Teoria Geek

Enter Sandman… de violoncelo | Apocalyptica confirma cinco shows no Brasil com tributo épico ao Metallica

Durante décadas, o metal foi associado a guitarras distorcidas, amplificadores gigantes e músicos capazes de fazer o pescoço da plateia trabalhar mais do que qualquer personal trainer.

Em algum momento da história, porém, quatro finlandeses olharam para um violoncelo, instrumento normalmente encontrado em orquestras e salas de concerto, e tiveram uma ideia completamente insana.

O resultado foi o Apocalyptica.

Dessa forma, o grupo transformou clássicos do Metallica em verdadeiros épicos sinfônicos, criou uma identidade própria e se tornou um dos projetos mais originais da história do rock pesado.

Agora, a banda retorna ao Brasil com a turnê Plays Metallica Vol. 2, prometendo provar mais uma vez que violoncelos também sabem fazer barulho. E muito.

A passagem pelo país acontece em outubro de 2026, com cinco apresentações confirmadas para celebrar a relação entre duas instituições do metal: o Apocalyptica e o repertório que ajudou a colocá-los no mapa mundial.

Quando Metallica encontrou a música clássica

 

Para quem chegou agora ao planeta Terra, o Apocalyptica surgiu em 1993, na Finlândia, formado por estudantes da prestigiada Academia Sibelius.

A proposta parecia uma brincadeira de faculdade: “e se tocássemos Metallica usando apenas violoncelos?”

O resultado foi tão absurdo quanto genial.

Em 1996, a banda lançou o álbum “Plays Metallica by Four Cellos”, transformando músicas como Master of Puppets, Enter Sandman e Creeping Death em interpretações instrumentais que surpreenderam tanto fãs de metal quanto amantes da música erudita.

Assim, o que era para ser apenas uma homenagem acabou se transformando em uma carreira internacional de sucesso.

Três décadas depois, a homenagem continua

Agora, o grupo retorna às suas origens com a turnê “Plays Metallica Vol. 2”, baseada no álbum lançado recentemente.

O novo trabalho revisita o repertório da banda de James Hetfield e Lars Ulrich com novos arranjos e interpretações que misturam peso, emoção e técnica de forma praticamente única no cenário musical.

Em outras palavras: sim, você ouvirá Metallica. Mas também ouvirá algo completamente diferente.

Não é cover. É uma experiência

Quem nunca assistiu ao Apocalyptica ao vivo pode pensar que se trata apenas de versões instrumentais.

Não é. Afinal, os finlandeses transformaram os violoncelos em verdadeiras máquinas de metal.

Os músicos tocam com agressividade digna de guitarristas, utilizando técnicas que fazem os instrumentos soarem ora melódicos, ora brutais.

O resultado é uma experiência que agrada tanto quem cresceu ouvindo Metallica quanto quem nunca entrou em uma roda de mosh na vida.

Brasil no mapa da destruição sonora

A passagem da banda pelo país contará com cinco apresentações confirmadas. Se liga:

Porto Alegre

  • Data: 13 de outubro de 2026
  • Local: Opinião

Curitiba

  • Data: 14 de outubro de 2026
  • Local: Tork n’ Roll

São Paulo

  • Data: 16 de outubro de 2026
  • Local: Carioca Club

Brasília

  • Data: 17 de outubro de 2026
  • Local: Worlld Brasília

Belo Horizonte

  • Data: 18 de outubro de 2026
  • Local: Mister Rock

Os ingressos já estão disponíveis através da plataforma oficial da produtora responsável pela turnê: Clube do Ingresso.

Além disso, informações específicas sobre setores, lotes e valores podem ser consultadas diretamente nas páginas de cada cidade.

A recomendação é não deixar para a última hora, afinal, o Apocalyptica possui uma base extremamente fiel no Brasil e seus shows costumam registrar grande procura.

O que esperar do repertório?

Embora a setlist oficial ainda não tenha sido divulgada, a expectativa é que a banda apresente músicas do novo álbum Plays Metallica Vol. 2 ao lado de clássicos que acompanham o grupo há décadas.

Isso significa que canções como:

  • Enter Sandman
  • Master of Puppets
  • One
  • Creeping Death
  • Fade to Black

têm grandes chances de aparecer durante as apresentações.

E, convenhamos, ouvir Master of Puppets executada por quatro violoncelos continua sendo uma das coisas mais improváveis e fantásticas já criadas pelo ser humano.

Nada mais importa? Importa sim.

Poucas bandas conseguiram criar uma identidade tão própria quanto o Apocalyptica.

O que começou como uma homenagem improvável ao Metallica acabou se tornando um dos projetos mais originais da história do rock e do metal.

Trinta anos depois daquele primeiro álbum, os finlandeses continuam fazendo algo que parece impossível: transformar instrumentos clássicos em armas de destruição sonora.

E agora, os fãs brasileiros terão mais uma chance de testemunhar isso ao vivo.

Porque, às vezes, o metal não precisa de guitarras.

Às vezes, tudo o que ele precisa são quatro violoncelos, algumas cordas e a coragem de desafiar absolutamente todas as expectativas.

 

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