Andre Santi
Andre Santi

ENTREVISTA | André Santi

André Santi é nascido e criado em São Paulo, tem o humor presente em sua personalidade desde criança, um menino endiabrado que queria dar risadas das coisas, como gosta de dizer. No colegial foi convidado a participar de uma cena teatral, acabou gostando da experiência e passou a comparecer às aulas da companhia de teatro, e além de tudo isso um grande Nerd rs.

Teoria Geek (TG): A paixão pelo humor surgiu de que maneira em sua vida?


André Santi (AS): No primeiro colegial eu praticava muito esporte, jogava futebol e treinava capoeira em nível de competição, então o irmão mais velho de um amigo meu, que dava aulas de teatro em colégios, me convidou para fazer uns saltos e movimentos de capoeira numa peça. A peça era de humor, a partir dali nunca mais me distanciei do palco.


TG: Qual o seu sentimento em trabalhar com o humor no Brasil?


AS: Eu sou muito feliz por trabalhar com humor seja no Brasil ou em qualquer lugar rs. Os problemas que temos no Brasil afetam a vida de todos em todas as áreas, então todas as dificuldades que temos aqui não é exclusiva do humorista, por isso, de certa forma sinto que tenho um emprego comum.


TG: Qual a importância do humor na vida das pessoas?


AS: Todo mundo gosta de rir. Todo mundo quer rir. Todo mundo busca o riso. O humor desestressa, o humor relaxa…O humor põe as verdades e sentimentos pra fora de um jeito que une as pessoas. Essa é a minha visão, mas pra muita gente aí o humor ofende…Talvez eu já tenha ofendido alguém com a minha resposta né?


TG: Quais foram as maiores dificuldades enfrentadas por você na carreira de comediante?


AS: Ser artista é complicado. Não importa se é comédia, música, teatro, artes plásticas…A maior dificuldade é ser auto suficiente, é conseguir viver bem dependendo única e exclusivamente do seu trabalho. Ter um leque de opções para seguir trabalhando na área, não depender de um único “contrato” ou contratante, não depender de uma única parceria, não oferecer um único “serviço”, parece papo de economista, mas o artista precisa diversificar sua arte para ter segurança e estabilidade.


TG: Muitos dizem que hoje em dia tem muito politicamente correto, que por exemplo anos 90 não era assim por exemplo, qual a sua avaliação?


AS: Hoje em dia está tudo muito chato e creio que a tendencia é piorar…Ação e reação “A toda ação há sempre uma reação oposta e de igual intensidade”. A partir do momento que se abre uma exceção para alguém tem de se abrir uma exceção oposta de igual intensidade. Quem define o que é ofensa? O que é ofensa para um pode não ser ofensa para o outro…Não há como mensurar isso portanto qualquer um pode se ofender com qualquer coisa e a sociedade tende a ficar do lado do ofendido. Vai chegar o dia que um cidadão virá a público dizendo que se ofende com o formato da letra “A” e todos nós teremos de remover essa letra do alfabeto…


TG: Qual maior mico que você já pagou em palco? já passou por uma situação mais engraçada?


AS: Mico pra comediante é padrão: Evento corporativo mal planejado. Colocar o comediante no meio de um jantar pra 800 pessoas num palco a 20 metros das mesas com o som baixo, sem iluminação. Só não é um mico maior porque acho que nenhuma pessoa percebeu que estava rolando um show…Acho que nem viram que tinha um palco lá!


TG: Já aconteceu da platéia não rir? Qual a melhor maneira de virar uma situação dessa?


AS: Sim, claro. Se você contou uma piada e o público não riu, passe para a próxima piada, mude o tema, mude o estilo de apresentação. A diferença entre o comediante profissional e o não profissional é que o profissional tem recursos, conhecimento e técnica para resolver os problemas que podem ocorrer durante um show.


TG: Teria um momento mais marcante da carreira? E porque?


AS: Gravação do meu primeiro DVD no Japão! Acho que o título já da uma ideia do porque foi marcante rs.


TG: Mudando um pouco de assunto, sabemos do seu lado nerd rs, tem assistido algum anime? Quais indicaria?


AS: Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball! Sempre assisti e sempre assisto! To esperado a segunda temporada de One Punch Man. Para os mais ligados em roteiro recomendo Death Note (um dos melhores roteiros que já vi na minha vida!) e pra quem curte uma pegada mais emocional e psicológica recomendo Evangelion.


TG: Nos games, jogando algo atualmente, esperando algum jogo?


AS: Esperando ansiosamente o Final Fantasy VII Ramake, eu quase infartei jogando a demo.


TG: Agora o nosso modo turbo, faço perguntas e você responde de forma mais rápida.


TG: Uma banda?

AS: Extreme

TG: Uma música?

AS: Stairway To Heaven

TG: Um anime?

AS: Cavaleiros Do Zodíaco

TG: Um jogo?

AS: Final Fantasy VII

TG: Um artista?

AS: Avner “The Excentric”

Espero que tenha gostado da nossa entrevista com o Andre Santi, um dos melhores comediantes do stand up nacional. Não esqueçam de seguir  Andre no Youtube e Instagram:

Alexander Luthor
Geógrafo por formação e nerd por vocação