Hoje, 1 de maio é o dia da Literatura Brasileira e um dos maiores autores nacionais, Pedro Bandeira, indicou 7 livros indispensáveis para leitura. Além disso, propôs dinâmicas a respeito. Confira!

Dia 1 de maio é o dia escolhido para celebrar a Literatura Brasileira, pois nessa data se comemora o aniversário do escritor José de Alencar. É dia, portanto, de lembrar e incentivar a leitura, não apenas do grande escritor de “Senhora” e “Iracema“, por exemplo, mas também de Machado de Assis, Clarice Lispector, Lygia Fagundes Telles e… Pedro Bandeira, também, é claro! Dentre todos os outros…

Falando no autor infantojuvenil vivo que mais vende no país, Pedro Bandeira, que escreveu 144 obras até agora, dentre elas “A Marca de Uma Lágrima“, “O Fantástico Mistério de Feiurinha” e “A Droga da Obediência” (Série Os Karas); recomendou em suas redes sociais 7 livros nacionais imperdíveis e propôs uma dinâmica, envolvendo suas interpretações de trechos referentes a eles. De antemão, trata-se de clássicos, é claro! Confira se você já leu todos e participe da dinâmica!

7 Livros Imperdíveis da Literatura Brasileira segundo Pedro Bandeira


Grande Sertão: Veredas – João Guimarâes Rosa


Literatura Brasileira Grande Sertão Veredas

Sinopse: Publicado originalmente em 1956, Grande sertão: veredas, de João Guimarães Rosa, revolucionou o cânone brasileiro e segue despertando o interesse de renovadas gerações de leitores. Ao atribuir ao sertão mineiro sua dimensão universal, a obra é um mergulho profundo na alma humana, capaz de retratar o amor, o sofrimento, a força, a violência e a alegria.
Esta nova edição conta com novo estabelecimento de texto, cronologia ilustrada, indicações de leituras e célebres textos publicados sobre o romance, incluindo um breve recorte da correspondência entre Clarice Lispector e Fernando Sabino e escritos de Roberto Schwarz, Walnice Nogueira Galvão, Benedito Nunes, Davi Arrigucci Jr. e Silviano Santiago. Dispostos cronologicamente, os ensaios procuram dar a ver, ao menos em parte, como se constituiu essa trama de leituras.
A capa do volume é reprodução da adaptação em bordado do avesso do Manto da apresentação, do artista Arthur Bispo do Rosário, com nomes dos personagens de Grande sertão: veredas. O projeto gráfico conta ainda com desenhos originais de Poty Lazzarotto, que ilustrou as primeiras edições do livro.

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Memórias Póstumas de Brás Cubas – Machado de Assis


Literatura Brasileira Memórias Póstumas de Brás Cubas

Curiosidade: Pedro Bandeira já publicou uma incrível obra com base em “Dom Casmurro“, de Machado de Assis, chamada: “Ciúme – a Hora da Verdade” e ambas também têm base em “Otelo” de William Shakespeare.

Sinopse: Memórias Póstumas de Brás Cubas é um romance escrito por Machado de Assis, desenvolvido em princípio como folhetim, de março a dezembro de 1880, e publicado como livro no ano seguinte. O livro marca um tom cáustico e novo estilo na obra de Machado de Assis, bem como audácia e inovação temática no cenário literário nacional, que o fez receber, à época, resenhas estranhadas. Confessando adotar a “forma livre” de Laurence Sterne em seu Tristram Shandy (1759-67), ou de Xavier de Maistre, o autor, com Memórias Póstumas de Brás Cubas, rompe com a narração linear e objetivista de autores proeminentes da época como Flaubert e Zola para retratar o Rio de Janeiro e sua época em geral com pessimismo, ironia e indiferença – um dos fatores que fizeram com que fosse amplamente considerada a obra que iniciou o Realismo no Brasil. Memórias Póstumas de Brás Cubas retrata a escravidão, as classes sociais, o cientificismo e o positivismo da época, chegando a criar, inclusive, uma nova filosofia, mais desenvolvida posteriormente em Quincas Borba (1891) – o Humanitismo, sátira à lei do mais forte. Críticos escrevem que, com esse romance, Machado de Assis precedeu elementos do Modernismo e do realismo mágico de escritores como Jorge Luis Borges e Julio Cortázar, e, de fato, alguns autores chamam-na “primeira narrativa fantástica do Brasil”. O livro influenciou escritores como John Barth, Donald Barthelme e Ciro dos Anjos e é notado como uma das obras mais revolucionárias e inovadoras da literatura brasileira. Mesmo depois de mais de um século de sua publicação original, Memórias Póstumas de Brás Cubas ainda tem recebido inúmeros estudos e interpretações, adaptações para diversas mídias e com varias traduções para outras línguas.

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As Meninas – Lygia Fagundes Telles


LIteratura Brasileira As meninas - Lygia Fagundes Telles

Sinopse: Num pensionato de freiras paulistano, em 1973, três jovens universitárias começam sua vida adulta de maneiras bem diversas. A burguesa Lorena, filha de família quatrocentona, nutre veleidades artísticas e literárias. Namora um homem casado, mas permanece virgem. A drogada Ana Clara, linda como uma modelo, divide-se entre o noivo rico e o amante traficante. Lia, por fim, milita num grupo da esquerda armada e sofre pelo namorado preso. As meninas colhe essas três criaturas em pleno movimento, num momento de impasse em suas vidas. Transitando com notável desenvoltura da primeira pessoa narrativa para a terceira, assumindo ora o ponto de vista de uma ora de outra das protagonistas, Lygia Fagundes Telles constrói um romance pulsante e polifônico, que capta como poucos o espírito daquela época conturbada e de vertiginosas transformações, sobretudo comportamentais. Obra de grande coragem na época de seu lançamento (1973), por descrever uma sessão de tortura numa época em que o assunto era rigorosamente proibido, As meninas acabou por se tornar, ao longo do tempo, um dos livros mais aplaudidos pela crítica e também um dos mais populares entre os leitores da autora.

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A Hora da Estrela – Clarice Lispector


A hora da estrela Clarice Lispector

Sinopse: Último livro escrito por Clarice Lispector, A hora da estrela é também uma despedida. Lançada pouco antes de sua morte, em 1977, a obra conta os momentos de criação do escritor Rodrigo S. M. (a própria Clarice) narrando a história de Macabéa, uma alagoana órfã, virgem e solitária, criada por uma tia tirana, que a leva para o Rio de Janeiro, onde trabalha como datilógrafa. Em A hora da estrela, Clarice escreve sabendo que a morte está próxima e põe um pouco de si nas personagens Rodrigo e Macabéa. Ele, um escritor à espera da morte; ela, uma solitária que gosta de ouvir a Rádio Relógio e que passou a infância no Nordeste, como Clarice. Na Dedicatória do Autor, um pequeno texto que introduz a história propriamente dita, a autora dedica a obra e ela própria à música de Schumann, Beethoven, Bach, Chopin, Stravinsky, Richard Strauss, Debussy, Marlos Nobre, Prokofiev, Carl Orff, Schönberg e outros “que em mim atingiram zonas assustadoramente inesperadas”. Macabéa, a nordestina, cumpre seu destino sem reclamar. Feia, magra, sem entender muito bem o que se passa à sua volta, é maltratada pelo namorado Olímpico e pela colega Glória. Os dois são o seu oposto: o metalúrgico Olímpico sonha alto e quer ser deputado, e Glória, carioca da gema e gorda, tem família e hora certa para comer. Os dois acabam juntos, enquanto Macabéa, sozinha, continua a viver sem saber por que está vivendo, sem pensar no futuro nem sonhar com uma vida melhor. Até que um dia, seguindo uma recomendação de Glória, procura a cartomante Carlota.

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O Continente – Érico Veríssimo


O Continente - Érico Veríssimo

Curiosidade: O neto do Pedro Bandeira se chama “Érico” em homenagem a este autor clássico.

SinopseA trilogia O tempo e o vento, que inaugura o relançamento da obra completa de Erico Verissimo pela Companhia das Letras, é a mais famosa saga da literatura brasileira. São 150 anos da história do Rio Grande do Sul e do Brasil que o escritor compôs em três partes – O Continente, O retrato e O arquipélago -, publicadas entre 1949 e 1962. O primeiro volume de O Continente abre a trilogia. Erico mergulha no passado do Rio Grande do Sul e do Brasil em busca das raízes do presente. O país vive um momento de redescoberta de si e de redefinição de caminhos, com o fim do Estado Novo e da Segunda Guerra Mundial, e o começo da Guerra Fria. Essa é a moldura para sua visão vertiginosa da violência e das paixões na definição da fronteira e nas guerras civis de seu estado natal. O Continente, segundo o crítico literário Antonio Candido “um dos grandes romances da literatura brasileira”, lança o leitor em plena ação, durante o cerco das tropas federalistas ao Sobrado do republicano Licurgo Cambará, em 1895, para em seguida retroceder um século e meio e mostrar as origens míticas e históricas do clã Terra Cambará. Acompanhando a formação dessa família, Erico nos apresenta toda a saga.

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O Saci – Monteiro Lobato


O Saci - Monteiro Lobato

Curiosidade: Pedro Bandeira lançou, recentemente, uma releitura de um clássico de Monteiro Lobato, além de ter se baseado em Lobato para escrever muitos outros livros infantis, tais como o primeiro lançado: “O Dinossauro que Fazia au au” e “Alice no país da Mentira“. Veja “Narizinho, a menina mais querida do Brasil” aqui!

Sinopse: O saci é um dos mais icônicos livros do universo do Sítio do Picapau Amarelo. É nessa história que a temida Cuca aparece pela primeira vez, além de tantos outros personagens do folclore brasileiro. Ao lado de um saci arteiro, mas com bom coração, Pedrinho embarca em uma aventura pela floresta nos arredores do sítio para salvar sua prima Narizinho das terríveis garras da bruxa Cuca. Esta é uma das primeiras narrativas de Monteiro Lobato, um dos nomes mais consagrados da história da literatura infantojuvenil brasileira.

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Vidas Secas – Graciliano Ramos


Literatura Brasileira Vidas Secas

Sinopse: Vidas secas é reconhecidamente o mais importante livro de Graciliano Ramos e um dos maiores clássicos da literatura brasileira. Graciliano Ramos nasceu em 1892, no interior de Alagoas, e cresceu na fazenda do pai antes de se mudar para a capital do estado e, posteriormente, para o Rio de Janeiro, onde começou a trabalhar na imprensa. Em 1937, foi preso sob vagas acusações de defender ideologias comunistas. Ao deixar a prisão, procurou trabalho como jornalista em um jornal do Rio de Janeiro. O editor então lhe permitiu publicar um texto curto, e Graciliano escreveu um conto chamado “Baleia”, sobre o sofrimento e a morte da cachorrinha de uma família de retirantes sertanejos. O conto fez sucesso e o jornal encomendou outros no mesmo estilo. Graciliano produziu então um conto para cada membro da família: o pai, a mãe e os dois filhos. Nascia assim Vidas secas, narrado em terceira pessoa, com treze capítulos que, por não terem uma linearidade temporal, podem ser lidos fora de ordem, como contos.Lançado originalmente em 1938, Vidas secas retrata a vida miserável de uma família de retirantes sertanejos obrigada a se deslocar de tempos em tempos para áreas menos castigadas pela seca. O pai, Fabiano, caminha pela paisagem árida da caatinga do Nordeste brasileiro com a sua mulher, Sinha Vitória, e os dois filhos, que não têm nome, sendo chamados apenas de “filho mais velho” e “filho mais novo”. São também acompanhados pela cachorrinha da família, Baleia, cujo nome é irônico, pois a falta de comida a fez muito magra.Vidas secas pertence à segunda fase modernista da literatura brasileira, conhecida como “regionalista” ou “romance de 30”. Denuncia fortemente as mazelas do povo brasileiro, principalmente a situação de miséria do sertão nordestino. É o romance em que Graciliano alcança o máximo da expressão que vinha buscando em sua prosa: o que impulsiona os personagens é a seca, áspera e cruel, e paradoxalmente a ligação telúrica, afetiva, que expõe naqueles seres em retirada, à procura de meios de sobrevivência e um futuro.

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E então? Quais desses livros é o seu favorito? Sei quem é o meu autor favorito!

Vamos a ele:

Pedro Bandeira - autor brasileiro

Pedro Bandeira: Nasceu em Santos em 1942 e mudou-se para São Paulo em 1961. Cursou Ciências Sociais na USP e desenvolveu diversas atividades, do teatro à publicidade e ao jornalismo. A partir de 1972, começou a publicar pequenas histórias para crianças em publicações de banca, até, desde 1983, passar a se dedicar totalmente à literatura para crianças e adolescentes. É casado, tem três filhos e uma porção de netinhos.

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