Diablo II: Resurrected – Infernal Edition | Confira nossa review

Diablo
Ficha Técnica
Desenvolvido por: Blizzard Entertainment, Inc.
Publicado por: Blizzard Entertainment, Inc.
Gênero::RPG de ação
Série:Diablo
Lançamento: 11 de fevereiro de 2026
Classificação indicativa: 16 anos
Modos: Um jogador ou multijogador
Disponível para: PC, PS5 e Xbox Series S|X

 

Alguns jogos não apenas marcam uma geração, eles moldam um gênero inteiro. Diablo II é um desses casos. Quando voltou em Diablo II: Resurrected, ficou claro que aquela estrutura clássica ainda tinha força. A Infernal Edition surge como a versão definitiva para quem quer mergulhar de vez nesse universo sombrio, reunindo o remaster completo com conteúdos extras e bônus cosméticos que celebram o legado da franquia.

Desenvolvido pela Blizzard Entertainment, o jogo mantém intacta a essência do clássico, mas com uma camada visual moderna que respeita cada detalhe da obra original.

História

A jornada continua acompanhando a ameaça demoníaca que se espalha por Santuário, com o jogador atravessando diferentes regiões enquanto enfrenta as forças do terror lideradas por Diablo.

A narrativa é direta, mas carregada de atmosfera. Cada ato tem personalidade própria, seja nos desertos marcados pela decadência, nas florestas sombrias ou nas fortalezas infernais que parecem respirar corrupção. O tom é sério, sombrio e muito mais contido do que muitos RPGs de ação modernos.

O ponto positivo é que a ambientação envelheceu extremamente bem. Existe peso no mundo, existe sensação de ameaça constante. O ponto negativo é que a história não é tão cinematográfica quanto títulos atuais. Grande parte do impacto vem do clima e não de grandes cenas narrativas.

Jogabilidade

Aqui está o coração da experiência. Diablo II sempre foi sobre loop viciante: explorar, derrotar hordas, coletar loot, melhorar build e repetir. E isso continua absurdamente funcional.

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O combate é rápido, estratégico e dependente da construção do personagem. Cada classe oferece estilos bem distintos, incentivando múltiplas campanhas. A sensação de encontrar um item raro ou completar uma palavra rúnica ainda é uma das mais satisfatórias do gênero.

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O ponto positivo é a profundidade das builds e a identidade forte de cada classe. O ponto negativo é que algumas mecânicas denunciam a idade do projeto. Inventário limitado, movimentação mais rígida e ausência de certas facilidades modernas podem incomodar novos jogadores. Mas para quem entende o ritmo, a experiência continua poderosa.

Sistemas de Progressão

A progressão em Diablo II é quase uma aula de design clássico. A árvore de habilidades exige decisões definitivas. Cada ponto investido importa. Não há espaço para descuido.

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O sistema de loot é o grande diferencial. Runas, combinações específicas e raridades criam um ciclo quase infinito de experimentação. É complexo, mas recompensador. O ponto positivo é a liberdade real de criação de builds. O ponto negativo é a curva de aprendizado. O jogo não explica tudo. Você aprende testando, errando e pesquisando.

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A Infernal Edition adiciona conteúdos extras e recompensas cosméticas, mas sem alterar a base estrutural do jogo. A essência permanece intocada.

Gráficos e Música

Visualmente, o trabalho de remasterização é impressionante. Texturas, iluminação e efeitos foram atualizados sem descaracterizar o original. A possibilidade de alternar entre o visual clássico e o moderno reforça o cuidado com o legado.

A trilha sonora continua sendo um dos grandes pilares da atmosfera. Minimalista, melancólica e sempre presente na medida certa, ela ajuda a construir aquele clima de constante ameaça.

O ponto positivo é o respeito absoluto ao material original. O ponto negativo é que, apesar da modernização gráfica, a base estrutural ainda reflete um design antigo.

Diablo II: Resurrected – Infernal Edition: Vale a pena jogar?

Se você já ama a franquia Diablo, essa edição é essencial. É a forma mais completa de revisitar um dos maiores RPGs de ação já feitos.

Se você nunca jogou, aqui está a oportunidade de entender por que Diablo II se tornou referência para praticamente todos os ARPGs que vieram depois.

Agora, se você busca sistemas mais acessíveis e qualidade de vida moderna em todos os aspectos, pode sentir o peso do tempo.

Diablo II: Resurrected – Infernal Edition não tenta reinventar nada. Ele celebra um clássico. E continua mostrando por que seu nome ainda carrega tanto peso dentro do gênero.