Mais do que uma aula de como adaptar um grande sucesso dos videogames, temos aqui o exemplo perfeito da junção entre comédia afiada e ação futurista.

| Título: Fallout |
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| Ano de Produção: 2024 |
| Dirigido Por: Jonathan Nolan |
| Estreia: 2025 |
| Duração: 8 episódios |
| Classificação: 18 anos |
| Gênero: Ficção Científica |
| País de Origem: Estados Unidos |
| Sinopse: Duzentos anos após o apocalipse, os pacíficos habitantes de luxuosos abrigos antinucleares são forçados a retornar ao universo incrivelmente complexo, deliciosamente estranho e extremamente violento que os aguarda na superfície. |
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Aliança Conflituosa

Depois de várias desavenças bastante graves, as interações da simplória Lucy (Ella Purnell) com o impiedoso Necrótico (Walton Goggins) pareciam estar ganhando ares deveras tranquilos. Contudo, esse sereno status não tarda a mudar!
Afinal, mesmo após diversos choques de realidade, a garota continua acreditando em conceitos os quais deixaram de existir fora dos abrigos onde crescera, há muito tempo.
A despeito disso, os dois improváveis companheiros de jornada seguem firmes na busca tanto pelo pai da jovem, Hank MacLean (Kyle MacLachlan), quanto pela família do decrépito caçador de recompensas.
Questionamentos Morais

Num mundo o qual jaz dividido entre dezenas de facções paramilitares, travando violentas guerras umas contra as outras, algumas terminam inevitavelmente cruzam o caminho dos protagonistas.
Parte de um desses grupos, a temida seita autonomeada Irmandade do Aço, o compassivo Maximus (Aaron Moten) começa a sentir sua mente duvidar das crenças antes absolutas para ele. Pois diversas atitudes de membros e associados, soam totalmente desproporcionais perante os olhos do agora aclamado herói.
Sendo assim, ele acaba dividido entre aquilo que sempre defendeu e a nova visão, nascida ao presenciar os fatos reveladores ocorridos na leva anterior de episódios. Precisando escolher, então, prosseguir na mesma toada ou assumir uma postura completamente radical.
Farsante Exposta

No outro arco da trama, acompanhamos o desenrolar das consequências inerentes à brutal invasão do Abrigo 33. Tendo os sobreviventes de encarar negacionismos, racionamento e até a liderança autoritária da misteriosa Stephanie Harper (Annabel O’Hagan), cujo passado guarda segredos extremamente chocantes.
Valendo-se de um delicioso humor ácido, tal qual maravilhosas críticas políticas embutidas no enredo, Fallout proporciona elevado deleite narrativo aos espectadores. O que, misturado a ficção científica no melhor estilo faroeste, gera horas do mais fantástico entretenimento.
No entanto, nada disso seria possível sem o trabalho impecável da área técnica da série. Entregando excelentes efeitos especiais, extraordinária trilha sonora, magnífica fotografia, maquiagem impecável, lindos figurinos, cenários primorosos e atuações dignas de aplausos.
Dentre tantas qualidade, porém, há um irritante ponto negativo: o ritmo inconstante da história. Em alguns momentos tudo transcorre de maneira acelerada, deixando quem assiste confuso perante os frenéticos acontecimentos, enquanto em outros as cenas se arrastam, desperdiçando tempo crucial com circunstâncias totalmente desnecessárias. Defeito, entretanto, quase ínfimo diante da grandiosidade do panorama geral.

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