em qualquer lugar, sem sacrificar demais a qualidade técnica. É uma experiência robusta, emocional e cheia de personalidade, que mostra como um remake pode ser mais do que uma simples atualização gráfica. É uma reimaginação que entende o passado, mas olha claramente para o futuro da franquia.


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