
| Desenvolvido por: Square Enix |
|---|
| Publicado por: Square Enix |
| Gênero::JRPG de Ação |
| Série:Final Fantasy |
| Lançamento: 3 de junho de 2026 |
| Classificação indicativa: 14 anos |
| Modos: um jogador |
| Disponível para: PS5, Nintendo Switch 2 e Xbox Series S|X |
Depois do excelente Final Fantasy VII Remake, a grande dúvida era como a Square Enix conseguiria trazer o belíssimo segundo capítulo para o pequeno portátil da Nintendo. Mas não demorou nem 6 meses e final Fantasy VII Rebirth chegou para o nintendo switch 2.
Mas as perguntas ainda não param por aí, como ficou essa versão? será que roda bem? tudo isso a gente descobre nessa review. Sempre bom lembrar que esta análise de Final Fantasy VII Rebirth foi realizada a partir de uma cópia de review para Nintendo Switch 2, enviada pela Square Enix.
Perfomance
No Nintendo Switch 2, Final Fantasy VII Rebirth entrega uma experiência surpreendentemente sólida. Considerando a escala do jogo, com mapas amplos, cenários extremamente detalhados e inúmeras partículas durante os combates, o trabalho de otimização merece elogios.
A performance se mantém estável durante a maior parte da campanha, inclusive em batalhas mais caóticas, onde diversos efeitos visuais ocupam a tela simultaneamente. Existem pequenas quedas ocasionais em áreas mais densas ou durante algumas sequências específicas, mas nada que comprometa significativamente a jogabilidade.
Além disso, o modo portátil apresenta uma qualidade visual bastante impressionante para um RPG desse porte, permitindo aproveitar toda a aventura sem grandes sacrifícios técnicos.
História
Rebirth começa logo após os acontecimentos de Remake. Cloud, Tifa, Aerith, Barret e Red XIII deixam Midgar para descobrir a verdade por trás dos eventos que estão mudando o destino do planeta.
A jornada ganha uma escala muito maior. Enquanto o primeiro jogo era focado principalmente em Midgar, aqui finalmente temos a oportunidade de explorar diversas regiões do mundo, conhecer novas cidades e aprofundar conflitos que antes eram apenas mencionados.
O grande destaque continua sendo o elenco. Cada integrante do grupo recebe momentos importantes ao longo da campanha, permitindo que o jogador compreenda melhor suas motivações, medos e objetivos. Isso faz com que a conexão emocional com os personagens cresça constantemente durante a aventura.
Ao mesmo tempo, Rebirth continua brincando com as expectativas de quem conhece a história original. Existem mudanças, novas interpretações e diversos mistérios que mantêm a narrativa imprevisível mesmo para os fãs veteranos.
O resultado é uma campanha longa, emocionante e cheia de momentos marcantes. Algumas partes poderiam ter um ritmo mais consistente, mas a qualidade dos personagens e dos principais acontecimentos compensa essas pequenas oscilações.
Jogabilidade
Se o combate de Remake já era excelente, Rebirth consegue elevá-lo ainda mais. O sistema continua misturando ação em tempo real com elementos estratégicos clássicos da franquia. Você controla diretamente os personagens durante as batalhas, utiliza habilidades especiais, magias e ataques coordenados enquanto administra recursos e posicionamento.
A grande novidade está nas habilidades de sinergia entre os membros da equipe. Elas incentivam ainda mais a troca constante de personagens durante os confrontos e criam situações espetaculares durante as lutas.
Cada integrante do grupo possui um estilo de combate único. Cloud continua sendo extremamente versátil, Tifa é rápida e agressiva, Barret domina o combate à distância, enquanto Aerith funciona como uma poderosa suporte. Isso torna as batalhas muito mais variadas do que simplesmente escolher seu personagem favorito e ignorar o restante do grupo.
A exploração também recebeu melhorias significativas. Agora existem mapas amplos repletos de atividades secundárias, desafios, minigames e segredos para descobrir. Nem todo o conteúdo opcional possui o mesmo nível de qualidade, e algumas atividades acabam parecendo repetitivas após muitas horas. Ainda assim, existe tanta variedade que dificilmente você ficará sem algo interessante para fazer.
Progressão
A progressão em Rebirth é extremamente satisfatória. O sistema de matérias retorna mais uma vez como uma das melhores mecânicas da franquia. A possibilidade de combinar magias, habilidades e efeitos passivos continua oferecendo uma enorme liberdade para personalizar sua equipe.
Além disso, cada personagem possui árvores de evolução próprias que permitem desbloquear novas técnicas e fortalecer diferentes aspectos do combate. A constante busca por equipamentos melhores, novas matérias e habilidades cria uma sensação permanente de evolução. Mesmo após dezenas de horas, ainda existe algo novo para desbloquear ou experimentar.
Outro mérito é que o jogo incentiva diferentes estilos de construção. Você pode criar personagens focados em dano, suporte, magia ou equilíbrio, adaptando a equipe conforme sua preferência. Essa flexibilidade ajuda a manter o combate interessante durante toda a campanha.
Gráficos e trilha sonora
Visualmente, Final Fantasy VII Rebirth é um espetáculo até mesmo no nintendo Switch 2. A direção de arte consegue transformar locais clássicos do jogo original em ambientes impressionantes. Campos abertos, cidades movimentadas, montanhas, desertos e florestas possuem identidade própria e ajudam a transmitir a sensação de uma grande aventura.
Os personagens também receberam um nível absurdo de detalhamento. As expressões faciais durante diálogos e cenas emocionais adicionam muito mais impacto aos acontecimentos da narrativa. Já a trilha sonora é simplesmente fantástica.
As músicas clássicas foram rearranjadas de maneira brilhante, misturando nostalgia e modernidade. Em diversos momentos, basta ouvir alguns segundos de uma melodia conhecida para entender exatamente por que essas composições são tão lembradas até hoje.
Além disso, as novas faixas conseguem manter o mesmo padrão de qualidade, acompanhando perfeitamente os momentos de exploração, combate e emoção. É facilmente uma das melhores trilhas sonoras dos últimos anos.
Final Fantasy VII Rebirth: vale ou não a pena?
Este é um daqueles jogos que já valia a pena antes em qualquer outra plataforma, mas agora que finalmente chegou no nintendo switch você pode desfrutrar dessa experiência especial do jeito que quiser.
Final Fantasy VII Rebirth é o tipo de jogo que raramente aparece no mercado. Uma sequência enorme, ambiciosa e claramente produzida com o objetivo de expandir tudo o que funcionou no capítulo anterior.
A história consegue equilibrar nostalgia e surpresa, o combate está melhor do que nunca, a progressão é viciante e a apresentação audiovisual é simplesmente espetacular. Existem alguns problemas de ritmo e nem todo conteúdo secundário mantém o mesmo nível de qualidade da campanha principal. Ainda assim, esses defeitos são pequenos diante da quantidade de acertos.
Para fãs de RPG, é uma experiência praticamente obrigatória. Para quem jogou Remake, é uma continuação que entrega exatamente o que se esperava e, em vários momentos, consegue superar essas expectativas.
