Ser mãe na vida real nunca foi tarefa simples. Ser mãe na ficção, menos ainda.
Afinal, algumas precisaram enfrentar robôs assassinos. Outras encararam monstros interdimensionais, guerras medievais, criaturas alienígenas ou até a própria miséria para proteger os filhos.
E, no fim das contas, talvez seja justamente isso que torna essas personagens tão inesquecíveis: o fato de que, independentemente do universo em que vivem, todas compartilham a mesma força absurda quando o assunto é proteger quem amam.
Por isso, neste Dia das Mães, o Teoria Geek resolveu homenagear aquelas que fizeram muito mais do que dar conselhos ou preparar café da manhã.

Sarah Connor (O Exterminador do Futuro)

Não poderia deixar de começar pela mamãe mais maromba de todas. Sarah Connor não virou símbolo da ficção científica apenas porque enfrentou máquinas assassinas.

Ela entrou para a história porque transformou completamente a própria vida para proteger o filho, John Connor, futuro líder da resistência humana contra as máquinas.

De garçonete comum a guerreira paranoica treinada para sobreviver ao apocalipse, Sarah abriu mão de estabilidade, conforto e até da própria sanidade emocional para garantir que John sobrevivesse.

E convenhamos: poucas mães da ficção encararam literalmente o fim do mundo pelos filhos.

Molly Weasley (Harry Potter)

No universo de Harry Potter and the Deathly Hallows, havia bruxos poderosos, guerreiros experientes e até Lordes das Trevas.

Mas bastou ameaçarem um de seus filhos para Molly Weasley se tornar uma força da natureza.

A mãe da família Weasley sempre foi o coração emocional da casa: acolheu Harry como filho, protegeu cada membro da família e manteve todos unidos mesmo durante a guerra.

Só que sua verdadeira dimensão apareceu durante a Batalha de Hogwarts, quando enfrentou Bellatrix Lestrange para salvar Gina… Porque nenhuma magia é mais perigosa do que uma mãe protegendo os filhos.

Trisha Elric (Fullmetal Alchemist)

Trisha Elric talvez não tenha lutado contra monstros gigantes ou participado de batalhas épicas, mas seu impacto foi tão profundo quanto qualquer guerra.

Mãe de Edward e Alphonse Elric, ela foi o porto seguro emocional dos dois irmãos até seus últimos momentos. Mesmo enfrentando uma doença grave, Trisha tentou proteger os filhos da dor, do medo e da sensação de abandono.

E depois de sua morte… sua ausência continuou moldando toda a história.

Por isso, em Fullmetal Alchemist, Trisha não é apenas uma mãe; ela é literalmente o coração da narrativa.

Helen Parr (Os Incríveis)

Helen Parr talvez seja a representação mais realista do caos de ser mãe… só que com superpoderes. (Quem me dera ter ao menos os braços elásticos para atender às demandas da maternidade!)

Enquanto enfrenta vilões, explosões e crises familiares, a Mulher-Elástica ainda consegue manter a família unida em um mundo que insiste em colocar tudo em risco.

Ela protege os filhos em pleno combate, salva o marido mais vezes do que ele provavelmente gostaria de admitir e ainda tenta garantir que cada criança tenha uma vida minimamente normal.

Ser mãe já exige elasticidade emocional; Helen só levou isso ao pé da letra.

Joyce Byers (Stranger Things)

Quando Will desapareceu em Hawkins, praticamente todo mundo acreditou que Joyce Byers estava enlouquecendo. Mas ela sabia.

Sabia que o filho ainda estava vivo, que havia algo errado e se recusou a desistir dele mesmo quando ninguém mais acreditava.

Ao longo de Stranger Things, Joyce enfrentou monstros, laboratórios secretos, conspirações e até dimensões paralelas tentando trazer os filhos de volta para casa.

Isso nos mostra que algumas mães (se não todas) simplesmente não aceitam perder os filhos, mesmo quando o próprio universo parece dizer o contrário.

Catelyn Stark (Game of Thrones)

No universo brutal de Westeros, onde alianças mudam o tempo todo e qualquer erro pode custar uma cabeça, Catelyn Stark nunca deixou de agir como mãe antes de agir como nobre.

Grande parte de suas decisões políticas, militares e emocionais girava em torno da proteção dos filhos. Mesmo quando isso significava desafiar reis, quebrar alianças ou colocar a própria segurança em risco.

Ela errou diversas vezes? Sim. Mas poucas personagens em Game of Thrones foram tão movidas pelo amor maternal quanto ela.

Fantine (Os Miseráveis)

Talvez nenhuma mãe desta lista represente tão bem o conceito de sacrifício absoluto quanto Fantine.

Na clássica história de Les Misérables, ela perde praticamente tudo tentando garantir um futuro melhor para a filha, Cosette.

Fantine vende: cabelo, dentes, dignidade, saúde e, aos poucos, a própria vida.

Tudo isso porque acreditava que a filha merecia algo melhor. É uma das representações mais dolorosas (e humanas) da maternidade na ficção.

Kushina Uzumaki (Naruto)

Em um universo cheio de ninjas lendários e guerras gigantescas, Kushina Uzumaki teve um dos atos maternais mais devastadores dos animes.

Durante o ataque da Nove-Caudas à Vila da Folha, ela e Minato literalmente colocaram os próprios corpos entre Naruto e a criatura para salvar o filho recém-nascido.

Embora alguns a culpem por não ter evitado a tragédia ou por concordar com o selamento da Kurama dentro do próprio filho, Kushina agiu por puro sacrifício e estratégia. Seu plano inicial era morrer levando a Raposa consigo, mas ela abriu mão de sua paz para apoiar a visão de Minato, acreditando que transformar Naruto em um herói era a única forma de protegê-lo e salvar o mundo da ameaça de Obito.

Mesmo morrendo, Kushina ainda encontrou forças para conversar com Naruto pela última vez, deixando palavras de amor e cuidado que atravessariam toda a vida do garoto.

Algumas cenas de anime emocionam; essa destrói emocionalmente.

Hana (Wolf Children)

Hana não enfrentou exércitos nem salvou o planeta. Ela fez algo talvez ainda mais difícil: criou dois filhos sozinha em um mundo que jamais os entenderia.

Após perder o companheiro, Hana abandona a cidade, recomeça a vida do zero e dedica absolutamente tudo à criação dos filhos metade humanos e metade lobos.

O mais impressionante em sua trajetória não é a fantasia da história, mas o quanto ela parece real.

Cansaço, medo, insegurança, amor, renúncia… tudo está ali. Wolf Children talvez seja uma das representações mais humanas da maternidade já feitas em anime.

No fim das contas, o maior superpoder sempre foi esse

Heróis salvam cidades. Guerreiros vencem batalhas. Escolhidos derrotam monstros.

Mas muitas vezes… são as mães que sustentam tudo isso de pé.

Seja enfrentando magia, criaturas alienígenas ou simplesmente a dureza da vida, todas essas personagens provaram a mesma coisa: o amor de uma mãe na ficção quase sempre ultrapassa qualquer limite lógico.

E talvez seja justamente por isso que essas histórias continuam emocionando tanta gente.

Porque no fim do dia, seja em Hogwarts, Westeros, Hawkins ou em um mundo tomado por máquinas assassinas, existe algo que continua igual em qualquer universo: uma mãe faria qualquer coisa pelos filhos.

Por isso, nós do Teoria Geek desejamos um feliz dia das mães a todas as mamães, sejam elas nerds ou não.

 

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