O mundo da teledramaturgia brasileira perdeu neste sábado (10) um dos seus maiores contadores de histórias: Manoel Carlos “Maneco” Gonçalves de Almeida, autor de clássicos que marcaram gerações, morreu aos 92 anos no Rio de Janeiro.

Carinhosamente conhecido como Maneco, ele construiu um legado imenso, com novelas e personagens que viraram parte da cultura popular nacional , em especial as icônicas “Helenas” que empurraram corações para o centro da tela por décadas.

O último ato de um dramaturgo lendário

Ele faleceu no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde estava internado desde que sua saúde foi se fragilizando ao longo de 2025.

O autor enfrentava complicações ligadas à Doença de Parkinson, que vinha afetando sua mobilidade e qualidade de vida.

No entanto, não foi divulgada uma causa oficial da morte pela família, que preferiu manter o silêncio respeitoso neste momento de despedida.

Além disso, o velório está sendo organizado com acesso restrito a familiares e amigos próximos, conforme as primeiras informações.

Relembre sua trajetória

Manoel Carlos nasceu em 14 de março de 1933 em São Paulo, mas sempre se considerou carioca de coração e foi no Rio de Janeiro que grande parte de sua obra tomou forma.

Ele teve uma carreira longa e multifacetada como autor, diretor, produtor e até ator, começando nos anos 1950 no Grande Teatro Tupi e evoluindo para se tornar um dos nomes mais influentes da dramaturgia televisiva nacional.

Seus trabalhos são famosos por explorar o universo da burguesia carioca, frequentemente no bairro do Leblon, com personagens fortes e relacionáveis.

Obras que marcaram sua carreira

Maneco foi responsável por uma série de novelas que entraram para o imaginário popular brasileiro, entre elas:

  • Baila Comigo (1981): consolidou sua marca pessoal na dramaturgia.
  • Felicidade (1991): drama humano e familiar que conquistou o público.
  • História de Amor (1995): um dos folhetins mais lembrados da década de 1990.
  • Por Amor (1997): clássico absoluto do horário nobre da TV Globo.
  • Laços de Família (2000): intensa e cheia de momentos icônicos.
  • Mulheres Apaixonadas (2003): sucesso retumbante com questões sociais fortes.
  • Páginas da Vida (2006): mais um sucesso consolidado.
  • Viver a Vida (2009): reflexão sobre escolhas e destino.
  • Em Família (2014): sua última novela completa, reunindo tudo que ele sabia fazer de melhor.

Além das novelas, Maneco escreveu dramaturgia para outras mídias e conduz ou colaborou em diversos projetos durante sua longa trajetória, incluindo séries e minisséries.

O legado das “Helenas”

Uma das maiores marcas de Manoel Carlos foram as protagonistas chamadas Helena: personagens fortes, cheias de nuances, que protagonizaram algumas das histórias mais queridas da TV brasileira.

Elas não eram apenas nomes repetidos: eram símbolos de maternidade, luta e amor em diferentes épocas e contextos. Esse recurso virou tão característico que o público passou a associar Helena automaticamente à própria assinatura criativa do autor.

Despedida digna de novela

A notícia da morte de Manoel Carlos trouxe uma onda de homenagens e memórias de fãs, artistas e colegas de profissão. Sua obra permanece viva na memória popular, nas reprises, nas plataformas digitais e, principalmente, nas conversas de quem cresceu (ou cresceu assistindo) suas tramas.

Enfim, no livro da teledramaturgia brasileira, Manoel Carlos escreveu capítulos que serão lidos por décadas. Sem ele, um pedaço da alma da televisão parece desaparecer, mas o impacto de sua obra continuará a ser sentido por gerações.

E como diria uma de suas tantas Helenas: o amor, a dor e as histórias que contamos nunca morrem… elas apenas mudam de palco. 

 

 

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