Olá, Luthor de Cancêr chegou, para falar sobre uma das sagas mais interessantes, triste e posso dizer que a minha preferida de Saint Seiya (ou CDZ, para os íntimos que assistia na TV Manchete no ano de 1994) que é A Saga de Asgard (1988–1989). Não entrarei em detalhes sobre o enredo, para não estragar uma possível experiência de quem ainda não assistiu.

 

 

Saga de Asgard é um dos arcos principais do anime Os Cavaleiros do Zodíaco, criado por Masami Kurumada. É exclusivo do anime, tendo sido criado pela produtora Toei Animation, a Saga de Asgard surgiu em decorrência do anime ter alcançado a Saga de Poseidon, e o Masami Kurumada, criador da série, precisava de tempo para desenvolver com segurança a nova fase do mangá. Esta Saga não nasceu do nada: ela é baseada no capítulo do mangá chamado “Natassia do País do Gelo”, uma história solo do Hyoga.

 

A Saga se inicia com a representante de Odin na Terra, Hilda de Polaris, orando no meio do gelo por seu Deus.

“Odin, Senhor de Asgard, somos o povo do Extremo Norte do Mundo, isolado pelo gelo e pela neve. Jamais vimos a Luz do Sol, nem os Campos Verdes e nem o Azul do Céu. Mas nós aceitamos este sacrifício em nome da salvação de todo o mundo, acreditando que esta é a provação imposta pelo nosso grande mestre: estamos contentes em aceitar e suportar o destino que o Senhor nos reservou em nome do amor e da paz de tudo que existe sobre a Terra”. 

 

Subitamente, ela foi interrompida por um cosmo grandioso que passa a se comunicar com ela, incitando que ela ataque o Santuário e tome posse da Terra. Após a recusa, uma onda gigantesca a ataca, e ela cai desmaiada.

Ao despertar, em seu dedo está o Anel de Nibelungo – sua expressão bondosa desaparece, e ela convoca os Sete Guerreiros Deuses de Odin: Siegfried de Dubhe, Estrela Alfa; Hagen de Merak, Estrela Beta; Thor de Phecda, Estrela Gama; Alberich de Megrez, Estrela Delta; Fenrir de Alioth, Estrela Épsilon; Shido de Mizar, Estrela Zeta e Mime de Benetnash, Estrela Eta.

Tais guerreiros representam as estrelas da constelação de Ursa Maior.

A Constelação da Ursa Maior é uma das mais facilmente identificáveis nos céus noturnos do hemisfério norte e as suas estrelas principais conferem a esta constelação uma imagem muito característica. Ela é a constelação mais importante das regiões nórdicas, tanto que por lá não é chamada de Ursa Maior, e sim chamada de “A Carruagem de Odin”. Segundo a mitologia nórdica, cada uma das estrelas que compõem a Ursa Maior são criaturas mitológicas escolhidos pelo deus Odin para formar parte desta constelação no céu. Esta constelação localiza-se muito próximo do pólo norte celeste. Percebe-se a proximidade da UMa relativamente à Estrela Polar (Polaris), estrela alfa, localizada na constelação da Ursa Menor e que coincide quase com o Pólo Norte Celeste. A região ocupada pelas sete estrelas é apenas uma pequena parte de toda a constelação. Na verdade a Ursa Maior ocupa uma área muito mais vasta (é na realidade a terceira maior constelação) fazendo fronteira com outras oito constelações.

Odin confiou a cada guerreiro deus a guarda de uma safira. Ao reunir todas as safiras, é possível despertar a poderosa Armadura de Odin.

Guerreiros Deuses:

Thor (Guerreiro Deus de Phecda, Estrela Gama da constelação de Ursa Maior). Antes de se tornar guerreiro deus, dividia sua comida com os pobres de Asgard. Têm como arma o martelo Mjöllnir (Miolnir), e trava uma luta intensa contra Seiya de Pégaso, que o derrota. Seu golpe principal é o Hércules Titânico. Seiya admite que Thor foi o homem mais forte que ele havia enfrentado desde então e fica impressionado com seu poder.

Fenrir (Guerreiro Deus de Alioth, Estrela Épsilon da constelação de Ursa Maior). Fenrir quando criança perdeu seus pais, mortos por um gigantesco urso. Porém, Fenrir foi salvo por uma alcatéia de lobos e desde então passou a não confiar em humanos. Enfrenta Shiryu de Dragão e quase o mata com a ajuda dos seus amigos lobos, porém no fim Shiryu apela, usando um Cólera do Dragão em uma cachoeira congelada para acabar com ele. Seu golpes são: a Garra do Lobo Assassino e o Golpe do Lobo Imortal.

Hagen (Guerreiro Deus de Merak, Estrela Beta da constelação de Ursa Maior). Um dos guerreiros mais leais a Hilda, juntamente com Siegfried. Têm uma relação especial com Freya, a irmã de Hilda. Desde a infância treinou em uma caverna vulcânica. Domina tanto o fogo quanto o gelo. Luta com Hyoga de Cisne , mas acaba perdendo, não acreditando que Hilda estava enfeitiçada. Seu golpes são a Força Congelante e o Raio de Fogo.

 

Mime (Guerreiro Deus de Benetnasch, Estrela Eta da constelação de Ursa Maior). Quando tinha onze anos, Mime matou seu pai de criação, Folken. Depois disso, parou de demonstrar sentimentos, mas lutando contra Ikki de Fênix, o guerreiro acaba se arrependendo dos seus pecados. Usa uma Harpa de Arco para lutar. Seu golpe é o Réquiem de Cordas, também possui um ataque de múltiplos raios à velocidade da luz semelhante ao de Saga de Gêmeos e Aiolia de Leão.

 

Alberich (Guerreiro Deus de Megrez, Estrela Delta da constelação de Ursa Maior). Era o único dos guerreiros deuses que sabia que Hilda estava dominada pelo feitiço do anel do Nibelungo, tendo inclusive visto a cena. Tendo em vista tal situação, resolveu se aproveitar da luta entre os guerreiros deuses e os cavaleiros de bronze para conquistar o mundo. Aproveitando a sua inteligência acaba quase vencendo todos os cavaleiros de Atena, acaba sendo derrotado por Shiryu. Pretendia conseguir todas as safiras de Odin para conseguir a armadura de Odin e controlar o mundo no lugar de Hilda. Seus golpes são a Couraça de Ametista, a Espada de Fogo e a Unidade da Natureza.

 

Shido (Guerreiro Deus de Mizar, Estrela Zeta da constelação de Ursa Maior). Um dos mais fortes guerreiros deuses, é o primeiro a enfrentar os cavaleiros de Atena, e o único a enfrentar um cavaleiro de ouro, Aldebaran de Touro. Seus golpes são o Impulso Azul e as Garras do Tigre Negro.

 

Bado (Guerreiro Deus de Alcor, Estrela Zeta da constelação de Ursa Maior). Irmão gêmeo de Shido. Quando pequeno foi abandonado por sua família, já que em Asgard acreditava-se que gêmeos davam má sorte. Sempre ataca junto com seu irmão, porém nunca aparece. Só aparece quando seu irmão é atacado fortemente por Ikki, tentava conseguir a safira de seu irmão, mas acabou levando um golpe mais forte de Ikki, que é pego de surpresa por Shido que confessa que sua família nunca o esqueceu e segurando Ikki manda seu irmão atacar, mesmo correndo risco de morte. Mas Bado, vendo que amava seu irmão não o atacou e Shido morreu. Em homenagem ao seu irmão levou o corpo dele para ser enterrado na cidade natal de seus pais. Seu golpe é a Garra do Tigre da Sombra.

 

Siegfried (Guerreiro Deus de Dubhe, Estrela Alfa da constelação de Ursa Maior). O mais poderoso dos guerreiros deuses e o mais leal a Hilda junto com Hagen. Diz a lenda, que ele derrotou o dragão Fafner e se banhou com seu sangue. Por também ser um guerreiro com poderes baseados em dragões, tem um único ponto fraco, assim como Shiryu, mas mesmo assim sobreviveu após levar três golpes neste ponto, sendo um mais forte que o outro. Quando ia ser derrotado por Seiya, Sorento de Sirene surge e diz que Siegfried deveria se submeter a Poseidon. Siegfried, já ferido do combate com Seiya, não tem mais forças para combater Sorento e usa um ataque final suicida, tal qual o Último Dragão de Shiryu, sumindo no horizonte junto com Sorento. Seu ataques são a Espada de Odin e o Vendaval do Dragão.

 

 

Para você que está começando agora a ver animes ou nunca viu uma saga filler de qualidade, veja essa saga, possui um roteiro mais elaborado, não apenas para enrolar, criar situações que não se encaixam na trama principal, aqui, você se prende na estória, cria empatia inclusive pelos guerreiros deuses, cada um com uma estória bem escrita e desenvolvida.

 

A presença da Saga de Asgard alterou alguns pontos do enredo do mangá:

  1. A restauração das armaduras de bronze destruídas na Batalha das Doze Casas;
  2. Quem Sorento de Sirene, General Marina de Poseidon, enfrenta antes dos cavaleiros de bronze irem ao Templo Submarino;
  3. Como Saori encontra Poseidon;
  4. O local secreto que dá passagem ao Templo Submarino

Fora esses pontos acima, a Saga de Asgard não altera nada mais no enredo e não acrescenta nada também.

Com muitos temas emocionantes, estórias de personagens bem desenvolvidas, Asgard é um trunfo á parte.

 

  • Pontos à favor

– Temas emocionantes
– Belos cenários
– Lutas marcantes (Mime vs Shun e Ikki, Hyoga vs Hagen, Siegfried vs Seiya)
– Ambientação contagiante (dá pra sentir frio, em algumas horas de tanto gelo que aparece…kkk)

 

  • Pontos negativos

– A constante situação de todos cavaleiros desmaiarem e colocarem toda responsabilidade das lutas nas costas de algum dos Bronzes

Por fim, a cena mais emocionante para mim, foi Saori levantar no final, com todos os cavaleiros assistindo, depois da Oração de Hilda…. uma cena de muita emoção, com toda a certeza uma das melhores de todas as sagas de cdz. Depois de tudo o que eles sofreram, foi um final digno.

 

Ficha Técnica

AnimeSaint Seiya

Mangá: Nenhum

AberturaSoldier Dream

EncerramentoBlue Dream

Data de exibição: 14 de Maio 1988–05 de Novembro de 1989

Nº de episódios: 26

Emissora de TV: TV Asahi

Álbum de trilha sonora relacionado: TV Original Soundtrack VI — Golden Ring Chapter.

 

 

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