Quando pensamos em cultura geek, é comum lembrar de personagens icônicos, grandes sagas espaciais ou jogos que marcaram gerações.
Mas por trás de muitos desses universos (daqueles que nos fizeram maratonar séries, virar noites jogando ou discutir teorias na internet) existem mulheres que ajudaram a moldar a indústria do entretenimento nerd.
Roteiristas, designers, diretoras e programadoras que, muitas vezes longe dos holofotes, foram responsáveis por criar mundos inteiros.
Por isso, neste Especial de Dia das Mulheres, o Teoria Geek lembra algumas das criadoras que ajudaram a construir o universo geek que conhecemos hoje.
Leigh Brackett: a mulher que ajudou a escrever Star Wars

Quando Star Wars: O Império Contra-Ataca começou a ser desenvolvido, George Lucas chamou uma roteirista que já era conhecida no mundo da ficção científica: Leigh Brackett.
Apelidada de “Rainha da Space Opera”, Brackett ajudou a desenvolver a primeira versão do roteiro do que viria a ser um dos filmes mais importantes da história do cinema.
Sua contribuição ajudou a estabelecer elementos essenciais da saga, incluindo a atmosfera mais sombria e madura que tornou O Império Contra-Ataca um clássico.
Em outras palavras: parte da galáxia muito, muito distante passou pelas mãos dela primeiro.
Carol Shaw: a pioneira dos videogames
Hoje a indústria de games movimenta bilhões e reúne milhões de jogadores ao redor do planeta.
No entanto, nos anos 1970 e 80, quando os videogames ainda estavam engatinhando, uma programadora chamada Carol Shaw já estava abrindo caminho.
Ela se tornou uma das primeiras mulheres programadoras da história dos videogames, trabalhando para empresas como Atari e Activision.
Seu trabalho mais famoso foi River Raid, lançado em 1982 para o Atari 2600, considerado até hoje um dos clássicos da era dos arcades domésticos.
Pois é, basicamente, antes mesmo de muitos gamers nascerem, Carol Shaw já estava programando a diversão da indústria inteira.
Amy Hennig: a mente por trás de Uncharted
Se você já jogou Uncharted, provavelmente sabe que a série é praticamente um filme de aventura interativo.
Boa parte desse DNA narrativo veio da mente de Amy Hennig, roteirista e diretora criativa responsável pelos primeiros jogos da franquia.
Hennig ajudou a transformar Nathan Drake em um dos protagonistas mais carismáticos dos videogames e definiu o estilo cinematográfico que marcou a série.
Entre perseguições, templos perdidos e diálogos afiados, ela mostrou que bons jogos também precisam de boas histórias.
Rebecca Sugar: a revolução de Steven Universe
Em um cenário dominado por produções tradicionais, Rebecca Sugar fez história ao criar Steven Universe.
Além de ser a primeira mulher a criar uma série animada para o Cartoon Network, Sugar desenvolveu uma obra que ficou conhecida por abordar temas como identidade, empatia e diversidade dentro de um universo de fantasia.
Dessa forma, a série conquistou fãs no mundo todo e se tornou uma das animações mais influentes da última década. Ou seja: Steven pode até ser o protagonista… mas o universo inteiro nasceu da criatividade dela.
Rhianna Pratchett: redefinindo Lara Croft
Filha do lendário escritor Terry Pratchett, Rhianna Pratchett também deixou sua marca na cultura geek.
Ela foi responsável pelo roteiro da nova fase da franquia Tomb Raider, iniciada em 2013. Essa versão da personagem trouxe uma Lara Croft mais humana, vulnerável e complexa, sem perder o espírito aventureiro que fez a personagem famosa.
O resultado foi uma das reinvenções mais bem-sucedidas da história dos videogames.
Bônus geek: a atriz que ajudou a tornar a internet possível
Se hoje você está lendo o Teoria Geek no celular ou no computador, existe uma chance enorme de isso também passar pelo legado de Hedy Lamarr.
Conhecida como uma das grandes estrelas de Hollywood nos anos 1930 e 40, Hedy também era inventora. Durante a Segunda Guerra Mundial, ela criou, ao lado do compositor George Antheil, um sistema de salto de frequência (frequency hopping) para evitar que sinais de rádio usados em torpedos fossem interceptados ou bloqueados.
A tecnologia era avançada demais para a época, mas décadas depois esse mesmo princípio se tornou base para várias comunicações sem fio modernas, incluindo Wi-Fi, Bluetooth e GPS.
Ou seja: de certa forma, se hoje conseguimos navegar pela internet, enviar mensagens e, claro, ler matérias do Teoria Geek, é porque uma estrela de Hollywood decidiu usar seu cérebro tanto quanto seu talento nas telas.
Nada mal para alguém que muitos subestimaram apenas por sua beleza.
Celebrando as arquitetas dos universos que amamos
Enfim, por muito tempo, a cultura geek foi vista como um espaço dominado por homens.
No entanto, a realidade é bem diferente. Desde os primeiros videogames até as maiores franquias do cinema e da televisão, mulheres estiveram presentes ajudando a criar histórias, personagens e mundos inteiros.
Algumas receberam reconhecimento; outras trabalharam nos bastidores. Mas todas deixaram marcas profundas na cultura pop.
E neste Dia das Mulheres, vale lembrar: enquanto alguns estavam ocupados salvando o mundo na ficção… muitas delas estavam ocupadas criando o universo inteiro.
Conheça nosso canal no YouTube:
