Toda paixão tem um começo, e com Harry Potter não foi diferente. Há mais de 10 anos, foi publicado o livro Harry Potter e a Pedra Filosofal, e em 2001 foi lançado o filme do mesmo, sendo muito bem direcionado pelas mãos de Chris Columbus, que adaptou o livro sem perder a essência e magia do enredo. Porém, como acontece em toda adaptação, é normal algumas partes serem encurtadas, omitidas, ou, até mesmo, alteradas. No caso dessa preciosidade o diretor, junto com a escritora J.K. Rowling, e toda a equipe de produção, transformou mais de 200 páginas em duas horas e meia de filme sem modificar tanto a história.

Desde o começo alguns detalhes foram retirados para reduzir um pouco a história, como o modo que Harry é deixado na porta dos Dursley quando bebê, que no livro é bem mais explicado o motivo por estarem deixando o menino ali, e o engraçado fato de Dumbledore estar comendo sorvete neste momento. Outros detalhes também foram retirados, como o dia-a-dia da família Dursley, que no livro mostrou que eles tinham um contato maior do que eles pensavam com o mundo bruxo, e o jeito que Harry demonstrava desde pequeno os sinais de magia, por exemplo, quando fazia seu próprio cabelo crescer muito de um dia para o outro.

Quando Hagrid leva a carta de Hogwarts ao Harry, o menino está em um casebre, e é naquele mesmo lugar que ele fica sabendo o verdadeiro motivo pela morte dos pais, em vez de ser no Beco Diagonal como no filme. Tanto que em um momento de raiva do Tio Válter, Hagrid coloca o rabo de porco no Duda, e ele não estava comendo o bolo de aniversário sem permissão, nem diz se Duda comeu o bolo de Harry no livro.

Alguns detalhes não são de extrema importância, porém, para os fãs, os detalhes sempre fazem a diferença: Como Harry não ter ficado direto com Hagrid até embarcar para Hogwarts, por exemplo. O garoto foi ao Beco Diagonal para comprar seus materiais e uniforme, retornando à casa dos seus tios, onde ficou no quarto dos brinquedos quebrados do Duda, em vez de ficar no armário embaixo da escada, e que só aparece no segundo filme esse quarto. Alias, foi no Beco Diagonal enquanto comprava seu uniforme que Harry conheceu Draco Malfoy e não no primeiro dia na escola, como mostrou o filme.

Uma mudança, que de certa maneira ficou até mais legal, foi a numeração da plataforma, de nove e meio para nove três quartos, nos filmes. Tanto que os Dursley acham uma loucura uma passagem de trem com esse número.
Já dentro da Escola de Magia e Bruxaria algumas informações também foram omitidas e alteradas, como as brincadeiras do fantasma Pirraça, o Poltergueist, e as escadas que não se mexem, detalhe que no filme faz muita diferença.

O modo como Harry ganha a vassoura, Nimbus 2000, sendo diminuída para o trio abrindo o embrulho e admirando, entretanto, no livro o presente tem que passar por uma vistoria realizada pela professora McGonagall, podendo usar o presente apenas um tempo depois.

Falando em vassoura, uma das cenas que deixou os espectadores mais preocupados foi quando Harry teve sua vassoura azarada no jogo de quadribol e apenas Hermione o socorre colocando fogo nas vestes de Snape, atrapalhando, assim, o feitiço de Quirell, porém no livro todo o jogo para e todos tentam ajuda-lo.

Hagrid sempre teve gostos um pouco diferentes em relação aos seus animais de estimação, o dragão norueguês, Noberto, foi o queridinho dele e foi mandado para a Romênia por Harry e Carlinhos, irmão mais velho de Rony, fato que foi cortado para apenas um “Dumbledore o mandou para Romênia”, sendo que Dumbledore nem interviu em nada.

Inclusive, foi assim que Harry, Hermione, Neville Longboton e Malfoy foram parar na detenção. Diferente do filme, que Harry, Hermione, Rony e Malfoy são pegos fora do castelo à noite e por isso para a Floresta Negra. No livro Rony tinha sido mordido pelo dragão e não poderia sair, por isso, Harry foi entregar Noberto para Carlinhos com a ajuda de Hermione, e Nevile tentou avisá-los que Malfoy descobriu o plano e ia dedurá-los. A estratégia de colocar Rony agrada muito mais o público por vermos o trio passando por tudo juntos.

Embarcando na busca pela Pedra Filosofal, o filme omite algumas informações sobre quem é Nicolau Flamel, por não fazer tanta diferença no desenvolvimento do filme.

Uma das grandes alterações que houve no filme foi nas cenas de desafios para chegar até a Pedra Filosofal. No livro, são sete desafios, feitos cada um por um professor. O primeiro era o cão de três cabeças da Hagrid, o Fofo, o segundo foi o visgo do diabo colocado pela professora de herbologia, Sprout, o terceiro foram as chaves aladas da professora Flitwich, com algumas diferenças, pois no livro os três sobem em vassouras para pegar a chave, enquanto no filme foi apenas o Harry, e o quarto foi o xadrez bruxo, pensado pela professora McGonagall, porém apenas quem fica é o Rony, Hermione continua para o próximo desafio com Harry. O quinto desafio, que foi excluído no filme, foi o trasgo montanhês colocado por Quirell, para ser derrotado, o sexto desafio, que também foi retirado no filme, foi desenvolvido por Snape, que fez sete poções porém apenas uma seria a certa, Hermione descobriu a correta deixando Harry prosseguir, sendo o último, o espelho de Ojesed colocado por Dumbledor, mostrando onde ela estava, para quem precisa pegar a pedra sem querer utilizá-la.

Mesmo não ficando exatamente igual, o diretor Chris Columbus conseguiu passar toda a emoção e magia das páginas para as telonas e emocionou cada fã e até mesmo quem nunca leu os livros hoje conhece o menino que sobreviveu.