Teoria Geek

Especial Dia das Mães | As piores mães da ficção

No nosso especial anterior, homenageamos mães da ficção que enfrentaram monstros, guerras e até o fim do mundo pelos filhos.

Mas… nem toda mãe da cultura pop merece flores no segundo domingo de maio.

Algumas traumatizaram os filhos. Outras manipularam, abusaram emocionalmente e transformaram a maternidade em algo assustadoramente tóxico. E existem aquelas que cruzaram qualquer limite imaginável; tudo isso enquanto insistiam que estavam “fazendo pelo bem da família”.

Do terror psicológico aos animes mais caóticos, passando por reinos medievais, animações da Disney e séries perturbadoras, o Teoria Geek reuniu algumas das mães mais problemáticas, cruéis e traumatizantes da ficção.

E sinceramente? Algumas delas fariam até vilões pensarem: “calma lá também…”

Diane Sherman (Fuja / Run)

Se existe uma definição moderna de maternidade tóxica no cinema, provavelmente ela atende pelo nome de Diane Sherman.

Em Run, a personagem constrói toda a relação com a filha em cima de manipulação, dependência e controle psicológico absoluto. Sob a aparência de mãe amorosa e protetora, Diane mantém Chloe doente propositalmente para garantir que ela jamais consiga viver de forma independente.

E o mais assustador? Boa parte do terror do filme funciona justamente porque ela parece convincente demais como “mãe dedicada”… e é baseado em história real. Sinistro.

Mother Gothel (Enrolados)

A Disney já criou madrastas terríveis. Mas poucas personagens foram tão manipuladoras quanto Mother Gothel.

Após sequestrar Rapunzel ainda bebê, Gothel passa anos isolando a garota do mundo exterior enquanto destrói lentamente sua autoestima com frases passivo-agressivas, culpa emocional e falsas demonstrações de carinho.

Tudo isso por um motivo absurdamente egoísta: manter a própria juventude.

E sejamos honestos: depois de adultos, muita gente reassistiu Enrolados e percebeu que Gothel é assustadoramente realista.

Margaret White (Carrie, a Estranha)

Poucas mães da ficção conseguem ser tão perturbadoras quanto Margaret White.

Fanática religiosa e extremamente abusiva, ela transforma a vida da filha Carrie em um ciclo constante de culpa, repressão e medo. Em vez de oferecer apoio emocional durante a adolescência da garota, Margaret trata tudo como pecado e punição divina.

O resultado? Uma das tragédias mais famosas da história do terror.

E sinceramente… depois de conhecer a mãe de Carrie, dá até para entender por que aquela escola virou um caos completo.

Cersei Lannister (Game of Thrones)

Em contraponto a Catelyn, Cersei Lannister talvez seja o caso mais caótico desta lista.

Porque, sim, ela realmente ama os filhos. Mas também destrói reinos, alimenta guerras, incentiva crueldade e manipula absolutamente todo mundo ao redor.

Grande parte da personalidade monstruosa de Joffrey nasceu justamente da criação distorcida promovida por Cersei.

No universo brutal de Game of Thrones, onde quase ninguém é moralmente correto, ela conseguiu se destacar mesmo assim.

E isso definitivamente não é um elogio.

Beatrice Horseman (BoJack Horseman)

Talvez nenhuma mãe desta lista seja tão realisticamente dolorosa quanto Beatrice Horseman.

Ao longo de BoJack Horseman, vemos como anos de negligência emocional, humilhação constante e abuso psicológico ajudaram a destruir completamente a autoestima de BoJack.

O mais pesado na personagem é justamente isso: ela não é uma vilã caricata.

Beatrice parece humana demais. E talvez seja exatamente por isso que ela seja tão desconfortável.

Joan Crawford (Mamãezinha Querida)

Inspirada nos relatos reais da filha adotiva da atriz Joan Crawford, essa é provavelmente uma das mães mais infames da história do cinema.

Em Mommie Dearest, a personagem é retratada como controladora, agressiva e emocionalmente abusiva, alternando momentos de carinho com explosões violentas e humilhações constantes.

O famoso surto do: “No wire hangers!” virou meme cult do cinema… Mas por trás dele existe uma história profundamente perturbadora.

Dagmar (Desencanto)

No começo, Dagmar até parece apenas uma mãe excêntrica.

Depois… bem… a coisa desanda rapidamente. Ao longo de Desencanto, descobrimos que ela manipula Bean constantemente, tratando a própria filha como peça central de seus planos demoníacos e ambições pessoais.

E talvez o mais cruel seja justamente isso: ela raramente demonstra afeto genuíno.

Dagmar não quer proteger Bean; ela quer usá-la.

Medusa Gorgon (Soul Eater)

Em muitos animes, mães são figuras acolhedoras. Porém, Medusa Gorgon definitivamente perdeu essa aula.

Manipuladora, calculista e completamente obcecada por experimentos, ela transforma o próprio filho em ferramenta para seus objetivos científicos e sombrios.

O mais assustador em Soul Eater é que Medusa raramente demonstra culpa. Para ela, pessoas são apenas peças descartáveis. Inclusive o próprio filho.

Isabella (The Promised Neverland)

Isabella talvez seja a personagem mais complexa desta lista, porque ela realmente demonstra carinho pelas crianças. Contudo, prepara todas elas para serem sacrificadas.

Em The Promised Neverland, Isabella cria um ambiente aparentemente acolhedor enquanto esconde uma verdade absolutamente monstruosa por trás daquele “orfanato perfeito”.

Ela é cruel? Sim. Mas também é produto de um sistema cruel.

E talvez seja justamente essa mistura de afeto genuíno e horror absoluto que torne Isabella tão fascinante e assustadora.

Algumas mães da ficção precisavam urgentemente de terapia

Se o nosso especial das melhores mães mostrou personagens capazes de enfrentar o impossível pelos filhos… este aqui provou que a maternidade na ficção também pode seguir caminhos extremamente sombrios.

Manipulação, abuso, obsessão, controle psicológico e traumas eternos fazem parte da trajetória dessas personagens que, por diferentes motivos, acabaram entrando para a história como algumas das piores mães da cultura pop.

E talvez o mais assustador seja perceber que muitas delas não se enxergavam como vilãs.

Algumas acreditavam sinceramente estar protegendo os filhos; outras achavam que estavam fazendo “o necessário” e algumas simplesmente colocavam seus próprios desejos acima de qualquer amor verdadeiro.

No fim das contas, monstros nem sempre aparecem com garras, presas ou superpoderes.

Às vezes… eles aparecem dizendo: “é para o seu próprio bem.”

 

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