
| Desenvolvido por: AdHoc Studio |
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| Publicado por: AdHoc Studio |
| Gênero::Narrativo |
| Série:Dispatch |
| Lançamento: 22 de outubro |
| Classificação indicativa: 18 anos |
| Modos: um jogador |
| Disponível para: PC e PS5 |
Esta análise só foi possível graças ao envio antecipado de uma cópia pela AdHoc Studio, com o objetivo de viabilizar a produção de conteúdo. Nosso agradecimento AdHoc Studio pelo apoio!
História
A história de Dispatch começa te jogando direto na pele de um atendente de emergência que claramente não está no seu melhor momento. As ligações chegam carregadas de tensão, ambiguidades e aquelas entrelinhas que te deixam sempre em dúvida sobre quem está falando a verdade.

É uma narrativa curta, direta ao ponto, construída totalmente pelo áudio e pelas escolhas que você faz durante as chamadas. Mesmo sem grandes reviravoltas, o jogo consegue criar momentos bem intensos que seguram sua atenção até o final.
O bom é que o jogo está com legendas em português Brasil, o que torna fácil para encararmos essa jornada narrativa que é dividida entre 8 episódios aí com cerca de 50 minutos cada, eu gostei bastante da história principalmente porque o elenco de personagens é incrível.
Jogabilidade e progressão
A jogabilidade é simples e focada em decisões. Você fica preso à sua mesa, analisando falas, escolhendo respostas e tentando interpretar a emoção da pessoa do outro lado da linha. A progressão acontece conforme novas chamadas surgem, e cada escolha abre caminhos diferentes.

Isso dá uma sensação boa de impacto nas suas decisões, mesmo que o jogo seja bem compacto. O ponto forte é a imersão que esse ritmo cria, enquanto o ponto fraco é que, para quem gosta de sistemas mais profundos ou mecânicas variadas, tudo pode parecer básico demais depois de um tempo.
Entre decisões da história e o mini-game de dispatch de heróis, você vai ter um excelente momento de jogabilidade e que vai divertir bastante, mas mesmo assim, tem alguns problemas como é o caso do mini-game de hackear, que é muito chato e interrompe o fluxo da jogabilidade.
Aspectos técnicos e artísticos
Tecnicamente, Dispatch faz o essencial funcionar. A parte sonora é o coração do jogo e está muito bem feita. As vozes têm peso, o design de som cria aquela tensão crescente necessária e pequenos efeitos ajudam a construir a imersão.
Visualmente, é minimalista e quase estático, o que combina com a proposta, mas não chega a impressionar. É aquele tipo de jogo que depende mais do áudio e do clima do que do visual. Funciona, mas claramente não quer se destacar graficamente.
Dispatch: Vale a pena jogar?
Dispatch vale a pena para quem curte experiências narrativas curtas e intensas, focadas totalmente em tensão psicológica e escolhas rápidas. É o tipo de jogo perfeito para fechar em uma sentada e sair pensando no que faria diferente.
Mas, se você busca algo mais complexo, com sistemas elaborados ou histórias longas, provavelmente vai achar a experiência curta demais. Dentro do que ele propõe, ele entrega muito bem. Só não tente esperar algo maior do que essa experiência condensada e focada.







