Foi anunciado no ultimo dia 21/12 na Jump Festa e noticiado aqui no TG o jogo lançamento do jogo Yu-Gi-Oh! Legacy of the Duelist: Link Evolution para PS4, que deve estar disponível em meados de 2020, você pode conferir a noticia clicando aqui, , pensando nisso, preparamos um especial dedicado a essa franquia que há muitos anos vem fazendo história no mundo dos games, e fora deles também, afinal quase toda criança dos anos 90 pelo menos uma vez na vida já tomou uns puxões de orelha, ou até teve as cartinhas confiscadas pela mãe, por supostamente serem “do diabo”.

Antes de iniciarmos o especial é importante ressaltar que, independente de gostos pessoais, busquei fazer uma análise dos jogos sendo o mais imparcial possível, tanto para apontar o que o jogo traz de positivo, tanto de negativo. Por mais difícil que seja, às vezes é preciso deixar a nostalgia um pouco de lado e reconhecer que os jogos pecam em alguns aspectos, outros mais, outros menos.

Então vamos lá conhecer um pouco mais sobre a trajetória dos monstros de duelo!

Apresentação

Afinal o que é Yu-Gi-Oh!? Se você caiu aqui de paraquedas e tem pouco ou nenhum conhecimento sobre Yu-Gi-Oh! vamos fazer uma breve apresentação sobre sua origem e seu crescimento mundial.

Yu-Gi-Oh! é um mangá criado por Kazuki Takahashi em 1996, ganhando uma adaptação em anime pouco tempo depois, em 1998, com um anime que pouca gente conhece ou sequer sabe da existência, mas antes de Yu-Gi-Oh! ter o formato que conhecemos hoje, foi lançado Yu-Gi-Oh! (algumas vezes referido como Yu-Gi-Oh! Zero).

Apenas em 2000 que é lançado Yu-Gi-Oh: Duel Monsters, sendo por esse que começa a ganhar o mundo, ambos contam a história do jovem Yugi Mutou, que ganha de seu avô um objeto chamado Enigma do Milênio, encontrado em suas escavações no tempo em que passou no Egito. Yugi então remonta esse objeto e liberta o espírito do antigo faraó Atem. Juntos, Yugi e o Faraó, enfrentam diversas batalhas com as cartas de monstros de duelo e lutando contra forças que vão além de suas imaginações.

No Brasil, Yu-Gi-Oh! se tornou extremamente popular em meados de 2003 graças a exibição do anime na nossa querida e extinta TV Globinho, não demorou muito para que o TCG virasse febre entre a criançada, sendo possível encontrar baralhos falsificados/piratas em cada esquina nas lojas de R$1,99.

Infelizmente, inicialmente a TV Globinho acabou exibindo apenas a primeira temporada, com as temporadas posteriores chegando somente bem depois da febre ter diminuído bastante. O anime continuou a ser exibido pela Nickelodeon, mas obviamente, não alcançou os mesmos números de audiência e, tanto a série quanto o TCG, começaram a perder força no país, se tornando algo muito mais de nicho entre o pessoal que participava e ainda participa de campeonatos, e é claro, daqueles que sempre tiveram um carinho especial pela série e passaram a acompanhar os jogos eletrônicos em diversas plataformas, principalmente no Playstation, sendo nessa que daremos enfoque ao longo do especial. Então sem mais delongas, vamos lá conhecer um pouco mais sobre os jogos baseados em Yu-Gi-Oh!.

Yu-Gi-Oh! Monster Capsule: Breed and Battle (1998 – PS1)

Lançado no mesmo ano em que o primeiro anime da franquia, Yu-Gi-Oh! Monster Capsule é a primeira adaptação do anime/mangá para os video games. O jogo possuí uma jogabilidade voltada aos RPGs táticos, como o clássico Front Mission, nele devemos proteger um totem, representado por um ovo, posicionando nossos monstros no tabuleiro de acordo com nossa estratégia de jogo, assim como em todos os RPGs desse estilo, cada monstro possuí movimentos e habilidades únicas, como por exemplo teleporte, voar, andar sobre os campos de água, e afins, ganhamos o jogo ao destruir todos os monstros ou o totem do nosso adversário.

O grande diferencial do jogo se encontra no sistema de Breed, nele recebemos um ovo prestes a chocar, dele nasce um monstro básico, cada monstro possuí desejos, gostos e necessidades diferentes, como se fosse um Tamagoshi, ao alcançar certos pontos de status nosso monstro ganha uma nova evolução, dessa forma podemos melhorar nosso time e então conseguir prosseguir na campanha do jogo.

Infelizmente, Yu-Gi-Oh! Monster Capsule: Breed and Battle, foi lançado apenas no Japão, então não possuímos nenhuma versão ocidental oficial, sendo assim, caso queira se aventurar nesse game, você precisará saber japonês, ou ter bastante paciência para explorar as mecânicas que o jogo tem a oferecer, de qualquer forma, o jogo é bastante divertido e desafiador, vale a pena dar uma chance.

Confira algumas imagens do game:

Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories (1999 – PS1)

Um clássico do Playstation 1, talvez o jogo mais popular e mais adorado entre os fãs da franquia. Em Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories, já possuímos o sistema de batalha tradicional, com cartas de monstros de duelo como estamos acostumados, trazendo os ilustres Mago Negro e Dragão Branco de Olhos Azuis.

Assim como no anime, e no TCG, nosso objetivo é zerar os pontos de vida do oponente que começam em 8000, ou esgotar seu baralho, o jogo é desenvolvido em um estilo similar aos jogos novel, onde lemos apenas diálogos, que são interrompidos para duelarmos contra nosso adversário, por vezes devemos mover um cursor para navegarmos por alguns poucos lugares disponíveis e consigamos dar continuidade ao desenrolar da história.

A história do jogo começa no Egito antigo, onde assumimos o papel do príncipe Atem, que em uma saída desesperada destrói o enigma do milênio e então seu conselheiro acaba selando a alma de ambos dentro da relíquia.

A história então dá um salto temporal para os dias atuais onde assumimos o papel de Yugi Mutou com seu Enigma do Milênio, participando de um torneio promovido pela Corporação Kaiba, aqui temos vários personagens que iriam ter certa relevância no anime lançado em 2000, como Rex Raptor, Weevil Underwood, Mai Valentine e Bandit Keith.

Após passarmos a primeira etapa do torneio, Yugi acaba pegando no sono durante o intervalo do torneio e acaba se encontrando com o faraó dentro do Enigma, que dá a Yugi seis cartas em branco. Ao acordar Yugi se encontra com Shadi e conta sobre seu suposto sonho lhe mostrando as cartas que obteve do faraó, porém nenhum dos dois sabe para que servem aquelas cartas.

Dando continuidade ao torneio o próximo oponente de Yugi é Shadi, ao derrotá-lo a Relíquia do Milênio de Shadi é puxada para dentro de uma das cartas, começa então nossa saga para reunirmos o restante das Relíquias do Milênio que estão em posse dos demais participantes, para que dessa forma Atém consiga retornar ao Egito e resolver os conflitos que assolam seu povo.

Apesar de ser um excelente jogo, Forbidden Memories não é perfeito, destacamos alguns pontos do jogo para mostrar isso, lembrando que isso de forma alguma desmerece a qualidade do jogo, mas é inegável que esses pequenos “probleminhas” estão lá presentes no jogo, e que por mais irônico que possa parecer, para muitos são justamente esses pequenos pontos que ainda fazem Forbidden Memories ser um dos melhores jogos de Yu-Gi-Oh! já lançados, mas vamos lá:

  • As regras do jogo: Forbidden Memories ignora completamente as regras oficiais do jogo, afinal, o TCG ainda estava em fase de protótipo enquanto adaptação do Mangá, por isso no jogo não é preciso usar sacrifícios para invocar monstros com níveis maiores do que 4, também não é preciso usar a polimerização para realizar as fusões, e os monstros não possuem efeitos, isso pode parecer meio estranho caso você tenha assistido primeiro o anime ou seja de uma geração de fãs mais nova, mas nesse contexto, o jogo não estava tão fora das regras como parece,  para muitos esse ponto é de certa forma até positivo, afinal deixa o jogo muito mais simples, não sendo preciso conhecer nada além do básico do jogo.
  • As fusões: aqui elas seguem uma regra única, válida apenas para esse jogo, tornando as fusões algo muito mais relacionado a associações, como por exemplo se fundirmos uma carta que mostre um personagem masculino em sua arte com alguma carta que seja do arquétipo fogo, ou que tenha algo que remeta ao fogo em sua arte, e algum dos dois monstros possuir entre 1100 e 1700 pontos de ataques, sempre iremos obter a carta Flame Swordsman, independente de quais foram os monstros utilizados na fusão, quando na realidade essa fusão só pode ser obtida utilizando os monstros “Flame Manipulator” e “Masaki the Legendary Swordsman”. Novamente, para muitos isso é algo extremamente positivo, sendo possível conseguir uma carta relativamente forte logo no início da jornada, o que deixa as coisas muito mais fáceis, é praticamente impossível falar de Forbidden Memories sem falar do nosso amado Twin Headed Thunder Dragon e seus 2800 pontos de ataque que já salvaram o jogo de muita gente.
  • Grind: Independente de gosto, esse é um ponto ruim e unânime, se você quer cartas realmente boas prepare-se para horas e mais horas de grind no modo Free Duel, e mesmo assim não conseguirá todas. Afinal, das 722 cartas presentes no jogo, apenas 689 são possíveis de serem obtidas usando métodos convencionais, o restante das cartas estão disponíveis apenas na versão japonesa do jogo, e caso você tenha um pocketstation, o mini console da Sony que nunca saiu do Japão e foi um fracasso de vendas, outra alternativa é acumular 999999 estrelas de duelo para trocar por 1 carta dessa lista, lembrando que em cada duelo é possível obter um máximo de 5 estrelas, então prepare-se para um grind de meses.

Confira algumas imagens do game:

Yu-Gi-Oh! Duelist of the Roses (2001 – PS2)

O primeiro jogo de Yu-Gi-Oh! para Playstation 2, Duelist of the Roses retorna às origens nos games, trazendo sua jogabilidade tática. Apesar de não possuir um desafio tão alto como seu antecessor, Duelist of the Roses não fica para trás. O jogo é lindo visualmente e nos instiga a jogá-lo, afinal, pela primeira vez no PlayStation, temos os monstros efeito e flip (quando o efeito é ativado ao monstro ser virado para cima) além de ser também a primeira e única vez em que temos os monstros de duelo se materializando fora da carta em tempo integral , quando a carta está virada para cima. O jogo foi um sucesso tanto nas vendas quanto nas críticas, sendo rapidamente considerado um dos Greatest Hits do Playstation 2, feito raro tratando-se de jogos baseados em animes/mangás.

Diferente de Yu-Gi-Oh! Monster Capsule (PS1), em Duelist of the Roses, possuímos um “líder” em nosso baralho, representado por um monstro de duelo, que posteriormente pode ser substituído dependendo de como upamos os monstros em nosso deck, cada líder possuíra habilidades únicas, como maior número de casas para se locomover no campo, aumentar status de monstros aliados, diminuir status de monstros inimigos, descobrir cartas escondidas no campo de batalha e diminuir o custo das invocações. A invocação dos monstros é feita gastando estrelas de nível, ou seja, quanto mais forte o monstro mais estrelas será preciso para invoca-lo, as estrelas são ganhas automaticamente ao início de cada turno.

A história do jogo é outro ponto que merece destaque, afinal a produção se apropriou de um evento histórico real para desenvolver a trama. O evento em questão trata-se da Guerra das Rosas, que foi uma série de batalhas ocorridas na Inglaterra do século XV entre a casa de Lancaster, que ao final do conflito era comandada por Henry Tudor, ou Henrique VII, cujo símbolo era uma rosa vermelha, e a casa de York, que em sua última fase foi comandada por Ricardo III, cujo símbolo era uma rosa branca.

A guerra foi causada devido a uma crise sócio-econômica, consequente da Guerra dos 100 anos, somada com a desconfiança em relação ao reinado de Henrique V, o objetivo da guerra era então decidir qual seria a próxima dinastia a governar o país, o conflito durou cerca de 32 anos (1455-1487) e foi vencida pela casa Lancaster. Essa série de eventos ficou extremamente popular graças a tetralogia de Shakespeare, também intitulada Guerra das Rosas, composta pelas peças Henrique VI (divida em três partes) e Ricardo III, as quais acredita-se terem sido escritas entre os anos de 1591 e 1593, aproximadamente.

No jogo temos Yami Yugi, ou Atém, representando a casa Lancaster, e Seto Kaiba, a casa de York. Nós assumimos o papel de um personagem chamado de Duelista das Rosas, que é transportado de seu tempo para o ano de 1485 por um mago da casa de Lancaster, a fim de obter nossa ajuda para que a dinastia vença a guerra e consiga o trono.

Ambas as casas possuem oito cartas de rosas e desejam obter as cartas em posse da casa adversária para objetivos próprios. Yugi deseja obter as cartas de Seto Kaiba que está usando o poder de suas cartas para criar uma barreira que protege seu território, ao passo em que Kaiba quer conseguir as cartas que estão em posse de Yugi para realizar um ritual que lhe concederia um poder descomunal. Enquanto isso, nosso protagonista precisa das 16 cartas para conseguir voltar para casa, porém somos obrigados a escolher um lado para lutarmos, essa escolha inicial determinará todo o rumo do nosso jogo, como os duelos que teremos que enfrentar e qual dos 2 finais do jogo iremos conseguir.

Yu-Gi-Oh! Duelist of the Roses é definitivamente um marco do Playstation 2 apresentando diversos pontos positivos a seu respeito, como sua história, jogabilidade e afins, mas assim como Forbidden Memories, o jogo possuí uns pequenos probleminhas, que novamente, não comprometem em nada a qualidade do jogo, e que, para muitos, isso sequer são problemas, mas que valem ser destacados:

  • As fusões: Continuam praticamente as mesmas de Yu-Gi-Oh! Forbidden Memories, porém no ano de lançamento de Duelist of the Roses as regras do jogo já estavam mais consolidadas, mesmo assim o jogo excluí completamente a carta de polimerização.
  • Os efeitos: Como dito anteriormente, essa é a primeira vez que temos monstros efeito em um jogo nos consoles da Sony, porém muitos desses feitos são completamente desatrelados à realidade, parece até que foi o próprio Yugi que criou efeitos malucos para as cartas assim como acontece no anime, maior exemplo disso é a carta Greenkappa, um monstro com míseros 600 pontos de ataque e 900 de defesa, que possuí um efeito Flip de certa forma até que útil, pois quando a carta está virada para baixo em campo, e é virada para cima, podemos destruir 2 cartas mágicas ou armadilhas viradas para baixo no campo, mas que dificilmente tem espaço em algum deck, menos em Duelist of the Roses. Aqui, Greenkappa é um dos monstros mais quebrados do jogo, afinal, possui um custo de invocação baixíssimo, mas seu efeito flip é nada mais nada menos do que copiar os pontos de ataque e defesa do monstro mais forte em campo, então, podemos sem muito esforço ter um Greenkappa com os status de um Blue-Eyes Ultimate White Dragon. Vale ressaltar que esse efeito se torna extremamente quebrado apenas nesse contexto de Duelist of the Roses, afinal, hoje temos vários monstros com efeitos similares e que raramente são usados e facilmente removidos do jogo, assim como Blue-Eyes Ultimate White Dragon, que apesar de seus estrondosos 4500 pontos de ataque, caiu no esquecimento e só é relembrado mesmo nos animes onde Kaiba aparece.
  • Desafio: Infelizmente, Duelist of the Roses possui uma campanha que, apesar de ter uma história excelente e 2 finais, ambas as jornadas são extremamente curtas e os personagens não possuem uma diferença significativa em suas dificuldades, o que não dá uma sensação real de progresso e acaba deixando o jogo um pouco repetitivo com o tempo.

Confira algumas imagens do game:

Yu-Gi-Oh! Capsule Monster Coliseum (2004 – PS2)

Lançado em 2004, Yu-Gi-Oh! Capsule Monster Coliseum, traz novamente uma jogabilidade tática, sendo esse o último jogo nesse estilo lançado para PlayStation até o presente momento (2019), o jogo remonta bastante o estilo do primeiro jogo que comentamos, Yu-Gi-Oh! Monster Capsule: Breed and Battle (1998 – PS1), porém aqui temos um visual um pouco mais robusto, com bustos de pedra dos monstros de duelo ao invés dos monstros mais cartunizados como do primeiro game, mas que, assim como no jogo de 1998, nosso objetivo aqui é destruir o totem inimigo, representado por um cristal de energia.

Diferente do seu antecessor no Playstation 2 (Duelist of the Roses), que comentamos sobre o jogo possuir um nível de dificuldade bem abaixo da média, em Capsule Monster Coliseum a produção pesou a mão na dificuldade, esse seja talvez o jogo de Yu-Gi-Oh! mais desafiador entre todos os lançados para Playstation, sendo preciso, às vezes, inúmeras tentativas para derrotar um oponente mais avançado, testando diferentes táticas e diferentes monstros de duelo, sendo preciso também farmar um pouco de XP para aumentar o nível dos seus monstros.

O jogo então se apresenta como um ótimo RPG tático, com um nível desafiador e compensador para os jogadores mais assíduos, mas é claro, como nem tudo nessa vida é perfeito, a história do jogo é extremamente fraca, quase ausente, diga-se de passagem, nela assumimos novamente o papel de Yugi e sua jornada agora não é focada em cartas de monstros de duelo, mas sim em monstros de cápsulas, um jogo no qual ele não tem experiência alguma, mas que mesmo assim decide entrar em um torneio desse novo jogo, nosso objetivo então é vencer o torneio contra jogadores habilidosos como Kaiba e Pegasus e contra alguns igualmente fracos como Joey e Tea, para que dessa forma Yugi receba seu título de rei dos jogos.

Diferente de todos seus antecessores, aqui as fusões são um pouco mais fiéis em relação ao TCG, mas continuamos com algumas que resultam em monstros que sequer são monstros de fusão, a polimerização continua inexistente nesse jogo, mas é algo completamente compreensível, uma vez que o estilo de jogo aqui é totalmente diferente.

Confira algumas imagens do game:

Yu-Gi-Oh! GX Tag Force (2006 – PSP)

Antes de mais nada, vale ressaltar que Yu-Gi-Oh! Gx Tag Force foi originalmente lançado para PSP, enquanto que Yu-Gi-Oh! Gx Tag Force: Evolution e Yu-Gi-Oh! Gx Tag The Beginning of Destiny, lançados para PS2 em 2008, tratam-se do mesmo jogo do PSP, que foram apenas portados para o PS2, a diferença nos nomes dos ports se dá apenas pela diferença da região em que foram lançados, sendo o Evolution a versão europeia e Beginning of Destiny a versão Americana, mas os 3 são o mesmo jogo.

O jogo é o primeiro a trazer uma mecânica condizente com as regras reais, e a receber cartas atualizadas, trazendo 2400 cartas jogáveis, podemos perceber vários pontos que foram melhorados em relação aos outros jogos, ou piorados, para os saudosistas de Forbidden Memories, podemos destacar entre eles:

  • Deck: Agora podemos montar um deck com mais de 40 cartas e podemos montar mais de 1 deck, não sendo necessário apagar completamente um baralho caso queiramos tentar algo novo. Há também a presença do Side Deck, que não é realmente utilizado durante o duelo, mas contém algumas cartas reservas, que podem ser usadas para editar o deck em partidas que são no formato “melhor de três”. Além do Deck de fusão, um baralho que pode conter 15 cartas de monstros do tipo fusão.
  • Fusões: Falando em fusões, dessa vez elas são fieis ao TCG, sendo necessário os monstros materiais corretos, ou monstros com efeitos que lhe permitem serem utilizados como material substitutivo para fusão, além de ser necessária a carta de polimerização para realizar a fusão. Lembrando que as únicas fusões que podem ser realizadas são aquelas estão no deck de fusão, caso você possua os materiais necessários, mas não possua a carta no deck de fusão, ela não poderá ser realizada, o mesmo acontece caso o monstro de fusão seja destruído e não haja uma cópia adicional dele no deck de fusão.
  • Tributos: Isso já é algo de conhecimento geral principalmente com a segunda temporada do anime Yu-Gi-Oh! Duel Monsters, mas que é a primeira vez que aparece nos jogos de PS, ou seja, monstros de nível 5 e 6 precisam de 1 sacrifício para serem invocados e de 7+ precisam de 2 sacrifícios, e alguns poucos que precisam de 3, salvos algumas exceções de monstros efeito com nível maior que 4 e que podem ser invocados sem tributos sob determinadas circunstâncias.
  • Cemitério e Banimento: Nos jogos anteriores, os monstros que eram destruídos sumiam do jogo para sempre. Dessa vez, temos um espaço do campo, o cemitério, destinado apenas aos monstros que foram destruídos ou descartados, e que podem retornar ao jogo por meio de efeitos de monstros ou cartas mágicas, além de um espaço para monstros que são banidos do jogo por meio de algum efeito, esses raramente conseguem retornar para a partida, pois os efeitos que lidam com banimento são bastante escassos.
  • Monstros Efeito: Talvez a maior e a melhor mudança do jogo, os monstros possuem efeitos, e melhor, seus efeitos reais, não efeitos inventados apenas para o jogo, isso nos abre um espaço enorme para deixar a criatividade rolar à solta e criar os mais variados decks, cada qual com seu estilo e particularidades, para algumas pessoas esse ponto não é tanto um ponto positivo, pois de fato, o jogo fica um pouco mais complexo, afinal devemos ler os efeitos de cada monstro, e ver em que tipo de baralho ele se encaixa, ao invés de deixar o jogo uma mera disputa entre qual monstro possui mais pontos de ataque, sendo necessário certo tempo para aprender os efeitos, como estar preparado para lidar com eles e conhecer monstros com efeitos bons e úteis conforme jogamos, afinal, mesmo com vários monstros efeito, vários possuem efeitos bem ruins e nem valem o espaço no deck.
  • Cartas Mágicas e Armadilhas: Dessa vez temos também uma vasta lista de cartas mágicas e armadilhas, que vão muito além do Raigeki e Black Hole, aquelas cartas que causavam 50, 200, 500 pontos de dano de vida no oponente, ou as armadilhas que destruíam um monstro com 1500, 2000, 3000 pontos de ataque, aqui a lista é extensa.
  • Mapa: Diferente dos demais jogos, que eram apenas fases, ou um mapa em que selecionávamos com um cursor, aqui temos um personagem próprio, que pode andar pelos cenários e interagir com os demais, cada local possuí duelistas únicos, dependendo do dia e hora do jogo, que são alterados cada vez que entramos ou saímos para o mapa principal.
  • Loja: Um dos cenários do jogo é a loja de cartas, aqui podemos comprar diferentes packs de cartas utilizando os pontos de batalha, que ganhos ao final de cada partida, cada conjunto possui monstros ou cartas mágica/armadilha únicas, e cada pacote contém 5 cartas o que acelera um pouco o processo de construção de um deck consistente, mas ainda assim com um certo RNG, então para obter cartas muito raras, as vezes é preciso gastar bastante pontos de duelo.

Em Yu-Gi-Oh! Gx Tag Force, como o nome sugere, e como podemos notar na capa do jogo, o protagonista não mais é Yugi Mutou ou o faraó Atém, mas sim Jaden Yuki, porém os eventos acontecem após a ascensão de Yugi, que por vezes é citado por um personagem ou outro.

Com todos os eventos anteriores, os monstros de duelo se tornaram algo extremamente popular e sério, tanto é que no jogo somos aluno da Academia de Duelo, uma escola voltada apenas para o estudo dos monstros de duelo. É aqui onde todos os eventos da história tomarão parte, para aqueles que assistiram o anime Yu-Gi-Oh! Gx, o jogo retrata a primeira temporada do anime.

A história é divida em 3 partes, cada qual com suas particularidades, sendo elas:

Parte 1: Aqui, antes de tudo, iremos nos familiarizar com o jogo e com as regras que agora seguem as regras oficiais. Iremos também construir laços com os personagens, esse laço de amizade aumenta conforme duelamos contra esse personagem ou o presenteamos com um sanduíche que ele goste, o nível de amizade é representado com um coração, ao conseguirmos 7 corações com um personagem significa que atingimos o nível máximo com ele. O jogo trabalha com um esquema de calendário, que possuí eventos em determinadas datas, como provas na academia e duelos únicos, além de batalhas em duplas todo domingo, com isso temos uma data limite para conseguirmos maximizar a amizade com algum personagem, caso não consigamos, é fim de jogo.

Parte 2: Em determinado ponto do calendário começará o torneio em equipes, no qual faremos dupla com o personagem que conseguimos 7 corações, nesse momento começaremos com 10 medalhas, cada duelo será apostado uma quantidade X de medalhas, que variam de 1 a 5, ressaltando que perder um duelo implica em perder medalhas também, nosso objetivo é conseguir 90 medalhas, só assim estaremos prontos para a parte final do jogo.

Parte 3: Durante a parte 3 seremos notificados que apareceram duelistas que se auto intitulam “Cavaleiros das Sombras” e que eles realizaram uma espécie de feitiço ou lavagem cerebral em alguns alunos (apenas os personagens principais), devemos então nesse momento livrar esses alunos das mãos dos Cavaleiros vencendo-os em duelos de duplas e descobrir quem estava por trás dos ataques na escola e porquê.

Depois de tantos elogios em relação ao jogo, temos que ver aqueles lados que não são tão positivos assim, e que nesse jogo podemos simplesmente resumir como sendo a repetição, pessoalmente eu joguei e zerei vaárias vezes esse jogo no PS2, mas é fato que o jogo consegue ser bastante cansativo às vezes, afinal, se quisermos muito alguma carta para fechar aquele deck mais forte, e ela se encontrar em conjuntos de cartas de alguns personagens “secretos” como a Maga negra e as atendentes da loja, é preciso zerar o jogo várias e várias vezes, e algumas partes como a parte 2 do jogo podem ser bastante demoradas dependendo da IA do nosso parceiro.

Confira abaixo algumas imagens do game:

Yu-Gi-Oh! Gx Tag Force 2 (2007 – PSP)

Em Yu-Gi-Oh! Gx Tag Force a Konami descobriu a fórmula do sucesso, lançando uma sequência nos mesmos moldes de seu antecessor. Tag Force 2 retrata a segunda temporada do anime Yu-Gi-Oh! Gx, trazendo cerca de 200 cartas adicionais ao jogo, os cenários que podemos explorar no jogo são exatamente os mesmos do jogo anterior, trazendo alguns personagens a mais que podem ser nossos parceiros de duelo.

Como o jogo é praticamente igual ao seu antecessor não há muito o que se falar, em questão de duelo ele é igualmente bom, porém peca um pouco no quesito história e desenvolvimento do jogo, como dito anteriormente, o jogo retrata a segunda temporada do anime, temos os personagens e cartas dessa temporada, mas que são bem mal explorados.

Agora não mais temos o calendário de eventos e as provas na academia de duelo, as aulas são completamente ignoráveis, há apenas apenas a adição do modo dungeon durante as aulas, no qual passamos por uma série de duelos abrindo baús, nos quais são possíveis ganhar cartas raras e nos andares mais baixos cartas que são banidas do competitivo, como Monster Reborn e Raigeki.

Ao invés de termos que “conquistar” a amizade dos personagens, agora podemos escolher nosso parceiro de duelo logo no início do jogo, não mais temos o torneio em equipes para coletar as medalhas, ao invés disso temos um mini torneio todos os domingos, no qual deveremos derrotar 5 duplas no dormitório Slifer Red, se vencermos ganhamos uma certa quantia em dinheiro.

Ainda temos os corações, a maneira de aumentá-los continua a mesma, porém, agora, cada vez que aumentamos um coração com um personagem, um evento importante acontecerá no dia seguinte, perder o duelo nesse evento implicará em game over. Após concluir todos os eventos com nosso parceiro vemos um final especifico dele, sendo assim, é possível terminar a campanha com um personagem em menos de 1 semana no tempo do jogo, tornando ele bem mais curto que seu antecessor, se você for do tipo de jogador que está disposto a zerar o game apenas 1 vez, essa sequência definitivamente não é para você.

Confira abaixo algumas imagens do game:

Yu-Gi-Oh! Gx Tag Force 3 (2008 – PSP)

Definitivamente a Konami apostou suas fichas em Yu-Gi-Oh! Gx, lançando um terceiro jogo com Jaden Yuki como protagonista principal, e novamente, o formato do jogo é exatamente o mesmo, e seguindo a lógica, retratando a terceira temporada do anime Yu-Gi-Oh! Gx, mas de novo, bem mal explorada, o jogo não segue direito uma cronologia, e todos os elementos e personagens parecem que foram simplesmente jogados ali para justificar o acréscimo no número de cartas, se fosse lançado hoje em dia, tanto Tag Force 2, quanto Tag Force 3, poderiam facilmente ser DLCs, pois parecem remendos do primeiro jogo, adicionando novas cartas e cortando todo o resto da gameplay.

Mesmo assim, a qualidade dos duelos continua boa e é interessante jogar com monstros novos, além de termos alguns poucos monstros do tipo Synchro, mas que não fazem sentindo nenhum estarem nesse jogo. De qualquer forma, esse entretenimento com as novas cartas dura no máximo 1 hora, que é o tempo médio de zerar uma campanha, depois disso é mais do mesmo.

Confira abaixo algumas imagens do game:

Yu-Gi-Oh! 5d’s: Tag Force 4 (2009 – PSP)

Saindo da geração Gx, em Tag Force 4 temos um novo protagonista Yusei Fudo. Yu-Gi-Oh! 5d’s tem um estilo bem mais voltado ao cyberpunk, em um futuro altamente tecnológico, os duelos agora são realizados em uma espécie de corrida de motos, chamados de duelos Turbo.

O jogo em si não traz muita diferença dos seus antecessores no PSP, sendo a maior delas o estilo do mapa, que ao invés daquele ambiente “quadrado”, agora todo cenário é em linha reta e podemos nos movimentar em 2.5D, similar aos jogos do estilo beat’em up.

Nosso objetivo aqui também é maximizar a amizade com os outros personagens e, a cada coração preenchido, um evento principal acontece para aquele personagem, exatamente como em seus antecessores, a diferença é que não escolhemos o nosso parceiro no início do jogo, mas podemos andar sozinhos e pedir a ele, ou qualquer outro personagem, para fazer parceria conosco até o final do dia e, ao finalizar o jogo com um parceiro, ganhamos 3 cópias de sua carta principal.

O jogo traz uma atualização das cartas e um novo tipo de monstro, agora de fato temos os monstros Synchro e Tuner, não aquela meia duzia de monstro perdido como em Tag Force 3, para os que não estão familiarizados, os monstros Synchro (Sincro em português), são semelhantes aos monstros fusão, tanto é que, para podermos invocá-los, eles devem estar presentes no deck extra junto com os monstros fusão.

Para que essa invocação aconteça, é necessário termos no campo, virados para cima, 1 monstro classificado como Tuner (ou monstro regulador, em português), e 1 ou mais monstros normais, efeito, fusão, qualquer coisa, desde que também não sejam Tuner, dessa forma, os níveis do monstro Tuner somado com os não Tuner deve ser exatamente igual ao nível do monstro Synchro a ser invocado.

No mais, Tag Force 4 é um bom jogo, mas continua com aquele mesmo estilo de história de Tag Force 2 e 3, que enjoa rapidamente.

Confira abaixo algumas imagens do game:

Yu-Gi-Oh! 5d’s: Tag Force 5 (2010 – PSP)

Yu-Gi-Oh! Tag Force nesse momento virou FIFA, é um a cada ano, com algumas skins a mais e as cartas atualizadas. Tag Force 5 continua com a mesma fórmula, a única mecânica diferente no jogo são os monstros Dark Synchro, que consistem em um Tuner do elemento Dark e 1 ou mais monstros não tuner. Ao contrário do que acontece com os Synchro normais, a conta para a invocação dos Dark Synchros é o nível do Monstro não tuner, subtraído pelo nível do Dark Tuner, o resultado da conta deve ser o mesmo do nível do monstro a se invocado, tirando isso, é praticamente o mesmo jogo que o 4, seguindo apenas uma linha de eventos posteriores nos finais de cada personagem.

Confira abaixo algumas imagens do game:

Yu-Gi-Oh! 5d’s: Decade Duels (2010 – PS3)

O primeiro jogo de Yu-Gi-Oh! a ser lançado para Playstation 3, marcando o retorno da série para os consoles de mesa depois de tantos Tag Force sendo lançados exclusivamente para os portáteis, especificamente para o PSP, pois o coitado do Vita foi abandonado pela Sony, e podemos dizer que esse retorno não foi nenhum pouco triunfante, o jogo apresenta duelos lentos, um modo história inexistente e um sistema de progressão horrível.

No jogo devemos vencer a copa Fortune, para isso devemos vencer a primeira chave da copa, composta por 3 duelos contra aqueles personagens que sequer existem na série, e ao final dela devemos ser classificados como um duelista de Rank 1. Após isso devemos vencer a segunda etapa da copa contra os personagens principais de Yu-Gi-Oh! 5D’s, porém começamos com um deck inicial horrível e a única maneira de ganharmos cartas é vencendo os duelos, a cada duelo ganho é nos dado uma carta de recompensa baseado nos nossos pontos ao final da partida, deixando a progressão extremamente lenta e o jogo monótomo. O grande diferencial dele, seja talvez o modo online, onde é possível jogar partidas em equipe, porém cada partida deve durar pelo menos meia hora, uma vez que a velocidade das animações do jogo são extremamente baixas.

Em 2013 foi anunciado Yu-Gi-Oh! 5D’s Decade Duels Plus, que nada mais é do que um update do jogo de 2010, com mais cartas disponíveis e inclusive pacotes de cartas para serem comprados na PS Store, que além das cartas, não acrescenta, nem tira nada, essa versão não será analisada, pois é praticamente o mesmo jogo.

Para os caçadores de troféus, temos pelo menos esse ponto que pode fazer o jogo valer a pena, o jogo não possuí platina, apenas 12 troféus sendo divididos em: 8 troféus de bronze, 3 prata e 1 ouro. Seus objetivos são bem simples de serem realizados na verdade, sendo o único problema o troféu online, que requer vencer 100 partidas em dupla, os demais troféus podem ser facilmente conquistados com um pouquinho de grind offline, como vencer 100 partidas single player e causar 1 milhão de dano aos pontos de vida dos oponentes ao longo das partidas.

Confira abaixo algumas imagens do game:

Yu-Gi-Oh! 5d’s: Tag Force 6 (2010 – PSP)

Se a Konami ficasse 5 anos sem lançar um jogo de Yu-Gi-Oh! e lançasse um jogo completo da geração em questão, com uma história decente o resultado certamente seria bem melhor. O jogo foi lançado apenas no Japão e novamente parece uma grande DLC dos seus antecessores, afinal tem a mesma formula, apenas com novas cartas e agora retratando a terceira temporada do anime nas histórias únicas de cada personagem, nada mais a ser declarado sobre Tag Force 6.

Confira abaixo algumas imagens do game:

Yu-Gi-Oh! Millennium Duels (2014 – PS3)

Dessa vez a Konami deu uma acertada no PS3, Millennium Duels traz as 3 gerações já apresentadas, Yu-Gi-Oh!, Gx e 5D’s, com o acréscimo da geração Zexal, cujo protagonista é Yuma Tsukumo, um jovem duelista amador que almeja ser o campeão mundial de monstros de duelo, apesar de sua inexperiência. Um dia, durante um duelo, ele é visitado por um espírito chamado Astral, esse espírito explica a Yuma que ele está procurando por suas memórias que foram transformadas em 99 monstros de duelo XYZ, ambos partem então para uma jornada a fim de juntos conseguirem seus objetivos.

Os monstros XYZ são a novidade da geração, assim como os monstros Fusão e Synchro, estes também dever estar no Deck Extra para serem invocados, suas invocações são bem simples, basta por exemplo ter 2 ou 3 monstros do mesmo level no campo, quaisquer que sejam, e ativar a invocação XYZ, dessa forma os monstros ficarão empilhados e ao topo da pilha ficará a carta do monstro XYZ, a maioria dos efeitos então funcionará com uma mecânica de acoplar e desacoplar cartas dessa pilha, sendo que, a maior parte dos monstros, ao ficar sem nenhum monstro acoplado, é instantaneamente destruído ou destruído quando atacado por um monstro inimigo, sem ao menos passar pela fase de calcular o dano.

Yu-Gi-Oh! Millenium Duels nos transporta por todas as 4 gerações, seguindo uma certa cronologia dos fatos da série, ao concluir uma geração a próxima é desbloqueada, ao concluir as 4 um modo expert é desbloqueado, onde duelamos contra os mesmos oponentes, mas com decks avançados. O jogo porém não possuí aquele mundo separado por cenários como nos da série Tag Duel, e segue apenas uma chave de duelos com alguns diálogos, voltando a um estilo mais ou menos novel de contar a história, o grande foco encontra-se nos duelos.

Para os caçadores de troféus, o jogo não possui platina, apenas 12 troféus, sendo divididos em: 7 troféus de bronze, 4 prata e 1 ouro. Novamente os objetivos são bem simples, muitas vezes desbloqueados apenas jogando a campanha uma única vez, sendo os mais difíceis os troféus online, que requerem vencer 15 partidas ranqueadas online e jogar 30 partidas online, o grande problema é que no modo ranqueado nos depararemos com decks competitivos que fazem combos absurdos e vencem o jogo em 2-3 turnos, e muitas vezes quando estamos perto de vencer, o oponente desconecta da partida, não contabilizando a vitória a nosso favor.

O problema do jogo, assim como seu antecessor do PS3, encontra-se na forma como ganhamos cartas, sendo 1 a cada vitória, o que torna a construção de um deck consistente extremamente lenta.

Confira abaixo algumas imagens do game:

Yu-Gi-Oh! Arc-V Tag Force Special (2015 – PSP)

Tag Force Special foi lançado apenas no Japão, mas caso queira jogar, existem várias Isos para emulador de PSP na internet, inclusive em português. O jogo mistura elementos de Millennium Duels com os outros Tag Force já lançados, no sentido de que, temos todas as 5 gerações em único game, Yu-Gi-Oh!; Gx; 5D’s; Zexal e a nova geração Arc-V. Assim que entramos no modo história é possível escolher qual geração queremos jogar e também com qual personagem queremos fazer dupla, havendo 5 parceiros disponíveis em cada geração, 3 iniciais e outros 2 que são liberados conforme zeramos o jogo.

Outro ponto similar, agora voltado a série Tag Force, é o sistema de progressão, que continua o mesmo, devemos maximizar os corações duelando, sendo possível duelar sozinho, em duplas, ou assistir o parceiro duelar, a cada coração preenchido, um novo evento é desbloqueado. Porém dessa vez não podemos mais controlar nosso personagem no mapa, apenas mover um cursor sob os locais e em cada local há um duelista, assim escolhemos as opções citadas acima.

O jogo conta com um número expressivo de cartas, são mais de 7000, a novidade da vez, como dito anteriormente é a geração Arc-V, protagonizada por Yuya Sakaki, um estudante da escola de duelistas que almeja se tornar um duelista de entretimento profissional, uma vez que monstros de duelo agora fazem parte do showbiz graças a um sistema chamado visão sólida, que permite os chamados duelos de ação, um duelo onde os monstros e o duelista se tornam um só.

O grande diferencial da geração no quesito monstros de duelo se encontra nos monstros pêndulo, pendulum monsters. Para os que não estão familiarizados, eles são monstros que podem ser utilizados tanto como monstros de duelo, quanto para a nova funcionalidade, o pêndulo. Para essa nova função foram adicionados dois espaços extras nas laterais do campo, cada monstro pêndulo possuí um cristal azul e um vermelho indicando um número em cada um, sendo o azul significando o nível minimo + 1 e o vermelho o nível máximo – 1, ou seja, se colocarmos na zona de cristal azul, um monstro que indique no cristal azul o número 3 e na zona oposta um monstro que indique em seu cristal vermelho o número 8, isso significa que, uma vez por turno, podemos invocar de forma especial por meio da invocação pêndulo um monstro entre os níveis 4 e 7, isso é claro, se o texto do monstro permitir, afinal temos monstros que só podem ser invocados de forma especial com condições específicas.

Confira abaixo algumas imagens do game:

Yu-Gi-Oh! Legacy of the Duelist (2015 – PS4)

Chegamos ao PS4, assim como em Arc-V Special temos as 5 gerações lançadas, Yu-Gi-Oh!; Gx; 5D’s; Zexal e Arc-V. O jogo base conta com 7484 cartas, e aproximadamente 90 personagens, todos os que tiveram relevância no desenvolvimento da história dos animes, aqueles personagens aleatórios presentes na série Tag Force, que estão lá para tapar buraco não existem aqui. Com o tempo, alguns duelos foram, e vêm sendo, adicionados à PS Store como DLCs, trazendo consigo mais decks com cartas diferentes.

O jogo se assemelha bastante a Millennium Duels, no qual apenas seguimos uma série de combates na ordem cronológica dos animes, sendo possível utilizar o deck da história, como por exemplo no duelo de Yu-Gi-Oh! entre Yugi e Kaiba, ao selecionar o deck da história, o deck que utilizaremos será o mesmo utilizado por Yugi no anime em seu duelo contra Kaiba, mesmo que não tenhamos essas cartas em nossa coleção.

É claro que em alguns duelos há leves mudanças no deck, afinal, várias cartas que aparecem no anime tem seus efeitos completamente distorcidos e várias cartas são até mesmo exclusivas da adaptação para série animada, como é o caso daquela flecha que Yugi funde com o seu mamute fantasma para apodrecer o Dragão Supremo de Kaiba no arco da Ilha dos Duelistas.

Além do deck da história, é possível também escolhermos um deck customizado para duelarmos, e o que deixa as coisas mais interessantes é o fato de não haver nenhuma trava no jogo que lhe impeça, por exemplo, de usar monstros XYZ que só surgem na 4ª geração, Zexal, em algum duelo no modo história da 2ª geração, Gx, onde o enfoque é bem mais em monstros fusão e os XYZ sequer existiam.

Ao concluirmos um duelo liberamos o duelo reverso, que como o próprio nome sugere, trocamos os papeis, ao invés de jogarmos com o personagem principal da trama, jogamos com seu antagonista no duelo em questão. Concluindo os modos história, liberamos o modo Challenge, que, assim como em Millenium Duels, duelamos contra os mesmos oponentes do modo história, porém seus decks são bem mais refinados.

Nesse jogo também temos uma loja onde podemos gastar nossos Pontos de Duelo para comprarmos packs, cada pack contém 10 cartas, o que acelera bastante a construção de decks e nos poupa horas de farm e dependência do RNG para obtermos bons drops ao final dos duelos.

Como Legacy of the Duelist não traz nenhuma geração nova, na verdade quase corta a geração Arc-V, pois o jogo base conta com apenas uns 2 duelos dessa geração, posteriormente alguns duelos da série Arc-V foram adicionados à PS Store, mas custam quase 16 reais. Enfim, a novidade que o jogo nos traz é um novo modo de jogo, o modo Draft, para aqueles mais chegados em TCGs, esse formato se assemelha bastante ao modo Arena de jogos como Hearthstone e Hand of the Gods. Nesse modo de jogo pagamos uma taxa de 2000 pontos de duelo para participarmos, e escolhemos um conjunto de packs, esses packs são abertos e então devemos montar um deck com no mínimo 20 cartas que vieram desses packs e então devemos passar uma série de duelos com esse deck improvisado.

Para os caçadores de troféus, Legacy of the Duelist também não possui platina, apenas 21 troféus, sendo todos de bronze, que são todos facilmente obtidos conforme jogamos a campanha, até mesmo os troféus online estão mais fáceis aqui, sendo preciso vencer apenas 2 partidas, uma ranqueada e outra não ranqueada, porém continuamos com o mesmo problema de jogadores desconectando da partida quando estão prestes a perder, outros que deixam o controle ocioso e jogam apenas quando faltam 10 segundos para acabar o turno para que você se renda do duelo por exaustão, e por aí vai.

Confira abaixo algumas imagens do game:

Considerações Finais

Como pudemos notar, Yu-Gi-Oh! tem uma vasta gama de jogos, todos com seus pontos fortes e fracos, isso sem contar com os jogos exclusivos de outras plataformas como Game Boy Color e Advance, Nintendo Wii, Nintendo Ds e 3Ds, Switch, PC, Android, IOS, mas que por enquanto vamos focar apenas nos lançados para os consoles da Sony, afinal a série possui mais de 50 jogos lançados até o momento.

De qualquer forma, é interessante analisarmos a linha cronológica do lançamento dos games para percebermos como a série foi crescendo, se desenvolvendo, às vezes caindo no mais do mesmo, e como apesar disso a série se esforça em tentar se renovar.

Muitas vezes, durante o especial pegamos um pouco no pé das inúmeras sequências de Tag Force, ressaltando que isso não significa que os jogos sejam ruins, porém uma coisa que percebi durante minha experiência com eles foi que, apesar de trazer a atualização das cartas e um novo pedaço da história da série, o que é muito bom, em momento algum o jogo se esforça em te trazer para o universo da série, digo isso pois, afinal, ao fazer dupla com algum personagem, é possível farmar os corações apenas com os sanduíches, ou em duelos contra aqueles personagens que possuem todos os mesmos rostos com cores de cabelo diferentes, não sendo necessário jogar contra vários personagens relevantes para a série durante a jogatina, como acontece por exemplo em Tag Force 5, onde é possível concluir a história de Yusei sem ao menos duelar contra Jack ao menos uma vez, deixando o jogo em sistema de farm de corações que leva poucos minutos e após isso 4 ou 5 eventos que ao serem concluídos, terminamos o jogo.

Jogos como Capsule Monster Coliseum e Duelist of the Roses, possuem alguns pontos que causam estranheza ao jogador, seja por suas regras, efeitos dos monstros, enfim, tudo citado anteriormente, porém é complicado julgá-los, afinal, a proposta deles é extremamente diferente. Assim como Monster Capsule: Battle and Breed, que foi lançado em um momento em que os monstros de duelo ainda estavam em uma fase embrionária, tanto é que o monstro que mais se assemelha com algo que conheçamos hoje em dia é o dragãozinho que é parecido com o Olhos Azuis de Kaiba, ou até mesmo Forbidden Memories, que apesar de ser no estilo de duelo de cartas, as regras do TCG ainda não estavam bem definidas quando o jogo foi lançado.

De qualquer forma, Yu-Gi-Oh! é uma série que vale muito a pena ser conferida pelo menos uma vez por todo fã de TCG, de jogos baseados em animes. Até mesmo para os fãs de RPG existem os jogos com uma jogabilidades mais tática, enfim, existem jogos para quase todos os gostos. Menos Decade Duels, esse é ruim mesmo.

Obrigado pela atenção se você teve a paciência de ler até aqui, deixe nos comentários o que achou do especial, criticas construtivas sempre são bem vindas! Comente também qual seu jogo preferido da série e que jogo gostaria de ver em um especial futuro.

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