Wild Wild Country é um documentário em 6 capítulos da Netflix sobre o controverso guru indiano Bhagwan Shree Rajneesh (Osho), sua antiga assistente pessoal Ma Anand Sheela e seus seguidores da comunidade de Rajneeshpuram. O Teoria Geek traz pra você uma análise deste intenso, controverso e real trabalho documental.

Os seis episódios mostram como a seita liderada pelo guru indiano Bhagwan Shree Rajneesh, que depois mudou o seu nome para Osho, construiu uma comunidade utópica que levou milhares de seguidores a uma cidadezinha de apenas 40 habitantes no estado do Oregon, nos Estados Unidos.  A incrível história que abalou os Estados Unidos na primeira metade da década 80 estava esquecida até o documentário dos irmãos Chapman e Maclain Way ir ao ar. E eles decidiram contar essa história, usando como base mais de 300 horas de gravação original, após uma simples conversa no elevador.

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Ficha técnica 

Formato: Série documental
Gênero: Documentário
Duração: 64–79 minutos (média), 6 capítulos
País de origem: Estados Unidos
Idioma original: Inglês
Diretor(es): Maclain Way, Chapman Way
Produtor(es): Juliana Lembi
Produtor(es) executivo(s): Mark Duplass & Jay Duplass, Josh Braun & Dan Braun, Lisa Nishimura, Ben Cotner, Adam Del Deo
Editor(es): Neil Meiklejohn
Distribuída por: Netflix
Elenco: Rajneesh, Ma Anand Sheela, George Meredith

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Sinopse

A  série documental Wild Wild Country, dirigida por Chapman Way e Maclain Way, conta a história por trás do Bhagwan Shree Rajneesh, de Ma Anand Sheela e da fundação de Rajneeshpuram. Dividida em seis partes, cada uma delas enfoca os aspectos que fizeram da comunidade fundada por Bhagwan ser considerada como uma das histórias mais surreais envolvendo religião, comunidade, influência, lealdade absoluta (beirando a idolatria), desejo de poder e perda total de contato com a realidade.

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Apoiada em um trabalho excelente de pesquisa que foi feito pelos diretores, que conseguiram ter acesso a um acervo impressionante de imagens e de pessoas que estiveram diretamente envolvidas com as decisões que eram tomadas, tanto pelo lado de Rajneeshpuram, quanto pelo do governo dos Estados Unidos e suas instituições, bem como as instâncias locais do Estado do Oregon; Wild Wild Country é um retrato muito fiel sobre como, muitas vezes, em busca dos seus ideais, as pessoas simplesmente não conhecem limites éticos e morais.

Na medida em que seu ashram (comunidade formada com o intuito de promover a evolução espiritual de seus membros) foi ganhando mais adeptos, o Bhagwan sentiu a necessidade de ampliar suas fronteiras e foi assim que seu culto chegou, em 1981, aos Estados Unidos, mais precisamente na pequena cidade de Antelope, no Estado do Oregon.

O trabalho de pesquisa e entrevistas com pessoas que participaram ativamente de toda a ação de Osho para “invadir” os Estados Unidos com sua seita é simplesmente fenomenal. Exceto pelo líder, falecido em 1990, os todos protagonistas dessa história são entrevistados pelo documentário da Netflix.

Wild Wild Country começa contextualizando o espectador a respeito de quem foi Rajneesh Chandra Mohan Jain, mais tarde conhecido pelo nome Osho, que até hoje faz sucesso em livrarias e palestras sobre sua filosofia e estilo de vida. Quem hoje passa pelos estandes recheados de livros do homem nem imagina que ele foi responsável por uma série de problemas legais que fez com que ele fosse deportado dos Estados Unidos no meio dos anos 80.

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Em contraponto com a religião institucionalizada, que é rígida e imutável, a filosofia dos gurus poderia se adequar como uma luva aos anseios dos seus consumidores. Fora que, diferente de uma religião milenar, que precisa impor regras morais para evitar mazelas futuras decorrentes de libertinagens feitas pelo coletivo, as filosofias desses gurus tratavam do indivíduo.

A seita tem princípios que parecem simples e positivos: prometem a iluminação humana através da meditação e do contato com a natureza. Seus membros são incentivados a praticar o desapego não apenas em relação aos bens materiais como também em seus relacionamentos. Mas, apesar das ideias aparentemente inofensivas e do fato todos os membros, à exceção do guru, usarem roupas apenas nos tons de vermelho, laranja ou rosa, a passagem deles pelos EUA foi sombria.

Por fim, Wild Wild Country faz-se bastante válido como registro real de como uma seita pode tomar dimensões internacionais ao envolver fé, ideologia e contravenções das mais diversas áreas.

 

Confira o trailer abaixo.

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