ESPECIAL TG | Jogo: TOP 10 games dos anos 80, segundo Teoria Geek

Embora o primeiro jogo eletrônico interativo com display eletrônico tenha surgido em 1947, e alguns games relevantes para a indústria de games tenham sido criados nos anos 70, na primeira geração de consoles, os games mais memoráveis para muitos de nós, bem como alguns dos mais importantes e que ditaram tendências, surgiram somente a partir da metade da segunda geração de consoles, lançados nos anos 80. Aproveitando o fim da década de 2010 (para alguns, para outros somente no fim deste ano, em 2020), decidimos fazer um especial dividido em 5 partes, abrangendo os 10 melhores games das 4 últimas décadas (uma década por parte), segundo o site, com o encerramento com um TOP 10 dos melhores games de todos os tempos. Lembrando que os games serão ordenados apenas por ordem de lançamento. Sem mais delongas, fiquem com a primeira parte do especial, os 10 melhores games dos anos 80:

*As referidas datas abaixo correspondem ao primeiro lançamento mundial do game citado, sendo a maioria delas correspondentes à data de lançamento japonesa.

Super Mario Bros. – 13 de setembro de 1985 (NES)

Lançado pela Nintendo em 1985, é considerado um clássico indiscutível, sendo um dos primeiros jogos de plataforma side-scrolling e um dos primeiros sucessos do designer de jogos japonês Shigeru Miyamoto. O jogo foi o principal responsável pelo sucesso inicial do NES e inspirou incontáveis imitações que ajudaram a consolidar o estilo de jogos de plataforma, gênero este que seria o mais popular até o início da geração 128 bits. A música tema do jogo escrita por Koji Kondo é reconhecida em todo o mundo, mesmo por aqueles que nunca jogaram o jogo, e tem sido considerada uma representação da música dos videogames em geral.

The Legend of Zelda – 21 de fevereiro de 1986 (NES)

The Legend of Zelda nasceu no NES, e estava bem à frente do seu tempo. Como uma história montada a partir das aventuras que Shigeru Miyamoto viveu em sua infância, o título cativou uma legião de pessoas e continua a cativar até os nos dias de hoje. No game, você controla Link, um jovem guerreiro destinado a salvar a princesa Zelda de um mal iminente. The Legend of Zelda  tinha em sua alma algo que fugia dos padrões da época, que era tomado por linearidade na maiorias do jogos. Aqui você possui a escolha de tomar outros caminhos, que consequentemente te levarão a novos desafios. Muitos o consideram como o primeiro exemplo do gênero de mundo-aberto pela ausência de linearidade.

Dragon Quest – 27 de maio de 1986 (NES)

Desenvolvido pela Enix (antes da fusão com sua maior rival, a Squaresoft), com direção e roteiro de Yuji Horii, character design de Akira Toriyama e músicas de Koichi Sugiyama, Dragon Quest (Dragon Warrior no ocidente, até o 7º título da franquia) nos coloca na pele de um herói sem nome, descendente de Erdrick (Loto em japonês), o grande responsável por salvar a terra de Alefgard em um passado distante. Por conta dessa sua linhagem, o rei lhe dá a missão de resgatar a princesa e recuperar a orb of light roubada por Dragonlord (Ryuou), um grande vilão que pretende afundar a terra nas trevas. Lançado em 1986, o jogo foi responsável por firmar as bases dos JRPGs que conhecemos e até hoje influencia inúmeras obras japonesas, seja nos videogames ou fora deles. O sucesso dos jogos é tão grande que, no Japão, seus lançamentos passaram a ser aos finais de semana, para que assim os fãs não faltassem seus compromissos (trabalho, escola) para adquirir os jogos.

Metroid – 6 de agosto de 1986 (NES)

Um clássico que estimulou a percepção de um gênero, que quebrou um tabu, e se consolidou como umas das melhores franquias da Nintendo. Inspirado nos filmes de Alien, aqui você encarna na pele de Samus Aran, uma caçadora de recompensa espacial. O jogo chegou em 1986 para o NES, e logo chamou a atenção pelo seu sistema de exploração e confinamento, além de um mapa incrível para a época e um sistema que logo mais à frente seria rebatizado para “Metroidvania“, uma referência às franquias Metroid e Castlevania (mais especificamente a partir de Symphony of the Night, de PlayStation 1 e Sega Saturn), duas grandes franquias que usavam o mesmo sistema de jogabilidade 2D sidescrolling, focados na exploração, backtracking e resolução de puzzles. Muitos jogadores foram pegos de surpresa naquela época, ao descobrir apenas no fim do jogo, que o personagem na verdade era uma mulher.

Contra – 20 de fevereiro de 1987 (Arcade)

Lançado pela Konami em 1987 nos arcades, com ports posteriormente lançados para consoles domésticos, Contra foi o primeiro jogo da série Contra. Grande parte da popularidade do jogo vem de seus multiplayer simultâneo, algo incomum em jogos daquela época. O jogadores assumem o controle de soldados enviados para infiltrar a ilha sede de um exército alienígena chamando Red Falcon e frustrar sua conspiração para invadir a Terra. O flyer promocional japonês para a versão arcade situa o jogo no tempo especificamente no mês de dezembro de 2633 d.C. O jogo consiste em avançar oito níveis do jogo com três vidas inicialmente e com o jogador equipado com um rifle, os protagonistas podem mover-se e saltar simultaneamente enquanto disparam nos inimigos. O jogo recebeu ports para o Nintendo Entertainment System, ZX Spectrum, Amstrad CPC, MS-DOS, MSX e Commodore 64.

Final Fantasy – 18 de dezembro de 1987 (NES)

Desenvolvido e publicado pela Squaresoft no Japão pela primeira vez em 1987, trata-se do primeiro título da série Final Fantasy, série esta de RPGs eletrônicos. Lançado originalmente para o Nintendo Entertainment System, foi um enorme sucesso comercial, recebeu críticas positivas e gerou inúmeras sequências e obras em outras mídias que formaram a franquia Final Fantasy. A história segue quatro personagens nomeados de Guerreiros da Luz, com cada um carregando uma das quatro orbes elementais de seu mundo que foram escurecidas por quatro demônios. Eles partem juntos para derrotar as forças do mal, restaurar a luz das orbes e salvar seu mundo. Uma curiosidade é que, nos anos 90 e 2000, difundido-se por boca a boca e revistas de videogames, criou-se o mito de que o nome do game teve origem porque a companhia responsável por ele, a Square, estava com dificuldades financeiras, e esta seria sua cartada final, sua Fantasia Final. Contudo, conforme relatado pela Famitsu em 2015, o criador da série, Hironobu Sakaguchi, durante uma entrevista sobre a história dos JRPGs, disse que a ideia original era atribuir ao jogo um título que pudesse ser abreviado para “FF” em inglês (em japonês, pronunciado como “efu efu”), com a abreviação sendo um bom som para os ouvidos japoneses.  O título original seria Fighting Fantasy. Porém, na mesma época, havia um jogo de tabuleiro com o mesmo nome. Por causa disso, o título foi alterado para Final Fantasy. O título acabou sendo muito importante para a popularização dos JRPGs.

Ninja Gaiden – 9 de dezembro de 1988 (NES)

Conhecido no Japão como Ninja Ryukenden, Ninja Gaiden se tornou um clássico sem precedentes. Inicialmente sendo um exclusivo de NES, o jogo não só trouxe ação desenfreada e uma dificuldade absurda, como também foi pioneiro na técnica de mostrar cutscenes entre as fases, para um melhor aprofundamento do enredo. Em sua história, Ryu Hayabusa é o descendente de um clã de ninjas possuidores da Espada do Dragão. Após a morte de seu pai, ele deve ir até os Estados Unidos para descobrir os segredos por trás de uma estátua misteriosa. Além do jogo original, Ninja Gaiden ainda recebeu mais duas sequências que fechavam a história da trilogia, e ainda contou com uma trilogia moderna trazendo uma nova história e um novo fôlego para Ryu Hayabusa.

Mega Man 2 – 24 de dezembro de 1988 (NES)

Criado pela Capcom, Mega Man II (Rockman 2 no Japão) é um jogo de aventura e plataforma, lançado diretamente para o NES, assim como seu antecessor e suas 4 sequências. Na época do lançamento, Mega Man II chamou rapidamente a atenção da comunidade gamer, tornando- se um dos jogos mais populares já lançados para o Nintendo Entertainment System, e lembrado até hoje por muitos jogadores da geração NES, sempre lembrado por seu estilo de jogo, qualidade gráfica e memorável trilha sonora. Foi o primeiro jogo da série Mega Man a possuir a opção “Continue”, e também a possuir o sistema de “Password”, dando a opção ao jogador de interromper e recomeçar o jogo novamente da fase onde parou, mesmo depois de ter desligado o videogame.

Castlevania 3 – Dracula’s Curse – 22 de dezembro de 1989 (NES)

Lançado em 1989 no Japão para o NES, o terceiro game da franquia chegou apenas na década de 90 em território ocidental. Dracula’s Curse teve um papel importantíssimo para série e para Konami, já que Castlevania 2: Simon’s Quest acabou não agrandando tanto quanto Castlevania (1986). O então novo título da franquia foi desenvolvido apostando na fórmula do primeiro jogo, com jogabilidade praticamente igual e cores mais vivas, abandonando os tons mais escuros do jogo anterior. Entretanto, Dracula’s Curse trouxe diversas novidades, como o novo protagonista: Trevor Belmont, e diversas mudanças implementadas no gameplay, com destaque para os múltiplos níveis, que permitia o jogador escolher o caminho que desejaria seguir, e o recrutamento de novos personagens, dentre os quais tínhamos: Grant (o pirata), Sypha (a maga) e Alucard (o vampiro) – É, jovem! A primeira aparição do filho de Drácula não foi no Symphony of Night! – cada um com habilidades únicas e bastante úteis, facilitando de forma considerável a elevada dificuldade do jogo, mas principalmente aumentando o fator replay. Castlevania 3: Dracula’s Curse é considerado o melhor Castlevania do NES e um dos melhores jogos da franquia Pre-Symphony of the Night. Apenas a nível de curiosidade, a adaptação da série para o Netflix é focada no enredo desse game.

Final Fight – dia exato não especificado, em dezembro de 1989 (Arcade)

Considerados por muitos o melhor jogo de beat’n up, no estilo de “porradaria”, Final Fight é um jogo lançado originalmente pela desenvolvedora Capcom em dezembro de 1989 e além disso, é o 7º jogo lançado para seu sistema de arcade CPS-1 (Capcom System 1). A história tem início quando a jovem Jéssica, a filha de Haggar, prefeito de Metro City, é capturada pela gangue das ruas chamada de “Mad Gear“, que tem o objetivo de dominar a cidade completamente, sem a interferência de ninguém. Resumindo, o jogador deverá encarar 6 fases e escolher dentre os personagens Guy, Cody e Haggar. Guy é lutador do estilo ninjitsu se destaca pela agilidade e facilidade de pular em objetos e paredes. Haggar, pai de Jéssica, é lento, mas tem habilidade de sobra para utilizar canos de ferro e espadas. Já Cody, é um lutador no estilo “porradeiro”, é o mais equilibrado dentre os personagens, consegue segurar facas, sem soltá-las e costuma ser o preferido da galera. Final Fight além de manter todas as tradições culturais da geração dos anos 80, teve algumas versões disponíveis para as plataformas: Arcade, Amiga, Amstrad CPC, Atari ST, Commodore 64, Sega CD, ZX Spectrum, Super NES, Sharp X68000, e até mesmo um remake para Game Boy Advance chamado de “Final Fight ONE“. PlayStation Portable (PSP), PlayStation 2, XBOX receberam a versão de Arcade em coletâneas da Capcom. Apesar de ser um jogo curto, é divertido e desafiante para todas as idades.


E aí, gostou da lista? Discorda de algum game ou tem uma lista diferente em mente? Deixe seu comentário abaixo!

Em breve sai a lista dos anos 90! Fiquem ligados!


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