Flávia Côrtes é uma escritora, tradutora e roteirista carioca de vasta bagagem. É doutoranda em Teoria da Literatura e Literatura Comparada pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), mestre em Estudos Literários pela UERJ e vice-presidente de uma das maiores associações de escritores do país: a AEILIJ (Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil). Também é formada em Letras e especialista na literatura infantil e juvenil.

No mais, Flávia tem 21 livros publicados para crianças e jovens. Prêmios, como por exemplo: o Programa Nacional Biblioteca da Escola, com o livro “Medo de quê?”. Além disso, seus livros são distribuídos por todo o Brasil, incluindo nas diversas escolas.

Em 2021, o livro “De Folha em Flor” ganhará adaptação cinematográfica, tendo atores de peso como a Babi Xavier e Luiz Eduardo Toledo; com o roteiro feito pela própria Flávia, em parceria com Francisco Malta (confiram aqui).

O TG conversou com a Flávia Côrtes e descobrimos mais dos bastidores dessa ícone nacional. Enfim, confiram:

Flávia Côrtes Entrevista

Teoria Geek (TG): Defina “Flávia Côrtes”


Flávia Côrtes (FC): Alguém que quer um mundo melhor. Se for através da leitura, melhor ainda. A leitura literária forma indivíduos críticos e essas pessoas são capazes de mudar o mundo. Por isso me empenho tanto na formação de leitores.


TG: Quais são suas influências na literatura?


FC: Nossa! São muitas! Sempre fui muito leitora e, por falta de livros infantis suficientes em casa, li bem cedo alguns livros destinados a adultos. Minhas maiores influências vieram dessa mistura: Monteiro Lobato, Ruth Rocha, Machado de Assis e Rubem Fonseca.


TG: Quem nasceu primeiro: a escritora ou a leitora?


FC: Certamente a leitora. Comecei a ler aos 4 anos, mas já era leitora quando ouvia as histórias contadas pelos meus pais e avó e me imaginava naquelas narrativas. Todo escritor precisa ser leitor antes de tudo. A leitura de livros literários não só aumenta o vocabulário, mas o imaginário, e desenvolve naturalmente o processo da escrita. A escritora surgiu bem cedo, aos 6 anos, da necessidade de dividir as histórias que não cabiam mais em mim.


TG:  Você publica para o público infantil e juvenil, tendo, inclusive, obras adotadas em escola e até para o cinema. Pretende expandir, publicando para o público adulto ou um gênero diferenciado, como um documentário de não ficção, por exemplo?


FC: Não pretendo deixar de escrever para crianças, porque é o que mais gosto de fazer, o que me faz feliz. Mas escrevo para adultos também e jovens adultos. Publiquei alguns contos online e tenho um ou dois em antologias, todos de literatura fantástica, terror e fantasia. Também escrevo ficção científica, mas não publiquei ainda.


Livro De Folha em Flor

TG: Conte-nos como se deu o chamado para o cinema, com seu livro infantil “De folha em flor”, que deverá ser lançado neste ano de 2021. Você está participando do roteiro?


FC: Trabalho com roteiro há muitos anos, colaborei com vários. Há 15 anos fiz o primeiro curso na área, de roteiro televisivo, com a dramaturga Leila Míccolis. Ali conheci o Francisco Malta, que é roteirista, escritor, ator e diretor. Nossa amizade e parceria foi imediata e escrevemos juntos desde então. Eu e o Chico dividimos o roteiro deste filme, inspirado em um livro meu, já fora de circulação, e apresentamos para a produtora Cintra, que topou a produção. Fechamos com o Now e o filme deve estrear no segundo semestre de 2021.


TG: Há outros projetos de adaptação de seus livros?


FC: Nada concreto, por enquanto.


TG: O que te inspira à escrever?


FC: Basicamente tudo. Um livro, um filme, uma música podem servir de inspiração. Conversas alheias que ouço em filas, no consultório médico, a minha vida pessoal, enfim, escrevo ficção, mas há muito de mim e do que vivencio em minha escrita.


TG: Dê alguma dica para quem está começando a escrever agora e pretende publicar.


FC: Leia muito. Conheça o seu público. Pesquise os livros premiados na sua área de escrita, os que mais vendem, os mais conceituados. Os livros dessas listas não são os mesmos. Frequente eventos literários e acompanhe concursos e chamadas para publicação em antologias.
Vejo muitas pessoas, por exemplo, querendo escrever livros infantis, sem gostar de ler livros infantis, sem conhecer o que é a literatura infantil de qualidade. Geralmente são pessoas mais preocupadas em passar alguma mensagem moral ou didática do que com a literatura e a escrita.


Agradecemos a querida Flávia Côrtes por nos conceder, tão gentilmente, essa entrevista. Com certeza estaremos acompanhando os próximos lançamentos e mais.

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