Harry Potter: OS Crimes de Grindelwald finalmente chegou e agradou muitos fãs antigos e novos, assim como desagradou muitos por causa de seus possíveis furos de roteiro motivo de ter apelidado carinhosamente de um queijo suíço (além da revelação final, que não é o assunto deste post. Mas, se quer ler sobre, pode ir até a resenha do filme, neste mesmo site, onde comentei sobre). Não notou nenhum furo? Vamos falar de alguns e talvez você perceba. Vamos à lista:

 

 

 

Accio Pelúcio

Após Animais Fantásticos e Onde Habitam, J. K. Rowling foi questionada por quê Newt simplesmente não usou o feitiço accio nas criaturas e assim tudo seria resolvido mais facilmente. A autora respondeu que o feitiço não funciona em criaturas vivas. É diferente se você tentar, por exemplo, lançar o feitiço em algum objeto que o ser vivo está usando, como um relógio ou uma roupa, dessa maneira o ser viria junto com o objeto. Mas no 2º filme da franquia, o que acontece é que Newt usa justamente o accio pelúcio, não accio relógio, ou accio jóia e o feitiço funciona. Rende ótimos momentos cômicos, claro, mas não era para ter funcionado.

 

Jacob consegue ver Hogwarts?

Hogwarts é protegida por inúmeros feitiços, inclusive anti-trouxas. Esse já é um fato tão certo que é difícil lembrar desde quando sabemos. Então, o que diabos Jacob Kowalski, o trouxa mais amado do momento, está fazendo na frente de Hogwarts junto com os bruxos em uma das cenas finais do filme? E não adianta tentar usar a justificativa de que ele é meio bruxo, senão já saberíamos (principalmente Queenie, já que ele ser trouxa é o motivo por eles não poderem se casar).

 

Minerva McGonagall

Esse foi o mais “gritante”. Ver Minerva McGonagall no filme foi um complemento para a cena nostálgica que deixou muitos fãs se revirando na cadeira do cinema, seja por emoção ou mesmo por confusão. “Mas por quê confusão, Furue?” pode ser a pergunta que pode estar passando por sua cabecinha nesse momento. Vou explicar o porquê. Minerva McGonagall nem era nascida nessa época.  E para provar, vamos aos cálculos:

Em um texto do Pottermore temos a informação de que Minerva nasceu de um trouxa (de quem herdou seu sobrenome), com uma bruxa. Estudou em Hogwarts e logo depois de se formar foi trabalhar no Ministério da Magia. Depois de 2 anos, pediu emprego em Hogwarts onde passou a lecionar como professora de transfiguração, ocupando o cargo de Dumbledore que agora seria diretor. Em “Harry Potter e a Ordem da Fênix” Minerva afirma que começou a lecionar em Dezembro de 1956. Levando em consideração os dados apresentados pelo Pottermore podemos chegar à suposição de que Minerva se formou em 1954 (2 anos antes de 1956), entrou na escola mais ou menos no ano de 1947 (quando teria seus 11 anos) e nasceu aproximadamente no ano de 1935. O filme se passa no ano de 1927 e o flashback, no ano de 1910 (confirmado pelo roteiro publicado). Portanto, apesar de ser uma cena muito legal e nostálgica, é impossível Minerva Mcgonagall estar naquelas cenas. Podemos até criar uma teoria de que aquela Minerva era outra pessoa, uma ancestral com o mesmo nome. Mas, não podemos esquecer que seu sobrenome tem origem trouxa, então essa suposição também não é possível.

É claro que esses furos deixam os fãs chateados com o cuidado que J. K. Rowling sempre teve em sua obra, conseguindo não deixar pontas soltas e que parece ter se esquecido nessa nova franquia. Mas não vamos desistir e passar a odiar o filme, pois ele tem muitos pontos bons. E vamos torcer para a mãe da nossa história queridinha nos surpreender nos próximos filmes e não se deixar levar demais por essa sensação de nostalgia, que pode ser traiçoeira. Viu mais algum possível furo de roteiro que não foi mencionado? Comente e vamos debater.

 

~ Furuezinha